sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Para ela

Ele passava por uma rua estreita.
Ao seu lado direito um ribeirão.
Mas com um muro de proteção separando-o da rua.
Já pulara ali. Lembrava de tudo.
Naquela noite porém, aquela rua tinha uma luz, ou melhor menos luz que o normal.
Ele estava em trevas. Não sabia como lidar com a situação.
Agora era hora de beber até cair.
Mas não conseguia.
Ela não estava mais ali.
Tinha ido embora.
Queria ter uma cabeça limpa para pensar nela.
Sentou em um banco que ficava no meio da praça, de frente pra igreja.
Aquela imagem na cabeça. Ela.
Como ele a queria de volta.
Por um minuto apenas.
Ou talvez um segundo bastasse.
Pra saber que ela ainda existe...

Um comentário:

Anônimo disse...

Esse texto é bacana. Eu fiz em homenagem à minha mãe que tá lá em cima, nas estrelas...