quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cansado

Apartamento 301
cale-se

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Não é o fim

A vida é curta. Aproveite os momentos felizes e trabalhe para tê-los cada vez mais.

Triste.

Indo ao enterro de um grande amigo e primo com meus familiares.

Amo vocês...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Mundo louco

Mundo estranho em que se elogia alguém e por intermédio de outras pessoas ela pensa que você a xingou. Que é inimigo mortal.

Mundo estranho.
Mundo louco...


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sonhos

Eu sonho o sono dos justos.
Dos desajustados, incompreendidos.

Eu sonho o sono dos poetas.
Dos endividados, dos falidos.

Eu sonho o sono dos ricos.
Escondidos atrás do dinheiro.

Eu sonho o sono dos sonhos.
Onde Deus vê tudo e sorri.

Eu sonho o sono dos pobres.
Podres proféticos e esquecidos.

Eu sonho o sono dos que não tem paz.
Pois a guerra os trouxe pra casa.

Eu sonho a utopia de um mundo que nunca existiu.
À espera de um milagre...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

sei não sei

A luz do sol cega meus dias envolto à mais profunda potencialidade de efêmeros desastres abdicados de qualquer lógica, sendo subversiva, ou não, ao modus operandi de espetáculos circenses, bestas medonhas, palhaços encapuzados de despeito, perante o status quo das palavras de outras línguas frente a um modelo de off off, liquidando de vez com a matemática das percentagens do fado.

Pois sois vós então, os filhos da língua em um país em off sale?

Guevons, endiabrados, encabulados, insubordinados, estratificados, paralisados; estátuas então; zumbis do espaço prontos para comer um cérebro.

A quer saber? Aperte de hardest button to button, put youre butt on me, pois laiká nóis laikemos, mas money que é good nóis num have. Ou have?

Cadê, onde que tá...

bye adios sayonara mercy óúauê




quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Vou escrever algo sobre o estilo de Bukóviski...

ô pernas, que pernas, meu deus mas que pernas são aquelas ali do meu lado na cama naquele maldito motel. Promoção, cartelinha com uma noite, uma trepada no frio desgraçado que não estava no flyer daquele maldito motel. E ela ali, aí me bem, são cem reais a noite viu?

Barato, muito barato, mas estava acostumado àquelas putas da Guaicurús...

Boas putas, baratas, de quinze minutos, dez minutos, não... mais, vai vai, vai...

Cinco minutos depois, se funcionar...

Hoje não, uma noite. A mais bela das prostitutas na minha cama por um preço promocional.

Ela faria tudo que eu quisesse.

Será mesmo?

bom, estava um frio de lascar, ou melhor nós dois.

Ou melhor, ela.

Frígida

Boa promoção...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Talvez um dia quem sabe a gente se reencontra...

Existe um livro que conta a história de um cara que na cadeia foi acusado por um outro presidiário de saber a localização de uma dinamite na prisão que seria utilizada numa fuga.

Só que não existia a dinamite e todos acreditaram no presidiário fofoqueiro e o cara passou o resto da vida na solitária com guardas perguntando a ele onde estavam as bombas.

Que na verdade não existiam.

Cuidado ao julgar os outros...



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Apartamento 301

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

O mundo é um só

Não concordo, acho horrível.
O que vocês estão pensando?
Vocês copiam a cultura de todo mundo e proíbem os outros de fazer o mesmo?
Quem vocês pensam que são?
Que bunitinho né.

domingo, 25 de agosto de 2013

Pé na estrada

que a vida é curta e é só uma, saca?




sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Pro índio


Desculpa aí Abacate, mas quando eu vi ela pela primeira vez foi amor a primeira vista. E eu não sabia que seu coração também batia forte por ela.

Desculpa pela ingenuidade de achar que uma semana separado queria dizer fim de namoro. Mas ela era linda, e ainda é né.

Foi mal pelo modo como te contei, fui eu que te contei lembra?

Foram 6 meses de um amor, no meu ver hoje, meu amor.

Mas não é culpa dela, afinal, eu passei por isso também. Gostar não é amar.

Desculpa aí camarada, mas é só essa a explicação que te devo, pois o que aconteceu comigo e com ela depois é só da nossa conta.

Desculpa aí mexicano, mas ela não era mais a namoradinha de um amigo seu.

Pra ela, eu devo desculpas pela traição. E mesmo assim já passou tanto tempo...

E só!

Eu conheço vocês, mas na verdade a maioria de vocês era amigo dela. Apesar de conhecê-la por intermédio de vocês.

Grande abraço pra todos que sabem do que estou falando.




sexta-feira, 9 de agosto de 2013

O que é o rock?

No meu tempo, (não muito tempo atrás) era viver com rebeldia, ser inconformado com o jeito que as coisas são, ser livre, botar nas letras das canções tudo o que está entalado na garganta.

O rock é o foda-se, pelo menos era.

Por favor, não transformem o rock em música de playboys, pelo amor de deus isso é o maior de todos os sacrilégios.


Daqui a pouco, do jeito que as coisas estão, vou ouvir é éguinha pocotó.

Mas nunca deixarei de saber o que o rock é realmente, um mundo mais justo com paz e amor, e um pouquinho de sacanagem.

Meu deus, transformaram o futebol e o rock numa farsa.

Ôs perdoe Deus!

Eles não sabem o que fazem ...


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Saudades

Sinto saudades do meu lado obscuro.
Não dar satisfações, nem importância.

