quinta-feira, 26 de março de 2015

De volta a Serra


Ele corria pela mata. Depois de visitar aquele monstro devorador de almas, ele foi para casa, se armou ate os dentes, pegou o carro e subiu novamente a Serra do Cipó. era hora dele se encontrar com a besta, aquela figura horripilante que não sai da sua cabeça. Um 38. foi o que conseguiu. ele tinha um, guardado perto de sua caixa de ferramentas no quarto, na despensa.

Agora era sua vez de assustar aquele monstro. Um tiro na cabeça deveria bastar. ele não queria voltar lá, mas sentia a necessidade de fazer alguma coisa. Foi aterrorizante ver as almas saindo e ainda agradecendo ao devorador de almas o fato delas saírem através de seu arroto. e do outro lado, ele fritava as almas em um caldeirão quente e comia. Sua casa era uma prisão. Haviam almas a espera de ser devoradas, almas queimando no inferno, almas dentro do corpo do demônio e almas indo embora.

Uma delas apareceu para ele:

- Você deve seguir em frente e consumar o assassinato. Matar aquele animal. É isso que ele é.

Em uma hora e meia ele já estava no topo da Serra do Cipó, entrando na caverna que levava ao templo daquele demônio. Andou mais alguns passos e se deparou com a sala inteira iluminada com velas pretas. ele não sabia quem poderia ter feito aquilo. Ficou com medo de encontrar com alguém ali, talvez algum ser das trevas, pronto para adorar o demônio, que não parava de comer.

Mas não havia ninguém por lá. Ele entrou na casa de pedra e encontrou o monstro lá de novo. Ali, aquele ser nojento, cheio de gosma envolta, almas entrando e saindo de seu corpo. Pelo menos ninguém ficava ali para sempre, mas ouvi casos de mil anos. Ele mirou, atirou, acertou em cheio sua cabeça, deixando um buraco enorme no meio da testa. Ele pensou que o animal iria morrer, mas ele nem se mexeu, olhou para ele. Do buraco na testa saiu a bala, fechando após a bala cair no chão. Ele começou a dar vários tiros, deu quatro, deixando uma bala no calibre.

Pegou mais um punhado de balas em sua mochila. O demônio continuou na mesma posição, como se nada tivesse acontecido. Ele chegou à frente do bicho, pôs o revolver na cara dele e atirou tudo que tinha. Todas as balas caíram no chão. Ele estava intacto. Aquele demônio não sofrera um arranhão. Será que ele seria mais uma vítima? No entanto, o monstro não fez nada.

continua...

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