quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Saudades

Sinto saudades do meu lado obscuro.
Não dar satisfações, nem importância.

Sim, sinto saudades de meu lado negro.
Ser egoísta, mentir, ser insensível ao alheio.

Não, não sinto saudades da sua ilusão.
A confusão explícita de uma mente desordenada,
que cobra uma ordenação.

Uma condenação, ou um pote de ouro?
Prefiro uma boa companhia regrada ao doce sabor
de algo que te entorpeça.

Não quero sentir saudades de ti, ò ilusão! Não sou santo!

Eu gosto de Jesus pelas idéias e não pelos milagres.
Pouco importa se ele existiu ou não.

Serei eu um evangélico do planeta Bizarro?

Mas adianto, não-praticante.

Pois eu sou atormentado,
sem nenhuma pretensão de ser além de eu mesmo,
na esperança que você goste,
mas sem me importar muito com isso.

Cara, mas falta uma cruz.

Falta...

Por isso, exatamente por isso.

Pretendo saber mais algumas coisas sobre o que é ser, afinal?

Eu, serei eu, um bêbado equilibrista?

Que te importa, afinal?

Como te importa é mais importante.

Talvez eu beba só nas palavras...

ou fume milhões de adjetivos e substantivos
que fingem uma importância maior do que os caracteres lhes dão.

São ícones, ou signos?

Numa teia emaranhada de luzes multicoloridas artificias que em sua volta ao mundo fazem com que uma pulsação de energia numa placa de areia seja mais importante que uma pulsação sanguínea em um corpo qualquer, solitário, ao ar livre, ou enjaulado, lembrando de um passado impossível.

A busca de uma treva para se livrar do excesso de luz, que cega tanto quanto a escuridão.

Invento palavras de ordem no caos urbano de uma cidade caipira multicultural, mundial, do tamanho de uma bola de gude, descendo uma ladeira, ao lado de um carrinho de rolimã.

O silêncio é uma dádiva. Mas já falaram demais sobre o silêncio. O barulho é mais complexo. Ele ensurdece. Já o silêncio, mata. Simples, pá e bola.

Bebi um Los Boldos, bom, um careta e um digestivo depois de um rango japonês. Come um califórnia radioativo. Cadê a faxineira do mundo? Limpar o meio ambiente.

Comer, trabalhar, comprar, comer, dormir.

E por que não?

Trabalhar com o que?

Com esse texto fajuto?

Eu, xingando meu próprio texto...












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