quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Pó e sangue



O nome dele era Pedro. Tinha 26 anos quando conheceu Letícia. Os dois namoraram por dois anos. Uma garota jovem de 22 anos, alta, magra com os cabelos loiros e encaracolados.

Pedro pensava que a relação dos dois era saudável. Garoto evangélico e simplório, não sabia que sua namorada saía às escondidas à noite, enquanto seu namorado dormia. Ela combinava com suas amigas e enganava Pedro indo à boates de techno, se drogando e bebendo a noite inteira.

Às vezes Letícia sumia no meio da tarde, ela ia no morro buscar papelotes de cocaína e chegava desorientada na casa de Pedro. Mas este, coitado, pensava que a garota estava em seu período pré-menstrual. ele nem imaginava que ela subia aqueles morros perto de sua casa. Para ele, Letícia era uma santa.

O amor de Pedro só crescia, ele queria casar com ela, constituir família. Eles não transavam, Pedro queria se resguardar para depois do casamento. Ainda era virgem, imagina, aos 26 anos. Mal sabia Pedro que Letícia saía com outros homens durante as suas saídas de madrugada. Sua mãe até tentou avisar, mas para ele, era implicância da velha.

Até que um dia, Letícia subiu no morro no meio da madrugada. Ela comprara dois papelotes de cocaína e já ia encontrar com suas amigas, quando a polícia apareceu e começou a trocar tiros com os traficantes. Uma bala perdida, do alto do morro a atingiu na cabeça. Letícia morreu na hora. A polícia se desorientou, pegou o corpo da garota e saiu em direção ao hospital, mas já era tarde.

Pedro ficou sabendo no dia seguinte. Ele viu a foto de sua namorada estampada na primeira capa do jornal. A manchete era: "Garota do asfalto morre em troca de tiros da polícia com traficantes".

O jovem chorou a tarde inteira, desorientado, quebrou todo o seu quarto, pegou a bíblia e a queimou, gritando, xingando Deus, que levara sua namorada embora. Ela era viciada em pó, ele jurou que um dia iria se vingar dos assassinos.

Pedro foi então a um centro de macumba, pediu para fecharem seu corpo. Ele entrou em um transe profundou e viu o que tinha que fazer. Agora ele não era mais evangélico, Pedro havia feito um pacto com o demônio. Nada mais poderia feri-lo.

No dia seguinte, Pedro foi até os traficantes do morro. Perguntou a eles se além de drogas eles vendiam armas. Comprou uma 38 e um punhado de balas, um papelote de cocaína e foi pra casa. Pedro passou na padaria e pegou uma pinga 51. Passou a noite inteira bebendo e bolando um plano para a sua vingança.

Continua...


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tem um emprego aí



Aos 36 anos me vejo em uma situação constrangedora. Este que vos fala, o eterno adolescente, envelheceu. Acontece que no chão de lama em que me encontro, fica difícil arrumar um emprego (a garantia da responsabilidade).

As saídas em busca de sexo fácil no meio da noite não são mais as mesmas. No dia seguinte tem que acordar cedo.

É, a vida passa a ser diurna, sair ao centro da cidade levando um currículo debaixo dos braços e mendigando por um emprego, ficando queimadinho pelos raios solares que insistem em suar a sua camisa de linho.

Envelhecer te mostra coisas importantes como ajudar a si mesmo primeiramente, e depois, os outros. Nesse coração enorme de bondade em que me encontro muitas vezes me auto saboto para mostrar meu sorriso para desconhecidos.

Eu canto, danço e o emprego não vem.

Vejo espíritos responsáveis, senhores do dinheiro com suas vidas confortáveis, mas sem aquela bondade espiritual.

Nesse sentido, as energias cósmicas poderiam me ajudar.

Topo tudo, por qualquer dinheiro.

Só não rodo a bolsinha na Afonso Pena.

Estrelas no céu


Ando pelas estradas de terra com meu pé descalço. Parece que foi ontem quando eu e meus primos brincávamos de castelo de Greyskull no meio da mata de Teixeiras.

