quarta-feira, 17 de julho de 2013

Homer e sua vitrola

Penso calado ali naquela fila do supermercado, ela me olhando daquele jeito.
E tudo que havia acontecido antes, as brigas desapareceram.
E ela ali, meiga, sorridente, ela balançava o joelho esquerdo,
de um lado para o outro, como se não tivesse lugar.

Ela fez uma careta para mim e mordeu os lábios, deixando-os molhado.
Ela passava a mão abraçando seus seios.

O conjunto ou o detalhe, não sei, ela ali na minha frente.
A fila tava demorando.

Uma velhinha rabugenta reclamava de uns créditos que tinha num cartão e queria levar uma torradeira.

E ela ali se esfregando. Em mim que é bom nada, mas tudo bem, ela iria ver.

Virei e olhei para o outro lado, tinha uma dessas moças gostosas de academia

E ela ali, sozinha, se eu me lembro dela, quase namoramos e penso, que é uma boa, pode ser. Só que ela faz um não com as mão meche os quadris,  e me deixa babando ali no meio do supermercado às dez horas da manhã de um domingo quente, muito quente de verão.

De repente, o teto caiu bem na entrada e ficamos presos no supermercado. A luz apagara, e fiquei ali, com ela, perto dos destroços de estantes, geladeiras, lampadas, cabos, câmeras, artigos esportivos, comida, muita comida. Eu pesei logo na cerverja, ou na seção de bebidas destiladas, e vinho, me esbaldar ali de todas as bebidas, e ela me pegou no braço e me deu um beijo. Tem a seção cosmética, camisinha.

O supermercado estava com umas setenta pessoas lá, mas como a luz apagou de dia, dava pra ver em algumas partes, eu levei ela até o frigorífico e , ah, quer dizer, ela me levou. Me puxou pelo braço e eu fui. Cheguei lá e ela deitou em cima de um pedaço de boi. Se lambuzou toda e me chamou para cair em cima e pulei como se estivesse pulando de um trampolim.






Nenhum comentário: