quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Onde está o CD?


Após assistir ao filme de Charlie PArker, vulgo Bird, pela décima vez, reflito sobre o moviento musical, não dos EUA, mas do Brasil e dos dias de hoje.

Aqui é a terra do samba, da bossa, da maracatu, da guarânia, mas também do rock, do pop e do blues.

Tem mais ou menos uns 15 anos que toco em minha cidade natal e na vizinhança.
Vejo músicos dos mais variados estilos, alguns bons, outros ruins.

Procuro assistir aos mais variados estilos, tocar também. O que me ajudou muito a criar o meu próprio.
Cheguei a conclusão que toquei em mais de 16 bandas. Quase uma por ano.
Toquei covers e próprias.

Conclusão: Se você não conseguir ficar rico com som autoral tocando na MTV, desiste.

Pra sobreviver de música tem que tocar covers.

Eu disse sobreviver.

Vivemos na era do MP3. Só que as gravadoras estão falindo, pois ninguém mais compra discos.

O que acontece?

Os artistas conseguem mostrar mais seu trabalho pois é muito mais fácil gravar um disco, um vídeo e por na internet.

Mas nesses tempos nenhuma gravadora parece apostar em um som diferenciado, querem o feijão com arroz de sempre.

E olha que tem também muita gravadora desistindo de gravar CDs e apostando só em shows.

Muitos artistas bons acabam desistindo, pois tem que mudar de ramo para conseguir pagar as contas.

Outros vivem de dar aulas.

Alguns conseguem entrar nas panelas de licitações públicas e da lei de incentivo à cultura.

Como fazer para mudar essa situação?

Quantas bandas novas de rock surgiram no país, com sucesso, nesses últimos dez anos?

Até o próximo post...

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