domingo, 8 de fevereiro de 2015

Kama Sutra do Diabo



João Luiz era um estudante de história antiga e arquitetura. Ele passeava pelo centro da cidade em busca de casas tombadas para tirar fotos para sua coleção. Um dia ele estava passando por uma rua estranha, com árvores retorcidas eum silêncio absoluto, algo estranho para aquela região da cidade. Era uma casa de dois andares, branca, mas envelhecida pelo tempo. Ele pegou sua câmera e começou a tirar fotos. Algo chamou sua atenção, o portão estava aberto. Ele resolveu entrar, a porta da frente estava bem velha, ele poderia abrí-la com um chute e foi isso que fez.

Ao entrar, João perguntou se havia alguém ali dentro, mas ninguém respondeu. Diferente de outras casas abandonadas que visitara, essa ainda tinha os móveis. Estavam empoeirados, mas conservados. João tirou fotos do interior de todos os cômodos.

Ao subir no segundo andar, João reparou em um cômodo da cama do quarto de casal. Ele estava limpo. Ele achou estranho pois todos os outros móveis estavam sujos e encardidos. Ele abriu a gaveta e viu um livro enorme preto com escritos em vermelho e uma estrela de cinco pontas virada ao contrário. Ele abriu o livro e viu várias cenas de sexo, como se fosse o Kamasutra indiano. João pegou o livro e levou para casa.

Ele passou a noite inteira folheando o livro. Eram instruções de como conseguir fazer um sexo transcedental, o livro estava em inglês, mas ele com um pouco de dificuldade conseguiu entender o que estava escrito. João aprendeu duas posições do Kamassutra, ele iria testar com sua namorada.

- Oi Letícia tudo bem? Vamos nos encontrar hoje? Tenho uma surpresa pra você.

- Oi João, uma surpresa?  Quero sim, passo aí de noite.

- Ótimo, venha bem sexy ok?

- Por quê João?

- Você vai ver...

Ela chegou com um vestido curto que deixou João cheio de tesão. Ele não aguentou , queria transar com ela ali mesmo na sala, mas se controlou, pegou o livro e mostrou para sua amada. Ela ficou fascinada com as imagens, os desenhos mostravam os casais transando em várias posições, a cara de satisfação dos personagens parecia algo mágico. Letícia ficou hipnotizada com aquilo, pegou seu namorado e lascou um beijo como nunca tinha beijado antes. João tirou a roupa em um segundo. Começaram pela primeira posição.

Ela ficava em cima dele, enquanto subia e descia num ritmo frenético, as mãos de joão acariciavam seus peitos e dava pequenas mordidas com sua boca. Letícia deveria aperrtar a testa de João, entre as sombrancelhas, enquanto subia e descia. João deveria apertar o pescoço de Letícia. Os dois deveriam se controlar e o fizeram, durante meia hora, até que explodiram em um gozo transcedental, como nunca tiveram antes. Os dois dormiram um sono profundo até o outro dia.

João sonhou nessa noite. Ele andava numa floresta densa como nunca tinha visto antes, a névoa cobria tudo, ele mal via seus pés. Árvores de todo tamanho cobriam a mata, até que ele viu uma clareira, algo o puxava para lá, havia um lago e do outro lado uma silhueta de um homem que parecia vestir um capuz. Quando ele ia retirar o capuz, João acordou.

Letícia estava do seu lado, olhando para ele, João notou que seu pescoço estava arrocheado, ele deve ter apertado forte e não ligou muito para aquilo, sua namorada parecia feliz, sorridente como nunca estivera antes. Ele a beijou candidamente e se levantou para ir ao banheiro. Ao se olhar no espelho ele viu que suas olheiras estavam fortes, parecia que não durmira nada durante a noite, no entanto estava bem disposto. Queria testar o segundo movimento a noite, mas algo em sua cabeça o puxava de volta ao casarão abandonado.

João decidiu então chamar sua namorada para juntos visitarem o casarão, ela era uma boa fotógrafa e ele queria fazer uma vistoria na casa, quem sabe ele não encontrava outro livro?

Ele explicou à Letícia que deveriam ir lá no casarão, no centro da cidade. Ela ficou excitada com a idéia, agora o João é que teria uma surpresa. Lá chegando, eles subiram até o quarto principal. Haviam fotos do casal que morava lá. Pela legenda atrás da foto eles eram alemães, ou pelo menos, a legenda estava nesse idioma, mas nenhum dos dois sabia o que significava Damonischen Paar.

- Que casal lindo, parece com a gente, disse Letícia, passando a mão na bunda do namorado.

- É, mais ou menos, eles parecem meio tristes e sinistros.

Letícia pegou João pelo braço e tirou sua camisa, os dois começaram a se beijar. João jogou sua namorada na cama empoeirada e começou a passar a mão por todo o seu corpo. Ele se lembrava da segunda posição, colocou sua namorada de frango assado e apertou novamente a sua garganta. Ele metia com força e ela meio que se assustou. A cada estocada ele apertava mais ainda a sua garganta. Até que ela ficou sem ar.

