terça-feira, 23 de julho de 2013

See you later aligator


Sim eu quero dinheiro, quero trabalhar, tocar, escrever, viver. Por que não?

Não, não ligo muito pro sucesso, eu preferia ser um escritor porque a fama é menor e as pessoas te enchem menos o saco. Aliás, eu não queria ser eu vou ser escritor.

A música? Tá na minha alma, na minha essência, mas na boa, tem muita gente fazendo de tudo pra ter sucesso, inclusive atrapalhando os que tão quase lá, ou que pensam que tão quase lá...

É bruto, como diz aquela banda: WELCOME TO THE JUNGLE

Mas aí, que adianta a fama, o dinheiro, se você não consegue dormir a noite, ou pior, quando chegar quase lá, isso, lá em cima onde os anjos tocam trombetas, e você for repensar sua vida e ver o tanto de merda que fez.

Não sei, não sou vidente pra te dizer que existe mesmo um céu ou um inferno, a gente até tem fé, mas garantido mesmo, só depois que fechar os olhos.

Se há algo mais, é obrigação nossa deixarmos aqui um lugar melhor, se não há, é mais obrigação ainda contribuir para um mundo melhor. É esse lugar esquisito, que você quer deixar pros seus filhos, netos, bisnetos?

Prefiro um ateu convicto de bom coração à um religioso que tem fé só da boca pra fora.

Fiquem com sua fama meus caros, pois não to afim de entrar nessa às custas dos outros. Aliás nunca estive.

Adios, mas te garanto, I´ll be back.

Shalom

sábado, 20 de julho de 2013

Oi, to aqui


Não se nega o direito a uma pessoa de se expressar, de falar, de musicar, de criar. de escrever, de andar, de amar, de brigar, de sorrir, de calar, de errar, de acertar.

Não se nega o direito a uma pessoa de viver, de ser como ela acha que é, de pensar como ela quiser, de respirar, de ouvir, de silenciar, de gritar.

Não se nega o direito a uma pessoa de amar sua família, seus amigos, seus colegas, sua companheira, sua vida.

Não se nega a uma pessoa o direito de existir, de viver na sociedade, de contribuir por um mundo melhor.

Não se nega a uma pessoa o direito de tocar sua música, sua criação.

Não se nega o direito a uma pessoa de utilizar tudo o que estudou, aprendeu, ralou, passou horas a fio esmiuçando as coisas para um dia poder falar que é até bom.

Não se nega o direito a uma pessoa de existir.

EXISTIR


quinta-feira, 18 de julho de 2013

O que você faria?


Eu, na verdade, verdadeira, sim, não na falsa, a verdade verdadeira, quero um Iate, uma lancha, uma lamborguini, uma ferrari, um apartamento de cobertura com piscina, uma casa de campo, um helicóptero, um avião, um cruzeiro pelo mundo, um bilhão para doar aos necessitados, dez bilhões para uma nave espacial, um pacote de cigarro por semana pelo resto da vida, uma plantação de chá mate, uma adega gigantesca de vinhos, whisky, pinga e vodka, um harem com as moças mais depravadas e extrovertidas, uma sala repleta de máquinas de fliperamas, uma cama elástica, uma quadra de basquete, uma de volei, uma de futebol e uma de tênis, pular de bangee jumping ou paraquedas 1 vez por semana, um show de uma banda famosa por semana em minha casa com apresentações burlescas nos intervalos, uma massagista para o interrvalo das atividades, uma sushi woman.

Mas se eu conseguir acabar com a fome mundial tá bom.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Homer e sua vitrola

Penso calado ali naquela fila do supermercado, ela me olhando daquele jeito.
E tudo que havia acontecido antes, as brigas desapareceram.
E ela ali, meiga, sorridente, ela balançava o joelho esquerdo,
de um lado para o outro, como se não tivesse lugar.

Ela fez uma careta para mim e mordeu os lábios, deixando-os molhado.
Ela passava a mão abraçando seus seios.

O conjunto ou o detalhe, não sei, ela ali na minha frente.
A fila tava demorando.

Uma velhinha rabugenta reclamava de uns créditos que tinha num cartão e queria levar uma torradeira.

E ela ali se esfregando. Em mim que é bom nada, mas tudo bem, ela iria ver.

Virei e olhei para o outro lado, tinha uma dessas moças gostosas de academia

E ela ali, sozinha, se eu me lembro dela, quase namoramos e penso, que é uma boa, pode ser. Só que ela faz um não com as mão meche os quadris,  e me deixa babando ali no meio do supermercado às dez horas da manhã de um domingo quente, muito quente de verão.