Sim, sinto saudades de meu lado negro.
Ser egoísta, mentir, ser insensível ao alheio.

Não, não sinto saudades da sua ilusão.
A confusão explícita de uma mente desordenada,
que cobra uma ordenação.

Uma condenação, ou um pote de ouro?
Prefiro uma boa companhia regrada ao doce sabor
de algo que te entorpeça.

Não quero sentir saudades de ti, ò ilusão! Não sou santo!

Eu gosto de Jesus pelas idéias e não pelos milagres.
Pouco importa se ele existiu ou não.

Serei eu um evangélico do planeta Bizarro?

Mas adianto, não-praticante.

Pois eu sou atormentado,
sem nenhuma pretensão de ser além de eu mesmo,
na esperança que você goste,
mas sem me importar muito com isso.

Cara, mas falta uma cruz.

Falta...

Por isso, exatamente por isso.

Pretendo saber mais algumas coisas sobre o que é ser, afinal?

Eu, serei eu, um bêbado equilibrista?

Que te importa, afinal?

Como te importa é mais importante.

Talvez eu beba só nas palavras...

ou fume milhões de adjetivos e substantivos
que fingem uma importância maior do que os caracteres lhes dão.

São ícones, ou signos?

Numa teia emaranhada de luzes multicoloridas artificias que em sua volta ao mundo fazem com que uma pulsação de energia numa placa de areia seja mais importante que uma pulsação sanguínea em um corpo qualquer, solitário, ao ar livre, ou enjaulado, lembrando de um passado impossível.

A busca de uma treva para se livrar do excesso de luz, que cega tanto quanto a escuridão.

Invento palavras de ordem no caos urbano de uma cidade caipira multicultural, mundial, do tamanho de uma bola de gude, descendo uma ladeira, ao lado de um carrinho de rolimã.

O silêncio é uma dádiva. Mas já falaram demais sobre o silêncio. O barulho é mais complexo. Ele ensurdece. Já o silêncio, mata. Simples, pá e bola.

Bebi um Los Boldos, bom, um careta e um digestivo depois de um rango japonês. Come um califórnia radioativo. Cadê a faxineira do mundo? Limpar o meio ambiente.

Comer, trabalhar, comprar, comer, dormir.

E por que não?

Trabalhar com o que?

Com esse texto fajuto?

Eu, xingando meu próprio texto...












terça-feira, 23 de julho de 2013

See you later aligator


Sim eu quero dinheiro, quero trabalhar, tocar, escrever, viver. Por que não?

Não, não ligo muito pro sucesso, eu preferia ser um escritor porque a fama é menor e as pessoas te enchem menos o saco. Aliás, eu não queria ser eu vou ser escritor.

A música? Tá na minha alma, na minha essência, mas na boa, tem muita gente fazendo de tudo pra ter sucesso, inclusive atrapalhando os que tão quase lá, ou que pensam que tão quase lá...

É bruto, como diz aquela banda: WELCOME TO THE JUNGLE

Mas aí, que adianta a fama, o dinheiro, se você não consegue dormir a noite, ou pior, quando chegar quase lá, isso, lá em cima onde os anjos tocam trombetas, e você for repensar sua vida e ver o tanto de merda que fez.

Não sei, não sou vidente pra te dizer que existe mesmo um céu ou um inferno, a gente até tem fé, mas garantido mesmo, só depois que fechar os olhos.

Se há algo mais, é obrigação nossa deixarmos aqui um lugar melhor, se não há, é mais obrigação ainda contribuir para um mundo melhor. É esse lugar esquisito, que você quer deixar pros seus filhos, netos, bisnetos?

Prefiro um ateu convicto de bom coração à um religioso que tem fé só da boca pra fora.

Fiquem com sua fama meus caros, pois não to afim de entrar nessa às custas dos outros. Aliás nunca estive.

Adios, mas te garanto, I´ll be back.

Shalom

sábado, 20 de julho de 2013

Oi, to aqui


Não se nega o direito a uma pessoa de se expressar, de falar, de musicar, de criar. de escrever, de andar, de amar, de brigar, de sorrir, de calar, de errar, de acertar.

Não se nega o direito a uma pessoa de viver, de ser como ela acha que é, de pensar como ela quiser, de respirar, de ouvir, de silenciar, de gritar.

Não se nega o direito a uma pessoa de amar sua família, seus amigos, seus colegas, sua companheira, sua vida.

Não se nega a uma pessoa o direito de existir, de viver na sociedade, de contribuir por um mundo melhor.

Não se nega a uma pessoa o direito de tocar sua música, sua criação.

Não se nega o direito a uma pessoa de utilizar tudo o que estudou, aprendeu, ralou, passou horas a fio esmiuçando as coisas para um dia poder falar que é até bom.

Não se nega o direito a uma pessoa de existir.

EXISTIR


quinta-feira, 18 de julho de 2013

O que você faria?


Eu, na verdade, verdadeira, sim, não na falsa, a verdade verdadeira, quero um Iate, uma lancha, uma lamborguini, uma ferrari, um apartamento de cobertura com piscina, uma casa de campo, um helicóptero, um avião, um cruzeiro pelo mundo, um bilhão para doar aos necessitados, dez bilhões para uma nave espacial, um pacote de cigarro por semana pelo resto da vida, uma plantação de chá mate, uma adega gigantesca de vinhos, whisky, pinga e vodka, um harem com as moças mais depravadas e extrovertidas, uma sala repleta de máquinas de fliperamas, uma cama elástica, uma quadra de basquete, uma de volei, uma de futebol e uma de tênis, pular de bangee jumping ou paraquedas 1 vez por semana, um show de uma banda famosa por semana em minha casa com apresentações burlescas nos intervalos, uma massagista para o interrvalo das atividades, uma sushi woman.