Depois íamos na cachoeira dar um pulo na água. Tinha medo de me afogar, mas era muito bom, escorregávamos pelas pedras até cair num lago.

Aquele solzão brilhante no céu azul queimava nossas peles e trazia alegria para as nossas brincadeiras.

Éramos livres, como pássaros voando sem medo de cair, mas às vezes brigávamos.

Depois fomos crescendo, virando gente grande, as brincadeiras mudaram, cantávamos ao som do violão, e regrados a muita cerveja, namoradas e alguns baseados.

Éramos jovens iluminados, sem constrangimento de ser feliz, brincando de viver.

Até que vimos como a vida é frágil, somos seres cósmicos, prontos para liberar nossas energias no universo.

Perdemos várias pessoas que amamos.

Mas elas ainda estão por aí, nos observando.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Psicodelia da perdição



Ando pelas ruas psicodélicas de Londres na Avenida Afonso pena em plena madrugada.

Ouço vozes estranhas de prostitutas se oferecendo para uma senhora de meia idade.

Acendo meu cigarro Gudan Garan, o único que faz a cabeça.

De repente um homem gordo, todo sujo me aparece fumando um baseado.

Fumo junto com ele. O senhor me conta suas peripécias da juventude, ele não sabe , mas eu tomei um ácido. Com o baseado, a parada fez efeito quase que instantâneo e comecei a ver uma explosão de cores nos prédios, nos carros e a cara do gordo derretendo.

Agradeci ao gordo e fui até um bar pedir uma cerveja. Tomei ela em dois goles, fui descendo até a rua Guaicurus e entrei no puteiro. Pedi duas moças bem bonitas, branquinhas, de cabelo preto, do jeito que eu gosto.

Cheguei lá o troço não subiu, mas apliquei elas no ácido e ficamos a madrugada bebendo até que de repente, terminei o serviço.

Era o nascer do sol e vi o céu explodir na minha frente.

Era uma chuva de meteoros, até que uma ambulância me pegou e me levou pro manicômio.

Eu estava pelado na rua...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Carnaval



Semana de festa, de fantasia, onde todas as estripulias sexuais são bem-vindas. A festada carne, e que carne vemos na televisão, no carnaval do rio de Janeiro.

Festival de bundas e peitos, a televisão vira  um espetáculo hipnótico que transforma qualquer ser cândido em um endiabrado infernal.

A festa é católica, tem suas origens na Grécia, e é patrimônio cultural brasileiro. Assim como o futebol que foi inventado pelos ingleses, mas que encontrou sua redenção no Brasil.

Minha cidade é o antro dos blocos carnavalescos, eu mesmo gravei umas músicas de um bloco uma vez e misturei com guitarras distorcidas fazendo um som bem estranho.

É uma mistura de cores, de corpos, o retrato do Brasil multicultural. Quem não gosta da farra?

Bom, eu to meio velho, Hoje curto mesmo é um bom silencio.

Cadê ele?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Boa história



Esse é um trecho de um livro que li, as esqueci o nome, muito legal

"Um cavalo, tendo como inimigo um ferocíssimo lobo, vivia em temor permanente pela sua vida. Tendo chegado ao desespero, ocorreu-lhe a idéia de procurar um aliado forte.

Assim aproximou-se de um homem e ofereceu-lhe aliança, frisando que o lobo também era inimigo do homem. O homem aceitou a aliança e prometeu matar o lobo imediatamente, se o seu novo aliado permitisse a utilização da sua maior rapidez. O cavalo aceitou e permitiu ao homem que lhe colocasse um freio e uma sela. O homem então montou-o, caçou o lobo e matou-o.

O cavalo contente, agradeceu ao homem e disse: Agora que o nosso inimigo está morto, tire-me este freio e sela, e devolva-me a liberdade.


O homem riu e respondeu: - Não me diga isso. Vá andando. E aplicou-lhe as esporas".

