terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Esse blog tem mais de um ano


Cada ano que passa me faz pensar em como a vida é curta. Tive muitos amigos, muitos colegas, e pessoas que estarão para sempre em minha memória.

Do que adianta ter a TV de plasma ou o carro do ano, o computador ou o celular mais rápido, o site de amizades ou os contatos online, se não os trazemos para a vida real.

Às vezes penso que se formos usar todas as bugingangas de última geração, iremos passar os nossos dias apertando botões.

Não, a vida não é isso. Tem muito mais. Converse, ria, chore com seus amigos, com sua família; a vida na verdade é isso. Nenhum dinheiro no mundo te dará felicidade se você não tiver com quem compartilhar.

Mas peraí, isso é meio careta, família, amigos, o ideal hoje em dia é a individualização.

Por isso que ás vezes sentimos um vazio, algo estranho, falta alguma coisa, algo que não sabemos bem o que é, um sentido.

Pois bem, tente aprender com os outros, dar conselhos e recebê-los, perceba que ninguém é perfeito e aceite as pessoas com suas falhas.

Dê um abraço, um beijo, um carinho; um sorriso já faz a diferença.

Agora, esqueça das mágoas, dos traumas, do ódio, perdoe.

Feliz ano novo!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O início

Lá em cima é mais escuro. E frio. Damos voltas e procuramos um lugar especial.
Olhar e se despedir. Demora um pouco para voltar.

Nos preparamos e descemos.
Se prestarmos atenção, a viagem tem trilha sonora.
Das rádios.

A minha trilha foi a música Heroes do Bowie.
Podemos ouvir um rádio de ondas curtas.

Mas é rápido.
De repente tudo escurece.
Durante alguns segundos um silêncio de paz.

Até que uma luz aparece no fim do túnel.
Percorremos o caminho e saimos de cabeça pra baixo.
Uma sala iluminada e todo mundo sorrindo.
"Parece que aqui é bom".

E começa tudo de novo...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Volte logo

Às vezes paro pra pensar em como o tempo passa rápido. Lembro de minha infância, quando viajava para o interior curtir minha família. Amigos, primos, tios, avós, era uma festa.

Jogava futebol, sinuca, fliperama, subia as montanhas, ia no cemitério da cidade, vendia picolés, passeava na praça à noite nos finais de semana, curtia a farra com as garotas da cidade.

Carnaval então? Era época dos primeiros goles e chapação, saíamos cambaleando pela cidade aproveitando a festa e os shows.

Nos almoços familiares, com todo mundo reunido, ríamos das piadas dos tios, das confusões das

tias e da atenção da avó. Éramos felizes e nem nos dávamos conta.

Mas o tempo foi passando e com isso veio a perda de pessoas amadas. A família se dissolvendo lentamente. A Matriarca se fôra, e nos afastamos um pouco.

Esse ano perdi um tio e tenho outro no momento em estado gravíssimo; isso me faz pensar. Gostaria de ter aceitado aquela cerveja em sua casa, de ter ido visita-lo com mais frequência.

Na vida, podemos contar realmente é com a família, com o amor dos parentes e devemos sempre que possível estar perto deles. Quando isso não acontece e perdemos alguém sentimos um vazio, pois amávamos a pessoa e gostaríamos de ter tido mais contato.

A lembrança dos nossos momentos felizes ficará para sempre.

Peço a Deus que te dê saúde e que retorne logo.
Esse post é para você...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Vingança natalina


Estava deitado no chão. Sua roupa encharcada de suor, a boca estava cheia de sangue. Havia apanhado feio dessa vez. Eles não queriam tê-lo por perto. Tentara o time de futebol, até o professor rira dele. Como um baxinho, gordo, de óculos poderia jogar no time?

O mesmo acontecera na aula de natação, de basquete e de vôlei. Tentara em vão entrar na turma, queria fazer amigos e participar das aulas extra classe, mas era sempre sabotado. Todos olhavam para aquele garoto feio, esquisito, com espinhas em toda a face e o tratavam como um monstro nojento.

Lembrava do primeiro dia de aula, não era tão gordo, nem usava óculos. Fôra até bem recebido, uma garota linda de sua sala até deu idéia pra ele. Mas uma semana depois, apareceu de óculos; as espinhas também começaram a se mostrar.