Mas se eu conseguir acabar com a fome mundial tá bom.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Homer e sua vitrola

Penso calado ali naquela fila do supermercado, ela me olhando daquele jeito.
E tudo que havia acontecido antes, as brigas desapareceram.
E ela ali, meiga, sorridente, ela balançava o joelho esquerdo,
de um lado para o outro, como se não tivesse lugar.

Ela fez uma careta para mim e mordeu os lábios, deixando-os molhado.
Ela passava a mão abraçando seus seios.

O conjunto ou o detalhe, não sei, ela ali na minha frente.
A fila tava demorando.

Uma velhinha rabugenta reclamava de uns créditos que tinha num cartão e queria levar uma torradeira.

E ela ali se esfregando. Em mim que é bom nada, mas tudo bem, ela iria ver.

Virei e olhei para o outro lado, tinha uma dessas moças gostosas de academia

E ela ali, sozinha, se eu me lembro dela, quase namoramos e penso, que é uma boa, pode ser. Só que ela faz um não com as mão meche os quadris,  e me deixa babando ali no meio do supermercado às dez horas da manhã de um domingo quente, muito quente de verão.

De repente, o teto caiu bem na entrada e ficamos presos no supermercado. A luz apagara, e fiquei ali, com ela, perto dos destroços de estantes, geladeiras, lampadas, cabos, câmeras, artigos esportivos, comida, muita comida. Eu pesei logo na cerverja, ou na seção de bebidas destiladas, e vinho, me esbaldar ali de todas as bebidas, e ela me pegou no braço e me deu um beijo. Tem a seção cosmética, camisinha.

O supermercado estava com umas setenta pessoas lá, mas como a luz apagou de dia, dava pra ver em algumas partes, eu levei ela até o frigorífico e , ah, quer dizer, ela me levou. Me puxou pelo braço e eu fui. Cheguei lá e ela deitou em cima de um pedaço de boi. Se lambuzou toda e me chamou para cair em cima e pulei como se estivesse pulando de um trampolim.






domingo, 14 de julho de 2013

Pelo Fim do androcentrismo!?



Ela esperava no ponto de ônibus. Seu príncipe encantado. Ou melhor, no caso, quase um sapo. Fazia tempo que ela não namorava. Sua família pensava que era uma encalhada. Daquelas que ficam pra titia e que eu e você só pensamos coisas indecorosas de se fazer com ela se estivéssemos em uma ilha deserta, mas não era bem assim, de vez em quando ela saía e dava para alguns estranhos, ela gostava, mas sabia que era uma coisa que só a aliviava, ela queria um namorado,  agora, casar, ter filhos, só quando tivesse mais idade, agora, pelo menos enquanto estava jovem, queria trabalahr e estudar.

Ela se fazia de pura, mas essa imagem de imaculada não a impedia de aprontar das suas durante a semana, quando estudava na faculdade. Mas o que seria aprontar das suas? Surubas em geral na casa de suas amigas, já que morava numa espécie de alojamento da faculdade, o que a impedia de levar mais que duas pessoas para lá.

O seu príncipe encantado nao sabia disso. Era um bobo, parecia bobo, pelo menos era o que ela pensava. Mas naquele dia ela estranhou a demora do bocó do chifrudo do seu namorado, ele não era de se atrasar e ela o estava ersperando havia uns quinze minutos. Até que recebeu uma mensagem:  

- Minha amada, estarei em Belo Horizonte só amanhã, te amo minha tchuchuquinha.

Ela sorriu e olhou pro primeiro negão que viu na sua frente. Era um homem alto e musculoso, assim como ela gostava,  e começou a encará-lo.

Acontece que Eugênio era um bocó maior que o namorado da moça, ele não entendia os olhares, ficava encabulado e ria. Coitado, era do interior, morava numa fazenda de gado no leste de Minas e viera para Belo Horizonte para fazer seu CPF. Ele mal sabia ler e escrever. Era muito simples, não se dava bem com as garotas, mas tinha seus amores platônicos na sua cidade. Ali naquela situação, Eugênio se encabulava só de pensar no que aquela moça, patricinha, queria com ele. Ah, ele ainda era virgem, aos 25 anos.

- Oi moço, tem horas?

Coitado do Eugênio, deixou cair sua pasta com alguns papéis no chão. Ele, se pudesse ficava vermelho, e começou a riri, sem parar. Até que percebeu que estava fazendo um papelão, coitado, e se levantou com os papéis todos bagunçados. Ajeitoutudo e arrumou sua camisa que havia amarrotado. Ela notou um volume na calça do tímido rapaz e se aproximou dele falando baixinho, sexy, no seu ouvido:

- Que ônibus você vai pegar?
- O circular. Vai passar daqui a pouco ele passa de quinze em quinze minutos, foi o que me falaram lá eu fui fazer um documento.
- Documento? Ela botou a mão no pau dele . - Você é um doce.

E deu uma lambida na orelha de Eugênio que se arrepiou todo. Ela o chamou para descerem a rua até a avenida lá em baixo perto do parque e desceram. Foram caminhando no centro da cidade, ela se abraçava a Eugênio que sorria se sentindo o maior garanhão de sua cidade, ah se a mçada la da fazenda soubesse o que ele estava fazendo. Ele ia transar com ela, aquele mulherão da cidade grande, cheia de saúde, uns pernão que o deixava babando enquanto caminhava com aquela gostosura. Ela ria também, achou ele bonitinho.
Passava a mão na bunda dele enquanto caminhavam pelas ruas.