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Kama Sutra do Diabo - parte IV



João Luiz caiu no inferno. No momento em que ele chegou seu corpo pegou fogo. Um fogo que ardia suas entranhas, uma dor insuportável, ele gritava, pedia clemência, rezava para deus, mas nada adiantava. Ele fora recebido pelo Satan em pessoa. Um demônio enorme, com chifres enormes e olhos de fogo. Após seu corpo ser totalmente queimado, milagrosamente foi restituído, era hora de um outro tipo de tortura. Ele foi levado para uma câmara inferior de um castelo no meio do inferno. Pequenos demônios o botaram em uma maca e o carregaram até lá.

Pareciza que ele estava em um hospício, ele viu pessoas que pensavam ser Napoleão Bonaparte, Hitler, Stalin, e alguns membros da Klu Klux Kan.

- Mocinho, eles não estão loucos são eles mesmos, eles adoram nossas torturas, logo você também irá gostar. Olha que privilégio, você aqui, perto de pessoas tão famosas.

Colocaram João em cima de uma mesa e amarraram seus pés e mãos, ele estava todo esticado. Um pequeno diabo girava uma roda que esticava ainda mais os ossos de João, logo, todos seus membros foram deslocados. Eles pegaram pequenos besouros e colocaram em cima de sua barriga. Eles comeram sua pele e entraram dentro de seu corpo, comendo seus órgãos internos.

Depois, pegaram João e cimentaram seu corpo de cima para baixo e o obrigaram a comer deliciosos alimentos, doces, frangos,carnes vermelhas, refrigerante e cerveja. João se lambuzou na comida, ele não conseguia se controlar. Só que tudo que entra tem que sair e ele estava cimentado. Seu corpo inteiro se encheu de merda e ele morreu no inferno, retornando de novo após cinco minutos ao corpo saudável no inferno, pronto para mais um tipo de tortura.

João foi enganado, ele começou a reclamar com Satan que mandou cortar sua língua. O demônio mandou os diabinhos o levaram para o poço sem fundo, onde ele iria cair eternamente, enquanto corvos comiam seus olhos e nariz.

Até que João começou a rezar, ele entendeu que fora hipnotizado pelo livro Kama Sutra do Diabo e que ainda amava sua namorada. ele rezou o pai nosso a ave maria, pediu clemência para deus. Mas ele não conseguiu nada, até que ele chorou, uma lágrima do verdadeiro arrependimento. ele estava caindo para sempre.

Até que uma luz apareceu, era Letícia, ela abraçou seu namorado e disse que ainda o amava. João viu seu corpo se integrando ao corpo dela como se os dois fossem um. Todas as energias negativas dele foram limpas por Letícia e os dois subiram juntos aos céus.

O demônio do casarão gritava, esperneava, com a vampira morta a seus pés. Ele perdera novamente a batalha para Deus, e foi mandado novamente ao inferno...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Kama Sutra do Diabo - parte III


João Luiz foi para casa, o diabo o avisou para tentar uma abordagem diferente, buscar alguém que se encaixasse perfeitamente no inferno, ele deveria tentar uma mulher roqueira, de preferência satânica e João decidiu ir à noite em uma casa de show.

A casa era toda vermelha, uma cor escura como se fosse sangue. João já tinha decorado a terceira posição do Kama Sutra do diabo. Ele entrou, a casa estava lotada, uma banda cover de Iron Maiden estava mandando um som, e ele adorava a banda inglesa, seria unir o útil ao agradável. Lindas mulheres com suas calças de couro valorizando aquelas bundas enormes e saudáveis. Por ele João faria um bacanal, o diabo até que iria gostar, mas nessa noite apenas uma seria sua presa.

Havia uma loira alta, um pouco gordinha, tomando whisky no balcão. Ela usava um pentagrama invertido, igual ao do livro que o diabo lhe emprestara. Ele nem precisou chegar nela, a mulher, chamada Kelly, deu uma piscadela para ele na mesma hora. A banda estava tocando Wasting Love, uma balada boa para dançar e os dois seguiram juntos até a frente do palco. Ela passava a mão em sua bunda enquanto dançavam.

Eles se beijaram e se esfregaram. João queria transar com ela ali mesmo, mas se controlou, os dois saíram da casa de show sem dizer uma palavra um para o outro e entraram no carro de João. Estava fácil demais conseguir esse diamante.

