quinta-feira, 19 de abril de 2012

À lá P.C.

Dois monges, um mestre e seu discípulo caminhavam por um bosque florido que ficava atrás do Lendário Templo do Tempo, que servia de moradia e proteção para eles.

O aprendiz estava apreensivo pois havia experimentado a luxúria quando esteve na cidade grande. A mucama deixara-o em estado de choque e apaixonado, perguntou para seu mestre:

- Senhor, você já conheceu o amor de sua vida?

 - Oh, sim, meu jovem, já amei algumas mulheres, mas nunca tive uma esposa. O casamento não combina com o  caminho do monge. Você sabe disso não?

O jovem suspirou e passando a mão na cara virou-se para o seu professor e explicou o que lhe acontecera. Que fora levado por uma grande excitação que durara pouco mas o deixara completamente apaixonado por aquela mulher que nem sabia o nome.

- Como saber qual é o amor de minha vida ó mestre! Estou confuso...

O velho monge olhou para o céu azul, as árvores lá no alto e os pássaros mostrando a beleza para ele. Uma pequena lágrima caia de seus olhos. Ele sorriu para aquele pequeno garoto que cuidara desde criança e disse:

- O amor de minha vida, é a próxima.




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Chapéu

Ele pode ser seu melhor amigo ou pior inimigo.

Às vezes te traí numa facilidade.

Te leva a diversos caminhos.

É preciso cuidar a relação.

É muito fácil ir contra.

De vez em quando age sem pensar.

Outras vezes pensa sem agir.

Pode te enganar.

Pode te roubar preciosos momentos.

Mas também trazer muita satisfação.

Pode saber de tudo.

Ou não saber de nada.

Pode te atrapalhar ou te ajudar.

Mas uma coisa,

Ele sempre estará ao seu lado.

Por bem ou por mal.



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Alguns versos

O último suspiro, o último olhar, o último beijo, o último adeus, o último desabafo, o último filme, o último amor, o último perdão, o último desejo, o último sopro, o último erro.

O primeiro amor, o primeiro eclipse, o primeiro encontro, o primeiro emprego, o primeiro perdão, o primeiro desejo, o primeiro tempo, o primeiro filho, o primeiro sexo.

A primeira caminhada, a primeira alucinação, a primeira casa, a primeira primavera, a primeira esposa, a primeira filha, a primeira estrada, a primeira partida, a primeira dose.

A última tentação, a última primavera, a última saída, a útima mulher, a última escolha, a última visão, a ultima paixão, a última música, a última desculpa, a última palavra.

Amor.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Era uma vez um monge que na busca de uma resposta para sua caminhada, ele em vão desceu as montanhas do Tibet e por sete anos viveu como um cidadão comum, em uma vila do outro lado de seu país, na fronteira com a China.

Até que um dia ele pegou uma carona em uma comitiva de jornalistas brasileiros que o levaram ao hotel.

O monge entrou na festa e acordou dois dias depois no Rio de Janeiro.

Pensando que era seu Karma catequizar os cidadãos daquela cidade misericordiosa, o sábio de olhos puxados caminhou encontrou nosso herói chutando uma lata de lixo à meia noite em frete a Apoteose.

Sorte não ser carnaval, mas o estranho a frente do monge ofereceu um trago para o homem santo que fumou até acabar.

Sorrindo o monge viu o nirvana, mas não conseguiu chegar lá.

quinta-feira, 29 de março de 2012

18 anos de música


Eu posso não ter ganhado rios de dinheiro.
Não toquei em nenhum lugar muito famoso.
Não tive nenhum hit tocando nas rádios.
Não trepei com nenhuma coelhinha.
Não ganhei um carro.
Nem saí bem na foto.

Agradeço assim mesmo porque os momentos em que passei em cima do palco foram os melhores, o terceiro melhor pra falar a verdade.

Agradeço quando os mendigos dançaram em frente do palco na Serraria, o cara contando que ficou arrepiado ao ouvir o som e pagou uma breja pra galera, as aventuras em outras cidades, os amores de todos os sons e cores, sair correndo porque neguim deu o cano na conta, os elogios, as críticas, as sugestões, a falta de gasolina, o pneu furado, o show vazio, o show cheio, aos amigos de estrada, aos amigos que são poucos, a cerveja tomada, as festas mirabolantes, aos estúdios caseiros, aos estúdios profissionais, às grupies de um show, às motos Harley Davidson rodeando o público, as lágrimas durante uma música, os tropeços durante o som, ...