Após a separação de seus pais começou a comer como um porco, e a se parecer com um. Tentou fazer amizade, mas não conseguira. Pra piorar, todos os alunos ditos "populares" faziam dele a piada do colégio. Ele se sentia como o pior dos mortais. Às vezes queria morrer.

Mas algo mudou depois da última surra; não se sentiu mal, ficou com muita raiva, afinal, ele também merecia ser feliz, mesmo não sendo como os outros. Bolou um plano. Procurou na internet maneiras de botá-lo em prática.

Com o final do ano letivo chegando, sabia que a escola inteira se reuniria na cantina para comemorar o natal. Nesse dia, ele chegou cedo na escola. Pôs um pacote preto embaixo das 4 pilastras que seguravam o teto da sala. Cada pacote tinha um relógio. O cronômetro dava 15 minutos para acionar as bombas.

Ao sair do colégio, um sorriso maquiavélico em seu rosto.

Mas uma lágrima caia de seus olhos...

Sem nexo


A escuridão povoa os pensamentos.
Na noite procuro um poema.

Uma poesia não precisa de flores, nem do sol, da lua.
Mas pode ter um cheiro de morte, de sexo, sem nexo.

A beleza não é estática, imóvel, fria.
Também não é quente, móvel, louca.

Posso procurá-la em águas profundas, em abismo imensos.
Muitos morreram se afogando, tentando.

Com o ar que entra pleno em meus pulmões eu canto.
Transformo a angústia em melodia.

Sou o péssimo poeta sem rima.
Que procura na vida algo belo.

E não encontra...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

140 Km/h


Na medida que o asfalto se molha, a terra treme.
As poças d`água se espalham.
Agora sim, acabou o calor.

Antes a terra derretia, era difícil fazer algumas coisas.
A preguiça toma conta em lugares mais quentes.
É foda.

Melhor ficar molhado.
É mais fácil pensar, trabalhar.

O trânsito fica uma bosta, mas é melhor do que correr no molhado.
O sinal demora, ainda bem que está chovendo.

Ponho um som no meu carro.
Rádio não presta, escolho um blues.
Alguma coisa tem nesse som que me prende.

Passo por uma poça gigante e molho a senhora que carregava um saco de pão.
- Filha da puta! - ela gritou.

Rio, que vontade de beber.

Ao sair da cidade, a estrada me deu liberdade. Acelerei.

120, 130, 140...

Na chuva.

Última coisa que me lembro...

De uma curva.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Onde está o CD?


Após assistir ao filme de Charlie PArker, vulgo Bird, pela décima vez, reflito sobre o moviento musical, não dos EUA, mas do Brasil e dos dias de hoje.

Aqui é a terra do samba, da bossa, da maracatu, da guarânia, mas também do rock, do pop e do blues.

Tem mais ou menos uns 15 anos que toco em minha cidade natal e na vizinhança.
Vejo músicos dos mais variados estilos, alguns bons, outros ruins.

Procuro assistir aos mais variados estilos, tocar também. O que me ajudou muito a criar o meu próprio.
Cheguei a conclusão que toquei em mais de 16 bandas. Quase uma por ano.
Toquei covers e próprias.

Conclusão: Se você não conseguir ficar rico com som autoral tocando na MTV, desiste.

Pra sobreviver de música tem que tocar covers.

Eu disse sobreviver.

Vivemos na era do MP3. Só que as gravadoras estão falindo, pois ninguém mais compra discos.

O que acontece?

Os artistas conseguem mostrar mais seu trabalho pois é muito mais fácil gravar um disco, um vídeo e por na internet.

Mas nesses tempos nenhuma gravadora parece apostar em um som diferenciado, querem o feijão com arroz de sempre.

E olha que tem também muita gravadora desistindo de gravar CDs e apostando só em shows.

Muitos artistas bons acabam desistindo, pois tem que mudar de ramo para conseguir pagar as contas.

Outros vivem de dar aulas.

Alguns conseguem entrar nas panelas de licitações públicas e da lei de incentivo à cultura.

Como fazer para mudar essa situação?

Quantas bandas novas de rock surgiram no país, com sucesso, nesses últimos dez anos?

Até o próximo post...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Chuva e sangue

Estava ensopado.
Olhava para o chão.

O corpo estendido no chão.
Mesmo molhado suava.

A briga fôra difícil.
Sua camisa estava suja.

Suja de sangue.

Um sorriso.
Uma lágrima.

Uma segunda chance.
Um final.