Como eles moravam longe do centro, a loira decidiu pagar um boquete para João enquanto ele dirigia, Ele quase bateu o carro, estava desistindo de matar aquela mulher, João ficara apaixonado.

Ao entrar na casa, João viu o diabo escondido do lado de fora, nos arbustos, ele lhe deu uma piscadela, neste dia ele estava diferente, igual ao diabo da capa do disco Sargent Peppers, que fica atrás da Marlyn Monroe, vermelho sangue.

Os dois subiram até o quarto principal, tiraram as roupas, João ficou em pé e se encaixou na loira assim mesmo, segurando suas pernas enquanto fazia um movimento de vai e vem. João não queria matar aquela garota, não pôs a mão em seu pescoço, a beijou docemente, até que ele sentiu uma mordida em seu pescoço, todo seu sangue fora sugado e ele caiu no chão, morrendo ali mesmo, indo direto para o inferno.

O diabo estava na porta do quarto, rindo e tirando a roupa, era a vez dele transar com a loira...


 Continua...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Kama Sutra do Diabo - parte II



João Luiz voltou para casa com um sorriso no rosto, ele tinha agora dois diamantes do demônio. Eram pedras enormes, em pouco tempo ficaria rico e poderia se mudar daquela cidade. O sonho dele era morar nos Estados Unidos lá ele poderia morar como um marajá.

Em casa, João sonhou que estava em Fortlander dale, onde encontrou com seu ídolo Jimmy Page. Ele curtiu a praia tomando cerveja no seu veleiro, tocava violão para lindas mulheres, em seu quarto, o lençol do colchão era feito de notas de cem dólares, nele ele transava com as garotas, no seu sonho, seus olhos eram cor de sangue como se tivesse fumado a mais forte das maconhas.

No outro dia, João acordo com uma tremenda dor de cabeça, parecia que tinha bebido muito na noite anterior, estava de ressaca, mas algo dizia que seu sonho era realidade, ele tinha bebido e tranzado com as garotas no Iate. Ele bebeu uma garrafa de refrigerante em um gole. Saciado, saiu de casa, já era de tarde, ele dormira muito. Foi na padaria comprar cigarro. Ele estava de olho em uma caixa, linda, branquinha com os cabelos negros, do jeito que ele gostava.

- Olá, me vê um Holywood?

- Sim, gostaria de mais alguma coisa?

- Sim, queria te convidar para sair hoje, vamos? Conheço um bar muito bom, com cervejas artezanais que tenho certeza que você vai gostar.

Seus olhos brilharam, a garota do caixa apaixonou na mesma hora, ele deu uma piscadela para ela que a deixou com muito tesão. Ela mecheu nos cabelos e se contorceu toda, os bicos de seus peitos estavam saliente.

- Meu nome é Cíntia, pode me buscar as dez horas, depois do serviço.

- Está bem,  eu passo aqui de carro.

João apareceu às dez em ponto. Cíntia tinha se arrumado ali mesmo na padaria, estava perfumada e de banho tomado. Ela usava um vestido curtíssimo que valorizava suas pernas, João ficou excitado. Ele saiu do carro e abriu a porta para ela. No entanto, antes de entrar, Cíntia deu um beijo nele. Ela era uma presa fácil.

Chegando no bar eles pediram uma cerveja alemã, conversaram sobre seus trabalhos e sobre a vida. João não via a hora de levá-la para o casarão. O bar era muit bonito, com quadros de imagens de cinema com atrizes como Marlyn Monroe e Maria Tomei.

- Vamos sair daqui? Tenho uma surpresa para você na minha casa.

- João, eu adoro surpresas.

- Então vamos, eu moro aqui perto.

Os dois chegaram atpe o cazarão, Cíntia estava encantada com João, ela faria o que ele quisesse. E fez mesmom, os dois foram direto para o quarto principal, ele sse despiram e começaram a fazer um meia nove, João apertava a barriga da garota equanto a xupava. Cíntia sentiu uma energia estranha vinda de seu estômago e subindo até seu coração. A energia era tão forte que explodiu seu coração na mesma hora em que ela teve um gozo. João saiu de baixo da garota e chutou seu corpo para fora da cama. Ele olhou para a porta, lá estava o demônio sorrindo, com mais uma pedra de diamante em suas mãos.

