terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ao contrário


Te falar que às vezes o melhor mesmo, é relaxar, pegar o segundo lugar da fila, tomar uma cerveja e ver o raiar do novo dia.

Ela com aqueles olhos esbugalhados, sem vida, sem movimento.

No chão ali do lado de fora de um edificil de prestígio do centro da cidade, estava morta, Ludimila Cavalcante, sua bolsa ainda estava com ela, uma parte do seu cérebro estava na calçada.

No momento em que caía, Ludimila pensou em sua vida, e sorriu. "Que venha a próxima".

Lá em cima no terraço do prédio, a garota via seu namorado adentrar pela porta de incêndio, atrás dela. Ele estava desesperado, suando bicas, e correndo ao seu alcance. Era tarde, ela pulou.

Na sala de espera do prédio, o porteiro alugou Anderson por meia hora, até que soltou que vira sua namorada entrar no edifícil, uns quinze minutos atrás.

Ludimila estava inconformada com seu teste. Ela tinha Aids. Deve ter sido nas festas da faculdade, ela abusava na época do que aparecia na frente, drogas, sexo. Seu namorado poderia estar doente também, outros casos seus também, teria que avisar a todos. Escreveu um bilhete.

O prédio tinha quinze andares, e ficava na parte mais movimentada do centro da cidade. Era ali que conhecera seu namorado, na galeria de baixo, em frente as lojas.

O médico receitou vários remédios e olhou preocupado para ela, se Ludimila poderia tomar todos sem problema, se ela se lembraria e cumpriria os horários.

Ela recebeu o exame logo que chegou no laboratório, antes de ir pro médico ela já sabia do positivo, então ele não teve muito trabalho com Ludimila, ela se portou bem, apenas uma lágrima caiu de seu rosto. O médico a atendeu muito bem, com carinho e atenção.

O horário era as oito da manhã. Ludimila estava com sono.

As seis e meia Ludimila acordou com um sorriso no rosto...


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