- Lá na minha terra num tem disso não moça. Tá bom.

Ela ria, e apertava e beliscava. Coitado do Eugênio, ele não entendia nada. Não era ele que tinha que beliscar a bunda dela? Ele já tinha visto isso na televisão. Ele se lembrou o que tinha que fazer. Antes de atravessar a rua, ele pegou a garota pelos braços e lascou um daqueles beijos de cinema, em câmera lenta que deixou a menina tontinha. Ela passou a mão tenra em seu rosto e disse: - Vamos, é ali.

Motel, esse era o nome do motel. Eles entraram, era o mais barato que tinha, Eugênio nem ligou para as condiçoes daquele lugar, subiram as escadas e entraram no quarto. No motel a moça pulo em seus braços e começou a tirar a sua roupa. Ele sabia que tinha que fazer, fez uma cara de mal, ela se segurou para não rir, pegou ela e a jogou na cama. Deu um salto, como se tivesse pulando numa piscina, para o azar de Eugênio, tudo que ele tinha visto sobre sexo na vida, era na televisão, e mesmo assim, vendo filmes de comédia. Na fazenda ele não tinha tempo pra nada trabalhava o dia inteiro e de vez em quando seu patrão ligava a tv no refeitório, no lanche da tarde no horário em que eles faziam um intervalo.

Ela estava deitada quando aquele urso gigante pulou em sua cama. Seu corpo pulou meio metro com aquela brincadeira. Eugênio riu, mas ela não ligou e pulou em cima dele. O pôs na cama e subiu em cima daquele homem. Eugênio achou melhor deixar aquela mulher azer com ele o que quisesse, ela parecia saber bem mais que ele, também, uma moça linda daquela, de cidade grande.

Mas ela tirou da bolsa duas tiras de pano e amarrou Eugênio na cama. – que isso moça, nunca vi fazerem isso não.

- Calma, é pra ficar mais sexy.

- O que ficar mais sexy?

Ela tirou da cama uma máquina fotográfica e começou a tirar fotos de Eugênio.

– Moça, me falaram que sexo com foto vai pra internet, eu vi isso no jornal. E se o povo da fazenda ficar sabendo? Não vai pegar bem pra mim lá não, ou melhor, até que vai, mas e pra você?

Ela o amarrou. Tirou sua calça e cueca, mas ela não tirou a roupa. Por quê não tira sua roupa?

Ela parou de sorrir. Tirou da bolsa uma injeção gigante, pôs a agulha e meteu no braço de Eugênio. – Pra que isso moça?

- Pra eu não engravidar. Nunca viu isso na televisão não?

Ele nunca tinha visto, mas como ela era da cidade grande devia conhecer coisas que ele não, então, mesmo contrariado, continuou beijando aquela moça, seu pescoço, ela tirou a blusa, e logo Eugênio estava chupando seus seios.  Ela estava em cima dele, quase gosando com aquilo, eugênio também estava com tesão, mas sentia seu corpo dormente.

- Que remédio estranho é esse, não consigo mecher meus braços direito.

E não conseguia mesmo, só ela que fazia carinho em cima dele. Eugênio se recostou na cama. A moça se levantou e tirou uma faca da bolsa. Eugênio não conseguia mecher nem o dedão do pé. Ela foi direto em seu pinto. Cortou o pau do cara que não sentia, não se mechia e via tudo aquilo aterrorizado, ele tentou gritar, mas não conseguia.

Ela pos o membro na bolsa e deu tchau para o ex-Eugênio que dava tchau para o que ele nem conhecia direito.

Ela sorriu quando seu namorado a pegou no ponto de onibus no dia seguinte, depois do seu trabalho de enfermeira no hospital.

Na geladeira de sua casa havia um pote.


Na barra da calça do namorado da moça havia um 38 ...

Na bolsa dela,uma camisinha feminina com dentes...

terça-feira, 9 de julho de 2013

O nada não é nada, só é sem eu, sem você

Uma doce mulher com espinhos.
De onde vieram aqueles espinhos?
Muitos dias em um...

Atravesso a rua sorrindo.
Fingindo...











Qual vantagem na desgraça alheia?
O espelho da sua própria desgraça...

Você é linda, não precisa dessas coisas.
Pode conquistar tudo sozinha.

Vai lá.

Como é triste a destruição total de falsos dogmas.

Como é libertador,

o vazio. O nada.

Deus.

O verdadeiro Deus, não estes vendidos nas esquinas.

O Deus que sabe o verdadeiro significado da palavra amor.

Aquele que a gente nem sabe direito se existe...




segunda-feira, 1 de julho de 2013

Você sabe o que é o amor?

O amor é aquela saudade depois de dez minutos que você saiu dali.
É aquela lágrima que cai depois de uma discussão.
É a vontade que te dá de estar perto o dia todo.
É gastar um pacote de camisinhas.
É beijar como se o mundo estivesse acabando.
É dar o último pedaço do sanduíche.
É querer bem.
É escrever pensando nela, mesmo querendo escrever sobre outra coisa.
É tentar de tudo e não esquecer.
É beijar a outra pra ver se chega aos pés.
É constatar que não.
É contar mentiras querendo contar verdades.
É contar verdades, querendo contar mentiras.
É pensar que se ela estivesse ali tudo seria diferente.
É saber que o diferente pode ser melhor ou pior e arriscar tudo

com o maior sorriso do mundo.

