segunda-feira, 29 de junho de 2015

Palavras


Eu aqui, falando para as paredes. Elas me escutaram. Alguém pode ler hoje à noite , daqui a pouco em algum lugar. Quem me dera ver o mundo com as lentes de um ladrão, às beiras do assalto.

|Tem que ver o que eles esperam de alguma coisa concreta. Queria tanto que fosse de outro jeito. Não a nada a fazer, a não ser esperar.

As palavras que digito me dizem que é um processo demorado e restrito. Poucas pessoas fogem do cotidiano. Alguma coisa tem que acontecer. Então aí tudo se modifica.

Às vezes despejamos toneladas de palavras sem sentido, em razão de uma total falta de informação, destinada a uma leitura real da situação prevista.

Palavras


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Metallica - Load


O disco tem uma capa estranha, é um quadro de um artista alternativo que utilizou esperma e sangue para compor essa duvidosa obra de arte. Ao por para escutar o disco do Metallica a sensação é de que mais uma pedrada vem por aí. Mas não é bem assim com esse disco.

A banda resurge após o aclamado Black Album, com um som muito mais galgado pelo rock and roll do que pelo heavy metal de antes. É um som mais cru.

Os clássicos Until it sleeps e King of nothing são apenas uma amostra das músicas enérgicas e psicodélicas como Bleeding me e Wasting my hate on you, uma das mais pesadas do disco.

Tem a balada Mama said meio country que destoa um pouco do disco.

Uma ótima pedida pra presentes...


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pergunta


Um dia me perguntei quem era eu? É uma pergunta muito difícil. Complicada. Quem é você? É mais fácil perguntar isso a alguém conhecido.

– E aí cara, quem sou eu?

E ele responderá, quem é você. Em uma palavra. Algo que o rotula. Ou o contrário. Há quanto tempo você se faz essa pergunta? Quem que você conhece que poderia responde-la? Então tudo não passa de nomes, palavras ditas ao vento sem um caminho. A resposta está na dúvida.


Um questionador...

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Roubo ao banco



Seu nome era João. Ele era um jornalista de meia tigela que se esforçava para parecer culto perante seus colegas de trabalho. João vivia até que feliz, tinha um emprego, um apartamento perto do jornal e trabalhava no caderno de Cidades. Ele cobria assuntos dos mais variados, desde a construção de uma praça, até um sequestro. Ficava feliz quando cobria a parte policial. Ficava sabendo dos assassinatos que aconteciam na capital e escrevia matérias diárias sobre gangues, traficantes, sequestradores, corruptores, entre outros crimes de Belo Horizonte. Ele tinha um rádio com a polícia então ficava sabendo das coisas antes dos outros jornais da cidade. João sabia de tudo.

Um dia houve um assalto no banco Santander, até perto do jornal. João saiu correndo e pegou seu casaco de couro e foi pra rua com seu bloco de anotação e uma caneta. Não gostava de gravar as entrevistas, anotava no bloco o que precisava saber de informação e depois fazia sua arte. As palavras jorravam no papel e era visto como um bom escritor, esquisito, mas seus textos eram muito lidos. Era um jornalista ambicioso e precisava de um furo.

Chegou na porta do banco e viu duas viaturas paradas na frente do edifício. Dentro do banco três ladrões decidiam como se livrar da polícia e sair com um bocado de grana daquele assalto. Os reféns estavam todos deitados no chão com a mão na cabeça. Os bandidos estavam com uma escopeta e dois revólveres. Os seguranças foram os primeiro a serem rendidos. Estavam agora desarmados, deitados no chão, junto com os outros reféns daquele assalto à banco.

Cada bandido pegou uma refém e se posicionou na janela. Os carros deveriam sair, a polícia teria que ficar longe dos ladrões. eles saíram, pegaram um carro que estava estacionado em frente ao banco e saíram correndo com a polícia parada, rendida pelos revolveres que estavam na cabeça das vítimas, reféns. Uma delas conseguiu escapar. Ela se livrou dos braços do sequestrador e correu até o outro lado da avenida onde a polícia estava. O bandido queria atirar, mirou na cabeça dela, mas não apertou o gatilho. Ao invés disso ele entrou no carro. Uma pessoa a menos viria a calhar. Ainda haviam duas vítimas. Eles saíram pela avenida. João entrou no carro e seguiu eles junto com a polícia. Era uma perseguição e tanto, os bandidos estava com 4 milhões de reais e duas reféns.

Só que os bandidos correram demais e pararam em uma curva batendo na parede de um túnel e capotando três vezes no ar. Todos morreram. Cinco pessoas em um carro todo amassado. João foi o primeiro a cobrir os fatos. Ele agora teria um furo se andasse rápido. João saiu correndo dirigindo até o jornal. Ele escreveu a matéria em vinte minutos e entregou para o editor. Ainda dava tempo de vê-la no Jornal da Manhã.

BANDIDOS SÃO MORTOS EM PERSEGUIÇÃO POLICIAL.

João tinha seu furo.