De repente, o teto caiu bem na entrada e ficamos presos no supermercado. A luz apagara, e fiquei ali, com ela, perto dos destroços de estantes, geladeiras, lampadas, cabos, câmeras, artigos esportivos, comida, muita comida. Eu pesei logo na cerverja, ou na seção de bebidas destiladas, e vinho, me esbaldar ali de todas as bebidas, e ela me pegou no braço e me deu um beijo. Tem a seção cosmética, camisinha.

O supermercado estava com umas setenta pessoas lá, mas como a luz apagou de dia, dava pra ver em algumas partes, eu levei ela até o frigorífico e , ah, quer dizer, ela me levou. Me puxou pelo braço e eu fui. Cheguei lá e ela deitou em cima de um pedaço de boi. Se lambuzou toda e me chamou para cair em cima e pulei como se estivesse pulando de um trampolim.






domingo, 14 de julho de 2013

Pelo Fim do androcentrismo!?



Ela esperava no ponto de ônibus. Seu príncipe encantado. Ou melhor, no caso, quase um sapo. Fazia tempo que ela não namorava. Sua família pensava que era uma encalhada. Daquelas que ficam pra titia e que eu e você só pensamos coisas indecorosas de se fazer com ela se estivéssemos em uma ilha deserta, mas não era bem assim, de vez em quando ela saía e dava para alguns estranhos, ela gostava, mas sabia que era uma coisa que só a aliviava, ela queria um namorado,  agora, casar, ter filhos, só quando tivesse mais idade, agora, pelo menos enquanto estava jovem, queria trabalahr e estudar.

Ela se fazia de pura, mas essa imagem de imaculada não a impedia de aprontar das suas durante a semana, quando estudava na faculdade. Mas o que seria aprontar das suas? Surubas em geral na casa de suas amigas, já que morava numa espécie de alojamento da faculdade, o que a impedia de levar mais que duas pessoas para lá.

O seu príncipe encantado nao sabia disso. Era um bobo, parecia bobo, pelo menos era o que ela pensava. Mas naquele dia ela estranhou a demora do bocó do chifrudo do seu namorado, ele não era de se atrasar e ela o estava ersperando havia uns quinze minutos. Até que recebeu uma mensagem:  

- Minha amada, estarei em Belo Horizonte só amanhã, te amo minha tchuchuquinha.

Ela sorriu e olhou pro primeiro negão que viu na sua frente. Era um homem alto e musculoso, assim como ela gostava,  e começou a encará-lo.

Acontece que Eugênio era um bocó maior que o namorado da moça, ele não entendia os olhares, ficava encabulado e ria. Coitado, era do interior, morava numa fazenda de gado no leste de Minas e viera para Belo Horizonte para fazer seu CPF. Ele mal sabia ler e escrever. Era muito simples, não se dava bem com as garotas, mas tinha seus amores platônicos na sua cidade. Ali naquela situação, Eugênio se encabulava só de pensar no que aquela moça, patricinha, queria com ele. Ah, ele ainda era virgem, aos 25 anos.

- Oi moço, tem horas?

Coitado do Eugênio, deixou cair sua pasta com alguns papéis no chão. Ele, se pudesse ficava vermelho, e começou a riri, sem parar. Até que percebeu que estava fazendo um papelão, coitado, e se levantou com os papéis todos bagunçados. Ajeitoutudo e arrumou sua camisa que havia amarrotado. Ela notou um volume na calça do tímido rapaz e se aproximou dele falando baixinho, sexy, no seu ouvido:

- Que ônibus você vai pegar?
- O circular. Vai passar daqui a pouco ele passa de quinze em quinze minutos, foi o que me falaram lá eu fui fazer um documento.
- Documento? Ela botou a mão no pau dele . - Você é um doce.

E deu uma lambida na orelha de Eugênio que se arrepiou todo. Ela o chamou para descerem a rua até a avenida lá em baixo perto do parque e desceram. Foram caminhando no centro da cidade, ela se abraçava a Eugênio que sorria se sentindo o maior garanhão de sua cidade, ah se a mçada la da fazenda soubesse o que ele estava fazendo. Ele ia transar com ela, aquele mulherão da cidade grande, cheia de saúde, uns pernão que o deixava babando enquanto caminhava com aquela gostosura. Ela ria também, achou ele bonitinho.
Passava a mão na bunda dele enquanto caminhavam pelas ruas.

- Lá na minha terra num tem disso não moça. Tá bom.

Ela ria, e apertava e beliscava. Coitado do Eugênio, ele não entendia nada. Não era ele que tinha que beliscar a bunda dela? Ele já tinha visto isso na televisão. Ele se lembrou o que tinha que fazer. Antes de atravessar a rua, ele pegou a garota pelos braços e lascou um daqueles beijos de cinema, em câmera lenta que deixou a menina tontinha. Ela passou a mão tenra em seu rosto e disse: - Vamos, é ali.