Amor é um sentimento.

Amor é amar...

sábado, 29 de junho de 2013

WWW.web

Onde está a razão de ser, de estar, quando se vê envolto ao ódio cego de incompreendidos pensamentos toscos de ignóbeis espécimes ameaçadas de extinção, do qual é impossível demarcar qualquer espécie de território, em meio ao caos dominante, em atitudes juvenis, que se transformam em atitudes doentís, e por meio do qual a estagnação é a pior estratégia para a obliteração de resultados.

Resultados estes que impedem a transmutação de originais, inconcebíveis em um universo demarcado por criações estapafúrdias sem  nenhuma busca de resultados satisfatórios, por meio do qual a concepção de uma identificação com o próprio tipo de trabalho gera uma prerrogativa tosca de cinismo intelectual e incorporação de doses pragmáticas de conservadorismo em meio a uma espécie de poça, de grupo, vivenciando experiências exatamente opostas pelos meios de propagação cultural.

Uma espécie de núven de ondas cerebrais, de pensamentos flutuantes que se acumulam nos cabos espalhados ao redor do globo e linkam os continentes através de uma rede neural, um cérebro humano, o conhecimento navegando pelos sete mares, e reclamamos do porque a foto daquela garota bonita demora para carregar. A cada ano a velocidade de conexão transforma e faz com que essa rede evolua, a velocidade costumava dobrar a cada dois anos, agora, essa mesma rede corre o risco de ficar tão rápida quanto a sinapse humana e capaz de criar conexões na mesma velocidade. Estaremos criando uma consciência interplanetária.

Que poderia muito bem escrever um texto melhor que esse.

Ill be back




sexta-feira, 28 de junho de 2013

Uma bela vista














Pode ir no seu boteco.
Pois vou é me entorpecer bebendo vinho.

Pode pegar sua cachoeira.
Nas águas do fim de junho.

Seu novo CD do Status Quo.
Vou pro deserto acalmar minha ira.

Coisa de criança,
que gosta das histórias do Sancho Pança.

Não tente roubar nenhuma alma.
Pois não levarei a sua.

Qual novela você prefere?

Roque Santeiro ou Que Rei Sou Eu?

Ou você prefere um livro?

Vem, Kafka?

Prefiro um filme, pois

Um dia a casa cai.

Ou uma boa musica para ouvir nos Castelos de A
reia.

O pescador de ilusões.

Bom, vamos ficar por aqui bebendo um suco de uva.
Tial.









quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aviso aos navegantes

Quem você é não influi em quem eu sou.

 Você pode ser o que quiser que não é por você que eu mudaria.

Afinal, vocês não são melhores nem piores do que eu.

Podem mentir melhor talvez...


segunda-feira, 11 de março de 2013


Constantine

Filme de 2005 baseado nos quadrinhos Hellblazer.
Não, não é o terno do inferno, nem o Homem Aranha.

Dirigido por Francis Lawrence, Constantine, é um personagem das histórias em quadrinhos dedicado à mandar o capeta de volta pro inferno. E ele faz isso no filme o tempo todo.

A gente fica até com dó dos monstros pois ele é o cara, o Rambo dos caça-vampiros, o  Chuck Norris dos anti-heróis, acompanhado de seu ajudante, um padre, um barmen das trevas e a Donzela em perigo, Angela Dodson (Rachel Weisz), uma polícial que investiga o assassinato da irmã e se junta com o exorcista Constantine, para salvá-la do inferno.

Os quadrinhos são assinados por Alan Moore, e o protagonista é o Keanu Reves.

Filmão. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Rose Madder




Romance do escritor americano Stephen King (O iluminado; Carrie, a estranha; Cemitério maldito), Rose Madder nos conta a história de uma mulher que durante anos se submete à violência de seu marido, até que um dia ela se cança e toma o rumo da estrada. Ela foge, mas sabe que seu carrasco a irá procurá-la, encontrá-la e talvez até matá-la. Mas ela não tem nada a perder e levando apenas o cartão de banco de seu marido, vai atrás de sua independência.

Em outra cidade, em outro mundo, a mulher, outrora submissa, vê-se cercada de maravilhas da vida que não tinha sequer noção que existia. Seus sonhos de outrora, abandonados em prol de um casamento infrutífero, injusto e fadado ao fracasso ou à morte, são repensados e retornam a vida de Rose na medida em que ela busca uma força interior com a ajuda de um antigo quadro onde a figura de uma mulher, que se parece com ela mesma, cheia de mistério, terror e fascínio, se transforma ao mesmo tempo que sua vida também segue um caminho completamente diferente.

Rose encontra outras mulheres em um abrigo que passaram pela mesma situação, e juntas, buscam a redenção em um mundo ainda muito machista e perigoso, onde essas mulheres outrora vítimas, se convertem em batalhadoras e independentes, sem contudo, perder sua sensibilidade.

Rose Madder é um livro diferente do Stephen King, o terror e o suspense ainda estão lá, mas o drama toma as rédeas nos chamando à pensar  e refletir sobre um universo muitas vezes injusto, onde a única alternativa para essas mulheres é lutar pela sobrevivência.

Um livro bacana...

segunda-feira, 4 de março de 2013

O Caçador de Pipas


Livro do escritor Khaled Hosseini de 2003, que conta a história de Amir, um garoto rico do Afeganistão que trai seu melhor amigo e filho do empregado de seu pai, Hassan.