Continua...


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Kama Sutra do Diabo



João Luiz era um estudante de história antiga e arquitetura. Ele passeava pelo centro da cidade em busca de casas tombadas para tirar fotos para sua coleção. Um dia ele estava passando por uma rua estranha, com árvores retorcidas eum silêncio absoluto, algo estranho para aquela região da cidade. Era uma casa de dois andares, branca, mas envelhecida pelo tempo. Ele pegou sua câmera e começou a tirar fotos. Algo chamou sua atenção, o portão estava aberto. Ele resolveu entrar, a porta da frente estava bem velha, ele poderia abrí-la com um chute e foi isso que fez.

Ao entrar, João perguntou se havia alguém ali dentro, mas ninguém respondeu. Diferente de outras casas abandonadas que visitara, essa ainda tinha os móveis. Estavam empoeirados, mas conservados. João tirou fotos do interior de todos os cômodos.

Ao subir no segundo andar, João reparou em um cômodo da cama do quarto de casal. Ele estava limpo. Ele achou estranho pois todos os outros móveis estavam sujos e encardidos. Ele abriu a gaveta e viu um livro enorme preto com escritos em vermelho e uma estrela de cinco pontas virada ao contrário. Ele abriu o livro e viu várias cenas de sexo, como se fosse o Kamasutra indiano. João pegou o livro e levou para casa.

Ele passou a noite inteira folheando o livro. Eram instruções de como conseguir fazer um sexo transcedental, o livro estava em inglês, mas ele com um pouco de dificuldade conseguiu entender o que estava escrito. João aprendeu duas posições do Kamassutra, ele iria testar com sua namorada.

- Oi Letícia tudo bem? Vamos nos encontrar hoje? Tenho uma surpresa pra você.

- Oi João, uma surpresa?  Quero sim, passo aí de noite.

- Ótimo, venha bem sexy ok?

- Por quê João?

- Você vai ver...

Ela chegou com um vestido curto que deixou João cheio de tesão. Ele não aguentou , queria transar com ela ali mesmo na sala, mas se controlou, pegou o livro e mostrou para sua amada. Ela ficou fascinada com as imagens, os desenhos mostravam os casais transando em várias posições, a cara de satisfação dos personagens parecia algo mágico. Letícia ficou hipnotizada com aquilo, pegou seu namorado e lascou um beijo como nunca tinha beijado antes. João tirou a roupa em um segundo. Começaram pela primeira posição.

Ela ficava em cima dele, enquanto subia e descia num ritmo frenético, as mãos de joão acariciavam seus peitos e dava pequenas mordidas com sua boca. Letícia deveria aperrtar a testa de João, entre as sombrancelhas, enquanto subia e descia. João deveria apertar o pescoço de Letícia. Os dois deveriam se controlar e o fizeram, durante meia hora, até que explodiram em um gozo transcedental, como nunca tiveram antes. Os dois dormiram um sono profundo até o outro dia.

João sonhou nessa noite. Ele andava numa floresta densa como nunca tinha visto antes, a névoa cobria tudo, ele mal via seus pés. Árvores de todo tamanho cobriam a mata, até que ele viu uma clareira, algo o puxava para lá, havia um lago e do outro lado uma silhueta de um homem que parecia vestir um capuz. Quando ele ia retirar o capuz, João acordou.

Letícia estava do seu lado, olhando para ele, João notou que seu pescoço estava arrocheado, ele deve ter apertado forte e não ligou muito para aquilo, sua namorada parecia feliz, sorridente como nunca estivera antes. Ele a beijou candidamente e se levantou para ir ao banheiro. Ao se olhar no espelho ele viu que suas olheiras estavam fortes, parecia que não durmira nada durante a noite, no entanto estava bem disposto. Queria testar o segundo movimento a noite, mas algo em sua cabeça o puxava de volta ao casarão abandonado.