Podia muito bem ser ele deitado no chão.
Um tiro na cabeça.

Podia ser ele o corrupto.
Mas não.

Nunca aceitaria se vender.
Queria mudar as coisas.

Dois policiais.
Um vivo, outro morto.

A droga estava no carro.
500 mil reais de cocaína.

Podia muito bem sumir com a droga e transformá-la em um milhão.
Mas entregou tudo para as autoridades.

Não era rico.
Vivia num quarto e sala.

Mas queria ser um herói.

Quem sabe assim ela não voltava pra ele?

sábado, 28 de novembro de 2009

A Inveja É Uma Merda


A Inveja É Uma Merda
Ultraje a Rigor

Ô neném, não foi assim que eu te ensinei
pô neném, agora eu me decepcionei
torcer prá que o meu sucesso acabe
prá quê, acho que nem você sabe
eu sei, 'cê não pôde ser o que sempre quis
então não suporta ver ninguém feliz

Meu bem eu sei que o sucesso nem sempre dura
mas a mediocridade não tem cura

Chato, prá você poder se conformar
você ficar tentando se enganar
dizer que tá bom o que sempre achou ruim
meu Deus, que miséria existir gente assim
triste, 'cê não ter coragem prá mudar
pior, cê achar melhor me invejar

Meu bem eu sei que o sucesso nem sempre dura
mas a mediocridade não tem cura

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Calor

Fazia quase quarenta graus.
O sol forte fervia sua cabeça.

Não usava chapéu.
Não tinha dinheiro.

Tentava sobreviver pedindo esmolas no sinal.
Nesse dia, parecia que a cidade estava deserta.

Lembrava quando tinha uma vida mais tranquila.
Quando não passava fome.

Era casado, tinha três filhos.
Trabalhava numa multinacional, no ramo de eletrônicos.

Mas um dia perdera tudo.
Tinha bebido muito, voltava de uma festa da empresa.
Sua mulher e filhos voltavam da casa de sua sogra.

Na esquina de seu quarteirão, ele perdeu o controle.
Foi bater justo no carro de sua esposa.

Só ele sobreviveu.

Não conseguia fazer mais nada depois do acidente.
Não tinha outros parentes, sua sogra nunca mais olhou pra ele.

Alcólatra, viu sua vida se transformar num inferno.
A culpa era enorme e ainda sentia falta deles.

Agora estava ali, no semáforo.
Lembrava de tudo e chorava.

O calor aumentava cada vez mais.
Já não pensava mais nos trocados para sobreviver.

Fechou os olhos e caminhou para o centro da rua.
O sinal estava aberto.

Caminhou para a morte...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Pensei em você

Às vezes não compreendemos como pode a vida ser do jeito que é.
É fácil culpar os outros pelos nossos erros.

Mais fácil ainda gritar a plenos pulmões que esse mundo não presta.
Culpar a pessoa ao lado pelas nossas desgraças.

Ou ainda, querer ficar só, longe de tudo e de todos para não se magoar.
Fazer alguém chorar, se acabar em lágrimas é covardia.

Porque ainda restam dúvidas.

É muito fácil magoar quem nos ama.
Pois quem ama perdoa.

Perdoa as nossas falhas, nossa intransigência e confusão.

Viver como um ermitão não é a saída.
Nem viver em busca de aprovação.

O fato é que somos todos diferentes.
Não é possível generalizar.

Julgamento...
O culpado peca por julgar, pois logo mais será a sua vez.

A vida passa como um trem bala, como um foguete.
De vez em quando ficamos cegos e desorientados.

Quem merece nosso amor?
A pessoa fria? Calculista? Que usa as pessoas como brinquedo?

Não. Só quem conhece essa palavra merece o calor.

Saudades...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Os bons companheiros

O filme Os bons Companheiros (1990), dirigido por Martin Scorcese e estrelados por grandes nomes de Holywood como Ray Liotta, Robert De Niro e Joe Pesci, é um clássico dos filmes de gangster. Acredito que só perde para a saga de O Poderoso Chefão.

O filme conta a história de Henry Hill (Ray Liotta), um garoto meio irlandês, meio italiano, que entra para a máfia do Broklin (NY).

Apadrinhado pelo chefão, ele conhece Jimmy Conway (Robert De Niro), um gagster irlandes em ascensão. Eles se juntam a Tommy De Vito (Joe Pesci), italiano esquentado da idade de Henry.