A história tem como pano de fundo o cenário político do país após a queda da monarquia com a deposição do rei Zahir Shah, a invasão soviética, o refúgio da massa afegã para o Paquistão e os EUA, e a implantação do regime militar pelo Talibã.

O livro mostra o preconceito contra a etnia Hazara através de Hassan, que ainda por cima tem lábios leporinos e sofre na mão de colegas e de seu melhor amigo.

Em um torneio de Pipas em Cabul, Amir ganha a competição e pede para seu amigo ir buscar a pipa. Hassan corre atrás dela mas demora, chamando a atenção de seu amigo que vai procurá-lo e presencia um ato de violência dos colegas de escola para com Hassan.

Amir fica calado e não conta que viu o abuso, mas sua relação com Hassan acaba piorando e faz com que Hassan e seu pai saiam de sua casa.

Os anos se passam e Amir vai para os EUA onde vira um escritor de sucesso.

O livro é belíssimo e nos mostra outro lado da vida no Afeganistão, país castigado por inúmeras guerras e conflitos.

O Caçador de Pipas foi adaptado para o cinema em 2007 mas sugiro ler o livro antes de ver o filme que peca por não conseguir transmitir a profundidade da narrativa de Hosseini.

Recomendo...

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A procura da felicidade




Filme de 2006, dirigido por Gabriele Muccino, conta a história real de Chris Gardner (Will Smith), um vendedor de aparelhos médicos que encontra dificuldades em vendê-los por serem muito caros e passa dificuldades.

Chris não se deixa abater e luta para buscar de todas as formas a sobrevivência de sua família. Após a separação de sua esposa Linda (Tandy Newton), ele se vê sem emprego, casa e sozinho com seu filho, Christopher (Jaden Smith) que o acompanha em sua jornada por uma redenção.

Belíssima história, real, de uma pessoa que luta contra as dificuldades impostas pela vida na busca de um sonho, para ele e para as pessoas que ama.

O filme foi indicado ao Oscar de melhor ator para Will Smith.

Imperdível.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Alice no País das Maravilhas


A adaptação cinematográfica do livro Alice no País das Maravihas de Lewis Carroll ganhou contornos mais adultos e sombrios na direção do aclamado Tim Burton (Batman, Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood).

O filme Tim Burton´s Alice in Wonderland, retrata a jovem Alice (Mia Wasikoska), agora com 19 anos, buscando se afirmar como mulher numa época conservadora, quando descobre que sua mãe arranjou um casamento a contra-gosto. A heroína foge, desesperada com a possibilidade de se casar com alguém que não gosta, e encontra o coelho branco.

Ao chegar no País das Maravilhas, ela se encontra com Absolem, a lagarta, o Gato Risonho,Tweedle-Dee e Tweedle Dum e com o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp).

Com a ajuda da Rainha Branca (Anne Hathaway), Alice parte pra luta contra a Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter) e seus súditos.

Com um visual deslumbrante e um roteiro muito bem escrito, Alice no País das Maravilhas faz juz à fama de Tim Burton como um dos melhores diretores de sua geração. O filme ganhou Oscar de melhor direção de arte e de melhor figurino, além é claro da arrecadação de um bilhão de dólares pelo mundo.

Imperdível.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Hells Angels de Hunter S. Thompson



Lançado no ano do estouro da geração Hippie em 1967, Hells Angels é o primeiro livro publicado por Thompson. Seu texto tornou-se clássico por inaugurar o Gonzo Jornalismo.

Hells Angels retrata fielmente o cotidiano dos motoqueiros mais temidos, radicais e violentos da época. Em um ano de convivência com a cultura Angell, Hunter S. Thompson nos mostra a vida sem frescuras, com suas motos, jaquetas e o dia a dia da gangue pelas cidades norte-americana.

Os Hells Angells com suas Harley Davidsons transformaram a cultura mundial e são reverenciados até hoje por motoqueiros de todo o planeta.

Ótimo livro para motoqueiros, roqueiros e jornalistas que desejam conhecer um outro estilo de literatura.

PS: Existem diversos filmes por aí sobre a vida de Hunter S. Thompson, recomendo Medo e Delírio em Las Vegas e The Rum Diary, ambos com Jhonny Depp.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

TROPICÁLIA



Dirigido por Marcelo Machado, o documentário Tropicália (2012), traz a tona um dos períodos mais criativos da história da música brasileira.

Recheado de imagens da época, Tropicália apresenta às novas gerações grandes nomes da música feita em nosso país, os festivais da época, os programas da TV, as manifestações (inclusive uma que considero hilária, contra o uso de guitarra na música brasileira, mas que teve grandes nomes da MPB entre seus participantes).

Caetano Veloso e Gilberto Gil, dois gênios que aparecem como os maiores incentivadores do movimento nos contam as influências e suas histórias de vida.

Os mestres Jorge Mautner e Tom Zé nos encantam com suas peculiaridades e Rita Lee e os Mutantes com a beleza e criatividade.

Não poderiam faltar também as artes plásticas, o cinema e o teatro que montaram junto com a música, um caldeirão cultural efeverscente, que transformou a cultura do Brasil.

Caetano e Gil aparecem na Inglaterra, exilados por um país que vivia uma época de ditadura.

Com a redemocratização, eles voltam, mas a Tropicália já havia acabado, ficando apenas o gosto e a estética em nossas memórias e a influência que ainda exerce sobre tantas gerações.