João decidiu então chamar sua namorada para juntos visitarem o casarão, ela era uma boa fotógrafa e ele queria fazer uma vistoria na casa, quem sabe ele não encontrava outro livro?

Ele explicou à Letícia que deveriam ir lá no casarão, no centro da cidade. Ela ficou excitada com a idéia, agora o João é que teria uma surpresa. Lá chegando, eles subiram até o quarto principal. Haviam fotos do casal que morava lá. Pela legenda atrás da foto eles eram alemães, ou pelo menos, a legenda estava nesse idioma, mas nenhum dos dois sabia o que significava Damonischen Paar.

- Que casal lindo, parece com a gente, disse Letícia, passando a mão na bunda do namorado.

- É, mais ou menos, eles parecem meio tristes e sinistros.

Letícia pegou João pelo braço e tirou sua camisa, os dois começaram a se beijar. João jogou sua namorada na cama empoeirada e começou a passar a mão por todo o seu corpo. Ele se lembrava da segunda posição, colocou sua namorada de frango assado e apertou novamente a sua garganta. Ele metia com força e ela meio que se assustou. A cada estocada ele apertava mais ainda a sua garganta. Até que ela ficou sem ar.

Letíca morreu ali mesmo. João se desesperou, pelo Kamasutra era para ela ter um gozo interminável, no entanto ele exagerou na doze. Mas ao invés dele se entristecer ele começou a rir, maquiavelicamente. Riu como nunca e chorou ao mesmo tempo. Até que ouviu uns passos, alguem subiu a escada. O quarto começou a ficar cada vez mais quente, um homem entrou pela porta, ou melhor, parecia um homem, de capuz. O mesmo dos seus sonhos.

- Muito bem, fez a segunda posição não é. Disse aquele homem de olhos vermelhos como o sangue, Ele tinha uma tatuagem na testa com uns simboos estranhos que João não conseguiu identificar.

- Como assim, muito bem, ela era minha namorada.

- Calma, ela é a primeira de muitas. Vim aqui pra te ajudar. Gostou dessa casa? Ela é minha, eu era o empregado desse casal da foto, os Fritz. Há muito tempo os dois concluíram o Kamassutra e ganharam um prêmio. Agora é a sua vez.

- Você não entendeu eu matei minha namorada, não somos um casal.

- Eu sei, o seu caso é um pouco diferente, eu já sabia que você viria, infelizmente você descobriu o livro sozinho, então ele é só seu. Para cada imagem uma mulher diferente.

- O que eu vou ganhar com isso.

- A vida eterna, que tal? E riqueza também...

Seus olhos começaram a brilhar, ele retirou o capuz, haviam dois chifres na sua cabeça. Era o diabo em pessoa.

- Você! João chegou perto do demônio e pos a mão em seus chifres, eram verdadeiros. Ao tocá-los, porém, a ponta do chifre aranhou sua mão, saindo um pouco de sangue.

- Ótimo, agora que tenho seu sangue podemos começar. Quero que você traga para cá uma mulher, ainda hoje, nesta noite.

O diabo entregou à João uma pedra enorme de diamante, ele realmente estava falando sério. João ainda estava desnorteado pela morte de Letícia, ele gostava dela, mas a idéia de viver para sempre e ser rico o animou.

- São vinte desenhos, vinte mulheres.

- Espere, não sei se você percebeu, mas não sou nenhum galã.

- Fique tranquilo, você terá um charme especial.

João saiu do casarão feliz, apesar da morte da namorada. O diabo iria cuidar do corpo, mas ele não sabia o que iria falar para os pais de Letícia. Por sorte eles estavam viajando. Ele ligou de seu celular várias vezes para sua namorada, como se a estivesse procurando. João falaria que ela simplesmente sumira, e como o diabo cuidaria do corpo os pais dela passariam anos a sua procura, e ele também.

João foi para casa. Tomou um banho, escolheu a melhor roupa que tinha, passou perfume, pegou um diheiro que tinha guardado e foi para a melhor boate de sua cidade. Ela estava lotada, haviam mulheres de todo o tipo, Loiras, Morenas, magras, gordas, todas se divertindo ao som de música dançante. Ele precisava de um drink ou dois, queria tomar coragem para fazer o necessário e levar uma delas até o casarão no centro. Ao invés de escolher a mais bonita, fez questão de escolher a mais feia.