Mas principalmente à música, cada nota, cada acorde, cada som, cada show.

Memorável.

Que venham mais...

quarta-feira, 28 de março de 2012

Chuva



E o som que ia rolar hoje?
Já era!

Asas ou rodas, sem guarda-chuva.
Cadê a chuva?

E se estiver no olho do furacão?
O guarda-chuva?


Preciso de uma prancha de surf...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Bar

Era o último gole e o último trago.
Chovia lá fora.
O dono do bar inquieto para ir embora.
E o bêbado dançado só, no meio do bar.

Falou que era marinheiro.
Que tinha vindo do mar.
Mas estava seco e bêbado.
Dizia que era cedo e que iria navegar.

Nas águas profundas do sul.
Pelo vento alado e sem pressa.
Surfaria nos mares de morros.
Veria tudo longe à beça.

Aqui não era sertão, podia ser talvez um rio.
Podia dançar sozinho, podia dançar no grito.
O silêncio de seus pequenos passos, se arrastando pelo chão.
Não eram suficientes para a sua compaixão.

Pois ele é o andarilho sem teto.
Atrapalhando o dono do bar.
Não era hora de fechar.

Eu também queria uma cerveja...

domingo, 25 de março de 2012

Sim salamin



Dentro de um jardim de trevas.
Fora de um compromisso.

Ao lado de uma dúvida dúbia e esquizofrênica.
Leia e entenderá.

Faça, monte o quebra cabeça.
A história está aqui.

Será?

sexta-feira, 23 de março de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Janela Azul


Eu passo em frente quase todo dia.
Vejo o brilho do sol batendo naquele azul, às vezes fechado, às vezes aberto.
Na chuva a janela brilha com a água.
Meus olhos brilham de saudade.

Isso é que importa, o amor.

Daquela janela azul...

Mas não leve muito a sério, estou só aqui, divagando...


sexta-feira, 2 de março de 2012

Humirdade


Cuspa, cuspa no prato que comeu.

Chupa, chupa seu drops de merda.

Finja que tudo que sabe já sabia antes.

E eu, mesmo tendo chamado pessoas sem experiência, quase virgens , punks de três acordes, camelôs e patrícinhas fúteis, a única coisa que cobrei foi a presença e a amizade.

No entanto, mesmo buscando a simplicidade e a harmonia, vc diz que falta humildade.

Você é a vítima e eu sou o algoz.

Tá certo então...

Mas da próxima vez que for trocar de silicone, não me peça para testá-lo ok?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Desculpa-me


Desculpa-me por ter me silenciado.
Desculpa-me por ter me traído.
Desculpa-me por ter amado.
Desculpa-me por ter sido amigo.
Desculpa-me por ter confiado.
Desculpa-me por ter sorrido.
Desculpa-me por tentar corrigir às coisas.
Desculpa-me por desistir.
Desculpa-me por ser eu mesmo.
Desculpa-me por tentar ser feliz.

Do meu jeito...

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Obrigado

Obrigado a todos por lerem o blog, nas últimas semanas passou de 12 para 30 visualizações diárias.

Abraços!!!



domingo, 15 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Blues



Apesar de tudo, creio que sou responsável por todos os problemas e confusões, escolhas e caminhos mal traçados que escolhi.

No entanto, não me arrependo de nada, de nenhum amor, e de nenhuma desilusão.
Me arrependo apenas de ter magoado, no caminho, pessoas que amei e que amo.

É impossível agradar a Gregos e Troianos.

Agradarei a mim mesmo.

Se a vida sorrir, ótimo.

Se chorar, pelo menos tentei...

E esse é o último post desse blog.

Viva a vida!!!

sábado, 7 de janeiro de 2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Verdade?!


- É, chega... tenho que falar para minha família e meus amigos.
- Nããããoooo! Por favor não conte a ninguéééém!
- Por quê? Não devo nada a ninguém. Além disso é melhor assim, honestidade e coragem. Além do mais preciso corrigir meus erros.
- Não esquenta, não conta não. Por favor!
- Tá bom, mas não mudei em nada meus pensamentos.
- Eu sei, normal, mas não cooontaaaa!
- Tudo bem.

Dias depois, facada nas costas.

Medo? De minhoquinha que se acha cobra?