Agamenon - O homem e o minto - MEMÓRIAS DE UM PICARETA ÉTICO



Todo estudante de jornalismo deve ler este livro. Nele este tudo que um jornalista deve saber. A história de Agamenom Mendes Pedreira, o homem por trás do melhor do jornalismo, o Paulo Francis brasileiro.

Sua história é contada após ele ser entrevistado por ele mesmo, e olha que a entrevista quase não saiu, pois esse herói, mestre das palavras, não costuma se entrevistado por jornalistas medíocres.
Agamenom nos conta sobre sua vida fora do país, das mulheres que comeu , do quanto é macho e de tudo o mais que você, que já leu suas colunas, gostaria de saber.

Um homem sério e explorador das artes literárias que conta as dificuldades de nascer em uma família pobre (seu pai era um humilde empresário do setor petroquímico). Suas mulheres, os momentos históricos que presenciou. A história do jornalista mais macho do Brasil (que nunca precisou tomar uma joelhada no saco de seu analista).

Como não podia deixar de ser, Agamenon contou com a participação de Hubert Aranha e Marcelo Madureira.

Uma das sabias palavras de nosso herói:

“Atrás de um grande homem, sempre existe uma grande mulher e, atrás dessa mulher, vários garotões musculosos.”

O GRANDE MENTECAPTO


Relato das aventuras e desventuras de Viramundo e de suas inenarráveis peregrinações

A história de Geraldo Boaventura ( no qual me identifico muito), contada pelo mestre Fernando Sabino, escritor e jornalista, nascido em Belo Horizonte em 1923 e escritor de clássicos como o Homem Nú e Amor de Capitu.

Geraldo Boaventura, ou Giramundo, Viramundo, é um Dom Quixote mineiro, que percorre nossas belíssimas cidades históricas aprontando mil e uma confusões.

Ele faz de tudo, quase vira padre, entra pro exército, mendiga, conversa com um cavalo e apronta na zona boêmia de Belo Horizonte.

A história começa na cidade de Rio Acima, quando, ainda criança, nosso herói aposta com um amigo que consegue parar um trem sozinho. Ele vai pra linha e coloca o braço à frente enquanto o trem se aproxima, o maquinista consegue parar a poucos metros do garoto e grita com ele. Geraldo se vangloriza do feito com a sua turma durante um bom tempo, até quando seu amigo Pingolinha, resolve fazer a mesma coisa e morre atropelado.

A cidade inteira se revolta contra o garoto que acaba buscando refúgio em um seminário. A partir daí a confusão só aumenta, com sua peregrinação por cidades como Ouro Preto, Mariana e na busca por sua amada e por uma vida sem eira nem beira.

O livro também foi adaptado para as telonas na direção de Osvaldo Cadeira e com a belíssima atuação de Diogo Vilela.

Imperdível.

O Povo Brasileiro – A formação e o sentido do Brasil

O fenomenal mestre Darcy Ribeiro, nos conta neste livro como se deu a formação de nosso país, de nosso povo, de nossa cultura, dês da época de Cabral até a formação de uma sociedade mais complexa.

O livro mostra os pilares que ergueram nossa nação, a mistura de raças, o índio, o europeu, os africanos, suas lutas e a força que nosso povo tem.

“Somos muito mais marcados hoje pelas nossas semelhanças do que pelas diferenças”

Darcy fala sobre as navegações, os portugueses, o primeiro contato com os índios.

Os jesuítas tiveram um papel fundamental no contato com o índio, que não entendia como aquele povo que cegou em suas terras vivia para juntar tantas coisas, bugingangas se tinha apenas uma vida e não teria tempo para consumi-las.

O livro conta a difícil vida dos negros numa sociedade escravagista, e a integração social depois do fim da escravidão. Os conflitos da época.

É um livro muito bacana; quem sou eu para resenhá-lo aqui em poucas palavras. Mas nos conta como se formou esses nossos “Brazis” que temos hoje, com cada região tendo uma cultura distinta, mas que ao mesmo tempo está eternamente conectada.

Vidas Desperdiçadas - Zygmunt Bauman



Neste livro do polonês Zygmunt Bauman ele lança um olhar sobre nossa sociedade contemporânea analisando aspectos sociais que muitas vezes nos negamos a enxergar.

Enormes contingentes de seres humanos destituídos de qualquer tipo de conforto e meios de inclusão social são literalmente jogados para escanteio, chamados pelo mestre de refugos humanos. Essa situação é presente em todo o planeta.

Segundo Bauman, essas pessoas estão privadas da modernidade, do mundo globalizado e são jogados para fora dos grandes centros urbanos. A individualização cada vez mais presente, o desemprego, a superpopulação, gerando os refugos, excluídos de um mundo cada vez mais moderno, integrado pela internet, que por sua vez também produz refugos de informação.

A depressão da geração X, que sentiu dificuldades para arrumar emprego, acabando com projetos de vida e de sonhos, muitas vezes sem ter a quem recorrer.

O livro faz parte de sua reflexão sobre a chamada Sociedade Líquida influenciada pela globalização e pelos problemas gerados por ela.

Um ótimo livro.

Cinema Paradiso



Filme de 1988 escrito e dirigido por Giuseppe Tomatore, conta a história de Salvatore Di Vita (Jacques Perrim), um cineasta que vive em Roma.

Quando recebe uma ligação de sua mãe avisando que um grande amigo estava morto, Salvatore começa a relembrar seu passado em uma cidade pequena da Sicília.