- Olá, aceita um drink.

Ele achou que não teria nenhuma chance, mas ela aceitou na hora, e os dois ficaram dançando e bebendo por uma hora.

- Ei, vamos sair daqui, tem uma coisa que queria te mostrar.

- Calma, eu nem sei seu nome, o meu é Adriana.

- Bonito nome, o meu é João Luiz.

- Ótimo, agora nos conhecemos, vamos?

João ficou impressionado, ela aceitou muito rápido, eles não se conheciam e ela já estava saindo com ele. Os dois entraram no seu carro e foram em direção ao centro da cidade. Lá chegando, João ficou assustado, o casarão estava limpo, como se fosse novo, paredes novas, telhado novo, janelas limpas, A porta estava aberta, ambos entraram.

Foram direto para o quarto, o casarão parecia uma mansão, tdos os móveis limpos e brilhantes, Adriana ficou encantada com aquilo, pois eram móveis antigos.

- Você é colecionador de antiguidades?

João afirmou que sim, que ele passava suas horas do dia buscando itens de colecionadores, pois era muito rico e não precisava trabalhar. Os dois se beijaram e ele a carregou em seus braços até o andar de cima. Entraram no quarto, ela se jogou em cima dele, mas João manteve a calma, ele lembrava do terceiro movimento, pôs ela de quatro e apertou seu pescoço. Só que ele não esperou a mágica do demônio agir, ele mesmo a sufocou até a morte. Ela se debatia mas não conseguia se livrar do assassino.

O demônio estava ao lado da porta sorrindo, assim que João terminou o serviço o demônio jogou uma outra pedra de diamante para João.

- Desculpa, me empolguei.

- Que nada, foi muito melhor assim, mas da próxima deixe que eu faço o serviço.

A pedra de diamante tinha um 666 inscrito nela, seria mais difícil de vender, mas pelo tamanho ele conseguiria uito dinheiro com ela.


Continua...

Notas rebeldes com causa



Um espectro estranho na atmosfera essencialmente destrutivo que impregna o ambiente com ondas sonoras esquisitas e satânicas.

De onde vêm o abuso de autoridade quando o que vemos é apenas uma manifestação da vontade?

Pode ser que um dia quem sabe a escravidão acabe e os conceitos e tabus que desamparam a humanidade possam ser desmanchados ao som de um solo de guitarra.

Quem sabe o filme Bill e Teddy se torne realidade um dia?

Qual é a música dizia Silvio Santos?

Onde posso guardar meus ressentimentos, minhas angústias senão em palavras sem sentido expressas em meio a um bizarro acorde com notas suntuosas e gordas com um sentimento estático insone e auto destrutivo, regrado a suco de uva, longe de drogas antigas que traziam ainda mais insatisfação?

A cerveja ainda ajuda a fazer um slide com a lata tocando um blues da lama a fama.

Mas caretas não escrevem tão bem, mas se lembram das palavras.

Quando o sino irá tocar novamente anunciando a liberdade esquecida dentro de um falso calabouço?

Foda-se o Satus Quo

Minha guitarra está guardada...

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Saudade das boas


Quem poderia dizer que um dia chegaria ao ponto de ver que nada na vida importa tanto quanto um amor verdadeiro.

E o mais importante, é que depende muito da gente para conseguir tal raridade.

Quantas vezes escrevi aqui cartas de amor depressivas, estranhas, sem nexo e pedante.

Elas todas mexeram com esse órgão vermelho, grande que fica no meio do peito (é, mexia com outro órgão também).

Amizades, dinheiro, poder, profissão, divertimento, nada disso vale de verdade se você estiver solitário.

Tudo com amor melhora, a vida fica bela, como ela.

Que saudade gostosa dos momentos bons, e foda-se pros momentos maus.

O toque, a mão no corpo, o olho no olho, o sorriso.

Mas, como dizia o pequeno príncipe,

Você é eternamente responsável por aquilo que cativa.