domingo, 14 de julho de 2013

Pelo Fim do androcentrismo!?



Ela esperava no ponto de ônibus. Seu príncipe encantado. Ou melhor, no caso, quase um sapo. Fazia tempo que ela não namorava. Sua família pensava que era uma encalhada. Daquelas que ficam pra titia e que eu e você só pensamos coisas indecorosas de se fazer com ela se estivéssemos em uma ilha deserta, mas não era bem assim, de vez em quando ela saía e dava para alguns estranhos, ela gostava, mas sabia que era uma coisa que só a aliviava, ela queria um namorado,  agora, casar, ter filhos, só quando tivesse mais idade, agora, pelo menos enquanto estava jovem, queria trabalahr e estudar.

Ela se fazia de pura, mas essa imagem de imaculada não a impedia de aprontar das suas durante a semana, quando estudava na faculdade. Mas o que seria aprontar das suas? Surubas em geral na casa de suas amigas, já que morava numa espécie de alojamento da faculdade, o que a impedia de levar mais que duas pessoas para lá.

O seu príncipe encantado nao sabia disso. Era um bobo, parecia bobo, pelo menos era o que ela pensava. Mas naquele dia ela estranhou a demora do bocó do chifrudo do seu namorado, ele não era de se atrasar e ela o estava ersperando havia uns quinze minutos. Até que recebeu uma mensagem:  

- Minha amada, estarei em Belo Horizonte só amanhã, te amo minha tchuchuquinha.

Ela sorriu e olhou pro primeiro negão que viu na sua frente. Era um homem alto e musculoso, assim como ela gostava,  e começou a encará-lo.

Acontece que Eugênio era um bocó maior que o namorado da moça, ele não entendia os olhares, ficava encabulado e ria. Coitado, era do interior, morava numa fazenda de gado no leste de Minas e viera para Belo Horizonte para fazer seu CPF. Ele mal sabia ler e escrever. Era muito simples, não se dava bem com as garotas, mas tinha seus amores platônicos na sua cidade. Ali naquela situação, Eugênio se encabulava só de pensar no que aquela moça, patricinha, queria com ele. Ah, ele ainda era virgem, aos 25 anos.

- Oi moço, tem horas?

Coitado do Eugênio, deixou cair sua pasta com alguns papéis no chão. Ele, se pudesse ficava vermelho, e começou a riri, sem parar. Até que percebeu que estava fazendo um papelão, coitado, e se levantou com os papéis todos bagunçados. Ajeitoutudo e arrumou sua camisa que havia amarrotado. Ela notou um volume na calça do tímido rapaz e se aproximou dele falando baixinho, sexy, no seu ouvido:

- Que ônibus você vai pegar?
- O circular. Vai passar daqui a pouco ele passa de quinze em quinze minutos, foi o que me falaram lá eu fui fazer um documento.
- Documento? Ela botou a mão no pau dele . - Você é um doce.

E deu uma lambida na orelha de Eugênio que se arrepiou todo. Ela o chamou para descerem a rua até a avenida lá em baixo perto do parque e desceram. Foram caminhando no centro da cidade, ela se abraçava a Eugênio que sorria se sentindo o maior garanhão de sua cidade, ah se a mçada la da fazenda soubesse o que ele estava fazendo. Ele ia transar com ela, aquele mulherão da cidade grande, cheia de saúde, uns pernão que o deixava babando enquanto caminhava com aquela gostosura. Ela ria também, achou ele bonitinho.
Passava a mão na bunda dele enquanto caminhavam pelas ruas.

- Lá na minha terra num tem disso não moça. Tá bom.

Ela ria, e apertava e beliscava. Coitado do Eugênio, ele não entendia nada. Não era ele que tinha que beliscar a bunda dela? Ele já tinha visto isso na televisão. Ele se lembrou o que tinha que fazer. Antes de atravessar a rua, ele pegou a garota pelos braços e lascou um daqueles beijos de cinema, em câmera lenta que deixou a menina tontinha. Ela passou a mão tenra em seu rosto e disse: - Vamos, é ali.

Motel, esse era o nome do motel. Eles entraram, era o mais barato que tinha, Eugênio nem ligou para as condiçoes daquele lugar, subiram as escadas e entraram no quarto. No motel a moça pulo em seus braços e começou a tirar a sua roupa. Ele sabia que tinha que fazer, fez uma cara de mal, ela se segurou para não rir, pegou ela e a jogou na cama. Deu um salto, como se tivesse pulando numa piscina, para o azar de Eugênio, tudo que ele tinha visto sobre sexo na vida, era na televisão, e mesmo assim, vendo filmes de comédia. Na fazenda ele não tinha tempo pra nada trabalhava o dia inteiro e de vez em quando seu patrão ligava a tv no refeitório, no lanche da tarde no horário em que eles faziam um intervalo.

Ela estava deitada quando aquele urso gigante pulou em sua cama. Seu corpo pulou meio metro com aquela brincadeira. Eugênio riu, mas ela não ligou e pulou em cima dele. O pôs na cama e subiu em cima daquele homem. Eugênio achou melhor deixar aquela mulher azer com ele o que quisesse, ela parecia saber bem mais que ele, também, uma moça linda daquela, de cidade grande.

Mas ela tirou da bolsa duas tiras de pano e amarrou Eugênio na cama. – que isso moça, nunca vi fazerem isso não.

- Calma, é pra ficar mais sexy.

- O que ficar mais sexy?

Ela tirou da cama uma máquina fotográfica e começou a tirar fotos de Eugênio.

– Moça, me falaram que sexo com foto vai pra internet, eu vi isso no jornal. E se o povo da fazenda ficar sabendo? Não vai pegar bem pra mim lá não, ou melhor, até que vai, mas e pra você?

Ela o amarrou. Tirou sua calça e cueca, mas ela não tirou a roupa. Por quê não tira sua roupa?

Ela parou de sorrir. Tirou da bolsa uma injeção gigante, pôs a agulha e meteu no braço de Eugênio. – Pra que isso moça?

- Pra eu não engravidar. Nunca viu isso na televisão não?

Ele nunca tinha visto, mas como ela era da cidade grande devia conhecer coisas que ele não, então, mesmo contrariado, continuou beijando aquela moça, seu pescoço, ela tirou a blusa, e logo Eugênio estava chupando seus seios.  Ela estava em cima dele, quase gosando com aquilo, eugênio também estava com tesão, mas sentia seu corpo dormente.

- Que remédio estranho é esse, não consigo mecher meus braços direito.

E não conseguia mesmo, só ela que fazia carinho em cima dele. Eugênio se recostou na cama. A moça se levantou e tirou uma faca da bolsa. Eugênio não conseguia mecher nem o dedão do pé. Ela foi direto em seu pinto. Cortou o pau do cara que não sentia, não se mechia e via tudo aquilo aterrorizado, ele tentou gritar, mas não conseguia.

Ela pos o membro na bolsa e deu tchau para o ex-Eugênio que dava tchau para o que ele nem conhecia direito.

Ela sorriu quando seu namorado a pegou no ponto de onibus no dia seguinte, depois do seu trabalho de enfermeira no hospital.

Na geladeira de sua casa havia um pote.


Na barra da calça do namorado da moça havia um 38 ...

Na bolsa dela,uma camisinha feminina com dentes...

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