O filme mostra sua infância na cidade e sua amizade com Alfredo (Philippe Noiret), um senhor que trabalhava como projetista no Cinema Paradiso.

Toto (Salvatore Cascio), seu apelido na época, se encanta com o cinema e passa o dia acompanhando o trabalho de seu amigo. Como era amigo do projetista, ele via as cenas de beijo que eram censuradas pelo padre antes de cada seção.

Da sua infância, passando pela adolescência e por seu primeiro amor, Toto vê seu mundo mudar e sua vida com seus altos e baixos.

Com cenas engraçadas e ótimas atuações, Cinema Paradiso ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, o Globo de Ouro, o Festival de Cannes, o Prêmio César, e o BAFTA.

Recomendo...

Ensaio sobre a cegueira

Romance publicado em 1995, escrito pelo genial José Saramago , Ensaio Sobre a Cegueira fala sobre uma cegueira branca que atinge uma parte da humanidade.

Pessoas se desesperam, as que não são atingidas ficam com medo do contágio. O governo age e as coloca em quarentena.

Boa parte da história se passa na quarentena em um antigo hospício, onde vários grupos se formam e lutam pela sobrevivência, mostrando lados até então adormecidos.

Violência, poder, ganância, tomam o lugar da solidariedade, a cegueira não atingiu apenas os olhos mas também qualquer rastro de humanidade que as pessoas tinham antes de serem atingidas pela cegueira.

Palavras do mestre dos mestres sobre o livro:

“São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso."

O filme baseado no livro, tem a direção de Fernando Meireles e também é muito bom.

Budapeste



Terceiro romance publicado pelo mestre da poesia e também da literatura, Chico Buarque nos preseiteia com um olhar brasileiro sobre a sociedade húngara.

A história de José Costa, um ghost-writer, que trabalha na Cunha & Costa agência cultural e se vê na cidade de Budapeste após um congresso para autores anônimos, se apaixona pela húngara Kriska e luta para aprender um dos idiomas mais difíceis do mundo.

A beleza da cidade e das mulheres da Hungria encanta José que se vê dividido entre o Rio de Janeiro e Budapeste, entre Kriska e sua esposa, Vanda; entre a publicação de seus livros e a vontade de aprender "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita".

Eu que conheci uma húngara posso afirmar que realmente elas são encantadoras.

Mas quem sou eu para transformar isso em poesia?

Chico Buarque faz isso magistralmente.

Belíssimo livro que recebeu o Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura e o Prêmio Jabuti.

O filme baseado na obra tem a graça de Giovanna Antonelli e direção de Valter Carvalho.

Marquês de Sade - Os crimes de amor



Diferentemente do que possamos pensar, neste livro, o marquês não descreve torturas, sadismo, sangue, viagens sexuais, pelo menos não fisicamente.

É um livro até romântico em que conta histórias de belas mulheres, seus amantes e todo perigo que há por trás dos crimes de amor.

São histórias belíssimas, poéticas, do mestre individualista que escandalizou gerações, foi preso e internado em sanatórios.

São contos tenros sem perveções ou atrocidades, mas que mostra um lado do Marquês de Sade que poucas pessoas conhecem.

São histórias do maior vício humano, o amor...

Fascinante...

Adeus China – O último bailarino de Mao



Livro autobiográfico de Li Cunxin, um dos grandes bailarinos do século XX, mostra a sua vida em meio a pobreza na China comunista dos anos 60, e sua ascensão no ocidente.

O garoto, nascido em Vila Nova, na Comuna de Li, perto da cidade de Qingdao, no noroeste da China, vivenciou o lado sombrio do comunismo de Mao, sua família quase não tinha o que comer, sexto filho de sete crianças, Li teria um destino de pobreza se não tivesse sido escolhido em sua escola para dançar balé na academia de dança de Pequim.

Lá ele aprendeu a disciplina, a vida também dura na academia, mas com a esperança de melhorar um dia. Ele se esforçou como nunca e se destacou ante a seus colegas da academia.

O garoto foi agraciado com uma viagem aos Estados Unidos e através do balé conseguiu espaço numa das mais conceituadas academias do mundo.

Um relato comovente e uma história de luta pela vida, porém, com algumas visões um pouco fantasiosas, pois não existe paraíso, apenas o que você constrói.

Um ótimo livro para conhecermos um pouco da China antes de sua abertura econômica.

Recomendo...

O PIANISTA



Um dos grandes clássicos de Roman Polanski, O Pianista é um filme de 2002, baseado no livro autobiográfico do músico polonês Wladyslaw Szpilman que viveu os horrores da segunda guerra mundial.


Um dos melhores pianistas da época, Wladyslaw Szpilman foi um judeu da polônia que trabalhava numa rádio em Varsóvia.


O filme mostra os horrores por que passou durante a ocupação da polônia pelos nazistas: A vida dos judeus no gueto, o sadismo de soldados, a fome, a falta de perspectiva, os assassinatos a sangue frio.


Wladyslaw faz tudo que pode para sobreviver, recebe ajuda de amigos poloneses, se esconde nos lugares mais bizarros, se alia a outros judeus que preparam um levante, quase morre de fome e de várias doenças.
Com uma ótima atuação de Adrien Brody (King Kong), o filme ganhou o Oscar de melhor diretor, melhor ator e melhor roteiro adaptado.


Com um final surpreendente, o filme nos mostra que há esperança para a humanidade e que às vezes, a ajuda vem de onde menos se espera.
Imperdível!!!