terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Esse blog tem mais de um ano


Cada ano que passa me faz pensar em como a vida é curta. Tive muitos amigos, muitos colegas, e pessoas que estarão para sempre em minha memória.

Do que adianta ter a TV de plasma ou o carro do ano, o computador ou o celular mais rápido, o site de amizades ou os contatos online, se não os trazemos para a vida real.

Às vezes penso que se formos usar todas as bugingangas de última geração, iremos passar os nossos dias apertando botões.

Não, a vida não é isso. Tem muito mais. Converse, ria, chore com seus amigos, com sua família; a vida na verdade é isso. Nenhum dinheiro no mundo te dará felicidade se você não tiver com quem compartilhar.

Mas peraí, isso é meio careta, família, amigos, o ideal hoje em dia é a individualização.

Por isso que ás vezes sentimos um vazio, algo estranho, falta alguma coisa, algo que não sabemos bem o que é, um sentido.

Pois bem, tente aprender com os outros, dar conselhos e recebê-los, perceba que ninguém é perfeito e aceite as pessoas com suas falhas.

Dê um abraço, um beijo, um carinho; um sorriso já faz a diferença.

Agora, esqueça das mágoas, dos traumas, do ódio, perdoe.

Feliz ano novo!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O início

Lá em cima é mais escuro. E frio. Damos voltas e procuramos um lugar especial.
Olhar e se despedir. Demora um pouco para voltar.

Nos preparamos e descemos.
Se prestarmos atenção, a viagem tem trilha sonora.
Das rádios.

A minha trilha foi a música Heroes do Bowie.
Podemos ouvir um rádio de ondas curtas.

Mas é rápido.
De repente tudo escurece.
Durante alguns segundos um silêncio de paz.

Até que uma luz aparece no fim do túnel.
Percorremos o caminho e saimos de cabeça pra baixo.
Uma sala iluminada e todo mundo sorrindo.
"Parece que aqui é bom".

E começa tudo de novo...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Volte logo

Às vezes paro pra pensar em como o tempo passa rápido. Lembro de minha infância, quando viajava para o interior curtir minha família. Amigos, primos, tios, avós, era uma festa.

Jogava futebol, sinuca, fliperama, subia as montanhas, ia no cemitério da cidade, vendia picolés, passeava na praça à noite nos finais de semana, curtia a farra com as garotas da cidade.

Carnaval então? Era época dos primeiros goles e chapação, saíamos cambaleando pela cidade aproveitando a festa e os shows.

Nos almoços familiares, com todo mundo reunido, ríamos das piadas dos tios, das confusões das

tias e da atenção da avó. Éramos felizes e nem nos dávamos conta.

Mas o tempo foi passando e com isso veio a perda de pessoas amadas. A família se dissolvendo lentamente. A Matriarca se fôra, e nos afastamos um pouco.

Esse ano perdi um tio e tenho outro no momento em estado gravíssimo; isso me faz pensar. Gostaria de ter aceitado aquela cerveja em sua casa, de ter ido visita-lo com mais frequência.

Na vida, podemos contar realmente é com a família, com o amor dos parentes e devemos sempre que possível estar perto deles. Quando isso não acontece e perdemos alguém sentimos um vazio, pois amávamos a pessoa e gostaríamos de ter tido mais contato.

A lembrança dos nossos momentos felizes ficará para sempre.

Peço a Deus que te dê saúde e que retorne logo.
Esse post é para você...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Vingança natalina


Estava deitado no chão. Sua roupa encharcada de suor, a boca estava cheia de sangue. Havia apanhado feio dessa vez. Eles não queriam tê-lo por perto. Tentara o time de futebol, até o professor rira dele. Como um baxinho, gordo, de óculos poderia jogar no time?

O mesmo acontecera na aula de natação, de basquete e de vôlei. Tentara em vão entrar na turma, queria fazer amigos e participar das aulas extra classe, mas era sempre sabotado. Todos olhavam para aquele garoto feio, esquisito, com espinhas em toda a face e o tratavam como um monstro nojento.

Lembrava do primeiro dia de aula, não era tão gordo, nem usava óculos. Fôra até bem recebido, uma garota linda de sua sala até deu idéia pra ele. Mas uma semana depois, apareceu de óculos; as espinhas também começaram a se mostrar.