Motel, esse era o nome do motel. Eles entraram, era o mais barato que tinha, Eugênio nem ligou para as condiçoes daquele lugar, subiram as escadas e entraram no quarto. No motel a moça pulo em seus braços e começou a tirar a sua roupa. Ele sabia que tinha que fazer, fez uma cara de mal, ela se segurou para não rir, pegou ela e a jogou na cama. Deu um salto, como se tivesse pulando numa piscina, para o azar de Eugênio, tudo que ele tinha visto sobre sexo na vida, era na televisão, e mesmo assim, vendo filmes de comédia. Na fazenda ele não tinha tempo pra nada trabalhava o dia inteiro e de vez em quando seu patrão ligava a tv no refeitório, no lanche da tarde no horário em que eles faziam um intervalo.

Ela estava deitada quando aquele urso gigante pulou em sua cama. Seu corpo pulou meio metro com aquela brincadeira. Eugênio riu, mas ela não ligou e pulou em cima dele. O pôs na cama e subiu em cima daquele homem. Eugênio achou melhor deixar aquela mulher azer com ele o que quisesse, ela parecia saber bem mais que ele, também, uma moça linda daquela, de cidade grande.

Mas ela tirou da bolsa duas tiras de pano e amarrou Eugênio na cama. – que isso moça, nunca vi fazerem isso não.

- Calma, é pra ficar mais sexy.

- O que ficar mais sexy?

Ela tirou da cama uma máquina fotográfica e começou a tirar fotos de Eugênio.

– Moça, me falaram que sexo com foto vai pra internet, eu vi isso no jornal. E se o povo da fazenda ficar sabendo? Não vai pegar bem pra mim lá não, ou melhor, até que vai, mas e pra você?

Ela o amarrou. Tirou sua calça e cueca, mas ela não tirou a roupa. Por quê não tira sua roupa?

Ela parou de sorrir. Tirou da bolsa uma injeção gigante, pôs a agulha e meteu no braço de Eugênio. – Pra que isso moça?

- Pra eu não engravidar. Nunca viu isso na televisão não?

Ele nunca tinha visto, mas como ela era da cidade grande devia conhecer coisas que ele não, então, mesmo contrariado, continuou beijando aquela moça, seu pescoço, ela tirou a blusa, e logo Eugênio estava chupando seus seios.  Ela estava em cima dele, quase gosando com aquilo, eugênio também estava com tesão, mas sentia seu corpo dormente.

- Que remédio estranho é esse, não consigo mecher meus braços direito.

E não conseguia mesmo, só ela que fazia carinho em cima dele. Eugênio se recostou na cama. A moça se levantou e tirou uma faca da bolsa. Eugênio não conseguia mecher nem o dedão do pé. Ela foi direto em seu pinto. Cortou o pau do cara que não sentia, não se mechia e via tudo aquilo aterrorizado, ele tentou gritar, mas não conseguia.

Ela pos o membro na bolsa e deu tchau para o ex-Eugênio que dava tchau para o que ele nem conhecia direito.

Ela sorriu quando seu namorado a pegou no ponto de onibus no dia seguinte, depois do seu trabalho de enfermeira no hospital.

Na geladeira de sua casa havia um pote.


Na barra da calça do namorado da moça havia um 38 ...

Na bolsa dela,uma camisinha feminina com dentes...

terça-feira, 9 de julho de 2013

O nada não é nada, só é sem eu, sem você

Uma doce mulher com espinhos.
De onde vieram aqueles espinhos?
Muitos dias em um...

Atravesso a rua sorrindo.
Fingindo...











Qual vantagem na desgraça alheia?
O espelho da sua própria desgraça...

Você é linda, não precisa dessas coisas.
Pode conquistar tudo sozinha.

Vai lá.

Como é triste a destruição total de falsos dogmas.

Como é libertador,

o vazio. O nada.

Deus.

O verdadeiro Deus, não estes vendidos nas esquinas.

O Deus que sabe o verdadeiro significado da palavra amor.

Aquele que a gente nem sabe direito se existe...




segunda-feira, 1 de julho de 2013

Você sabe o que é o amor?

O amor é aquela saudade depois de dez minutos que você saiu dali.
É aquela lágrima que cai depois de uma discussão.
É a vontade que te dá de estar perto o dia todo.
É gastar um pacote de camisinhas.
É beijar como se o mundo estivesse acabando.
É dar o último pedaço do sanduíche.
É querer bem.
É escrever pensando nela, mesmo querendo escrever sobre outra coisa.
É tentar de tudo e não esquecer.
É beijar a outra pra ver se chega aos pés.
É constatar que não.
É contar mentiras querendo contar verdades.
É contar verdades, querendo contar mentiras.
É pensar que se ela estivesse ali tudo seria diferente.
É saber que o diferente pode ser melhor ou pior e arriscar tudo

com o maior sorriso do mundo.

Amor é um sentimento.

Amor é amar...