quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Amanhecer

Ando por entre anjos e demônios, porém todos se dizem santos.
Mas não é difícil saber quem é quem, porém, não ouso me classificar.

Olho nos olhos das trevas e sorrio, com minha garrafa de whisky falsificado.
Saboto meus planos de dominar o mundo, tudo por mais um beijo venenoso.

Na procura de uma percepção mais real das coisas eu me perco.
Às vezes só. Às vezes do seu lado.

A realidade não é nada além de um ácido duvidoso.
Por isso procuro me entorpecer, pois quem sabe assim eu veja a verdade.

Afasto a todos afim de me encontrar.
Mas a cada dia me perco mais.

Eu sinto minhas energias se esgotando.
Talvez eu volte para as trevas.

Mas a escuridão é tão fraca, sem sentido.
No entanto ela também é luz.

Na morte talvez encontre a vida.
Na vida talvez eu só encontre a morte.
Afinal a luta é apenas momentânea.
Não há nada mais a perder.

Ninguém quer explicação de nada.
Ninguém quer se comprometer.

Mas das cinzas eis que surge a divindade.
E a luz volta a um novo amanhecer...

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