Após a separação de seus pais começou a comer como um porco, e a se parecer com um. Tentou fazer amizade, mas não conseguira. Pra piorar, todos os alunos ditos "populares" faziam dele a piada do colégio. Ele se sentia como o pior dos mortais. Às vezes queria morrer.

Mas algo mudou depois da última surra; não se sentiu mal, ficou com muita raiva, afinal, ele também merecia ser feliz, mesmo não sendo como os outros. Bolou um plano. Procurou na internet maneiras de botá-lo em prática.

Com o final do ano letivo chegando, sabia que a escola inteira se reuniria na cantina para comemorar o natal. Nesse dia, ele chegou cedo na escola. Pôs um pacote preto embaixo das 4 pilastras que seguravam o teto da sala. Cada pacote tinha um relógio. O cronômetro dava 15 minutos para acionar as bombas.

Ao sair do colégio, um sorriso maquiavélico em seu rosto.

Mas uma lágrima caia de seus olhos...

Sem nexo


A escuridão povoa os pensamentos.
Na noite procuro um poema.

Uma poesia não precisa de flores, nem do sol, da lua.
Mas pode ter um cheiro de morte, de sexo, sem nexo.

A beleza não é estática, imóvel, fria.
Também não é quente, móvel, louca.

Posso procurá-la em águas profundas, em abismo imensos.
Muitos morreram se afogando, tentando.

Com o ar que entra pleno em meus pulmões eu canto.
Transformo a angústia em melodia.

Sou o péssimo poeta sem rima.
Que procura na vida algo belo.

E não encontra...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

140 Km/h


Na medida que o asfalto se molha, a terra treme.
As poças d`água se espalham.
Agora sim, acabou o calor.

Antes a terra derretia, era difícil fazer algumas coisas.
A preguiça toma conta em lugares mais quentes.
É foda.

Melhor ficar molhado.
É mais fácil pensar, trabalhar.

O trânsito fica uma bosta, mas é melhor do que correr no molhado.
O sinal demora, ainda bem que está chovendo.

Ponho um som no meu carro.
Rádio não presta, escolho um blues.
Alguma coisa tem nesse som que me prende.

Passo por uma poça gigante e molho a senhora que carregava um saco de pão.
- Filha da puta! - ela gritou.

Rio, que vontade de beber.

Ao sair da cidade, a estrada me deu liberdade. Acelerei.

120, 130, 140...

Na chuva.

Última coisa que me lembro...

De uma curva.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Onde está o CD?


Após assistir ao filme de Charlie PArker, vulgo Bird, pela décima vez, reflito sobre o moviento musical, não dos EUA, mas do Brasil e dos dias de hoje.

Aqui é a terra do samba, da bossa, da maracatu, da guarânia, mas também do rock, do pop e do blues.

Tem mais ou menos uns 15 anos que toco em minha cidade natal e na vizinhança.
Vejo músicos dos mais variados estilos, alguns bons, outros ruins.

Procuro assistir aos mais variados estilos, tocar também. O que me ajudou muito a criar o meu próprio.
Cheguei a conclusão que toquei em mais de 16 bandas. Quase uma por ano.
Toquei covers e próprias.

Conclusão: Se você não conseguir ficar rico com som autoral tocando na MTV, desiste.

Pra sobreviver de música tem que tocar covers.

Eu disse sobreviver.

Vivemos na era do MP3. Só que as gravadoras estão falindo, pois ninguém mais compra discos.

O que acontece?

Os artistas conseguem mostrar mais seu trabalho pois é muito mais fácil gravar um disco, um vídeo e por na internet.

Mas nesses tempos nenhuma gravadora parece apostar em um som diferenciado, querem o feijão com arroz de sempre.

E olha que tem também muita gravadora desistindo de gravar CDs e apostando só em shows.

Muitos artistas bons acabam desistindo, pois tem que mudar de ramo para conseguir pagar as contas.

Outros vivem de dar aulas.

Alguns conseguem entrar nas panelas de licitações públicas e da lei de incentivo à cultura.

Como fazer para mudar essa situação?

Quantas bandas novas de rock surgiram no país, com sucesso, nesses últimos dez anos?

Até o próximo post...