Letíca morreu ali mesmo. João se desesperou, pelo Kamasutra era para ela ter um gozo interminável, no entanto ele exagerou na doze. Mas ao invés dele se entristecer ele começou a rir, maquiavelicamente. Riu como nunca e chorou ao mesmo tempo. Até que ouviu uns passos, alguem subiu a escada. O quarto começou a ficar cada vez mais quente, um homem entrou pela porta, ou melhor, parecia um homem, de capuz. O mesmo dos seus sonhos.

- Muito bem, fez a segunda posição não é. Disse aquele homem de olhos vermelhos como o sangue, Ele tinha uma tatuagem na testa com uns simboos estranhos que João não conseguiu identificar.

- Como assim, muito bem, ela era minha namorada.

- Calma, ela é a primeira de muitas. Vim aqui pra te ajudar. Gostou dessa casa? Ela é minha, eu era o empregado desse casal da foto, os Fritz. Há muito tempo os dois concluíram o Kamassutra e ganharam um prêmio. Agora é a sua vez.

- Você não entendeu eu matei minha namorada, não somos um casal.

- Eu sei, o seu caso é um pouco diferente, eu já sabia que você viria, infelizmente você descobriu o livro sozinho, então ele é só seu. Para cada imagem uma mulher diferente.

- O que eu vou ganhar com isso.

- A vida eterna, que tal? E riqueza também...

Seus olhos começaram a brilhar, ele retirou o capuz, haviam dois chifres na sua cabeça. Era o diabo em pessoa.

- Você! João chegou perto do demônio e pos a mão em seus chifres, eram verdadeiros. Ao tocá-los, porém, a ponta do chifre aranhou sua mão, saindo um pouco de sangue.

- Ótimo, agora que tenho seu sangue podemos começar. Quero que você traga para cá uma mulher, ainda hoje, nesta noite.

O diabo entregou à João uma pedra enorme de diamante, ele realmente estava falando sério. João ainda estava desnorteado pela morte de Letícia, ele gostava dela, mas a idéia de viver para sempre e ser rico o animou.

- São vinte desenhos, vinte mulheres.

- Espere, não sei se você percebeu, mas não sou nenhum galã.

- Fique tranquilo, você terá um charme especial.

João saiu do casarão feliz, apesar da morte da namorada. O diabo iria cuidar do corpo, mas ele não sabia o que iria falar para os pais de Letícia. Por sorte eles estavam viajando. Ele ligou de seu celular várias vezes para sua namorada, como se a estivesse procurando. João falaria que ela simplesmente sumira, e como o diabo cuidaria do corpo os pais dela passariam anos a sua procura, e ele também.

João foi para casa. Tomou um banho, escolheu a melhor roupa que tinha, passou perfume, pegou um diheiro que tinha guardado e foi para a melhor boate de sua cidade. Ela estava lotada, haviam mulheres de todo o tipo, Loiras, Morenas, magras, gordas, todas se divertindo ao som de música dançante. Ele precisava de um drink ou dois, queria tomar coragem para fazer o necessário e levar uma delas até o casarão no centro. Ao invés de escolher a mais bonita, fez questão de escolher a mais feia.

- Olá, aceita um drink.

Ele achou que não teria nenhuma chance, mas ela aceitou na hora, e os dois ficaram dançando e bebendo por uma hora.

- Ei, vamos sair daqui, tem uma coisa que queria te mostrar.

- Calma, eu nem sei seu nome, o meu é Adriana.

- Bonito nome, o meu é João Luiz.

- Ótimo, agora nos conhecemos, vamos?

João ficou impressionado, ela aceitou muito rápido, eles não se conheciam e ela já estava saindo com ele. Os dois entraram no seu carro e foram em direção ao centro da cidade. Lá chegando, João ficou assustado, o casarão estava limpo, como se fosse novo, paredes novas, telhado novo, janelas limpas, A porta estava aberta, ambos entraram.

Foram direto para o quarto, o casarão parecia uma mansão, tdos os móveis limpos e brilhantes, Adriana ficou encantada com aquilo, pois eram móveis antigos.

- Você é colecionador de antiguidades?

João afirmou que sim, que ele passava suas horas do dia buscando itens de colecionadores, pois era muito rico e não precisava trabalhar. Os dois se beijaram e ele a carregou em seus braços até o andar de cima. Entraram no quarto, ela se jogou em cima dele, mas João manteve a calma, ele lembrava do terceiro movimento, pôs ela de quatro e apertou seu pescoço. Só que ele não esperou a mágica do demônio agir, ele mesmo a sufocou até a morte. Ela se debatia mas não conseguia se livrar do assassino.

O demônio estava ao lado da porta sorrindo, assim que João terminou o serviço o demônio jogou uma outra pedra de diamante para João.

- Desculpa, me empolguei.

- Que nada, foi muito melhor assim, mas da próxima deixe que eu faço o serviço.

A pedra de diamante tinha um 666 inscrito nela, seria mais difícil de vender, mas pelo tamanho ele conseguiria uito dinheiro com ela.


Continua...

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