Começam assaltando caminhões até se perderem em roubos milionários e tráfico de drogas.

O filme conta várias particularidades do submundo do crime novaiorquino. Os casamentos da máfia, a noite das amantes, os roubos e prisões.
Tudo isso acompanhado por uma trilha sonora bombástica com grandes nomes do rock como Cream e Sid Vicius.

Há também particularidades interessantes como a participação de Samuel Jackson no filme, ainda no início de sua carreira.

Pra quem curte filmes sobre mafiosos, Os Bons Companheiros é uma boa pedida. Só tome cuidado para não sair por aí depois do filme se achando um Goodfella.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mais um dia

Procuro palavras numa tentativa de fuga .
Respiro a cada dia com mais dificuldade.

A insônia me faz produzir.
Genialidade e mediocridade.

O fato é que estou farto.
De tanta inutilidade.

Fingir humildade.
Nesse mundo de hostilidade.

O que um homem como eu pode fazer.
Para contribuir e mudar um pouco as coisas.

Só posso xingar o absurdo.
E fingir que somos trouxas.

Nada realmente faz sentido.
A não ser transar, comer e dormir.

De que adianta chorar.
De que adianta sentir.

Eu passo meus dias acordado.
Ás vezes com uma garrafa do lado.

Procuro me anestesiar.
De vez em quando me amordaçar.

Pra não ser pego de surpresa.
Quando a censura chegar...

sábado, 14 de novembro de 2009

O Pacto II

Ele não tinha mais paz.
Havia meses que não conseguia viver.
Sobrevivia é claro, mas sempre com um copo de whisky do lado.

Sabia que ela nunca mais voltaria.
Pra falar a verdade, nem gostaria que isso acontecesse.
Não depois de tudo que passou.
Não após descobrir que sua amada não era nada daquilo que pensava.

Ela havia feito um pacto, um pacto com o demônio.
Queria fuder a vida dele.
Ele também não era santo, traiu ela, mas o que houve depois foi exagerado.
Ela era louca, queria vê-lo no chão, na lama.
Ele apenas deixou.

Só que após um tempo, os encantos dela não faziam mais sentido.
Ele tinha pena da moça, que, de tão transtornada, acabou vendendo sua alma.
Mas não deveria ter pena, visto que o preço da alma era a sua vida.

Cansado de tudo e dessa história macabra, cansado de ver sua vida indo para o lixo, buscou ajuda de uma feiticeira.

Ela quebrou um ovo e na gema viu a imagem de uma corda no pescoço.
No seu pescoço.

A feiticeira informou que se não mudasse, se deixasse se levar, iria acabar morto.
Com uma corda no pescoço.

Ele não tinha raiva, nem ódio, queria apenas paz.
Foi atrás da moça.

Contou pra ela que sabia de tudo, do que estava acontecendo e do pacto que ela fizera com o diabo.

Ela saiu do carro carrancuda, dizendo que ele era louco, que era tudo mentira e que não devia confiar em uma feiticeira.

Ele berrou que não devia era confiar nela.

Foi embora.

No dia seguinte, quem estava com a corda no pescoço era ela.
Havia se suicidado.

No enterro ele chorou.

E pediu a Deus para perdoa-la.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Onde estará o Rock?


O que é o rock and roll pra você?
Pra que serve o rock?

O diabo é o pai do rock?
Talvez no Brasil.

Lá fora, o rock, quando apareceu, era sinônimo de rebeldia.

Aqui, quando as primeiras guitarras fizeram seus acordes, artistas de peso da música brasileira fizeram protesto contra, pois gostavam mesmo era de um violão.

Stones, Beatles, Hendrix, Led, Sabbath, Animals, Janis, Doors, Dylan, Bowie, todos cantavam contra a opressão, seja política, religiosa ou sexual.

Claro que também tinham músicas de amor, mas sei lá, por aqui qual canção de rock de protesto realmente fez sucesso?

No máximo alguma do Cazuza ou do Raul.

Mas não causaram nenhuma revolução.

Sei não, me parece que importamos rebeldia.

Não conheço nenhum movimento rebelde realmente brasileiro. Importamos o punk, o metal, o movimento hippie, e agora, o emo.

O rock está no Brasil há mais de cinquenta anos. Já está na hora de criarmos um movimento realmente brasileiro.

O problema é, como fazer isso?

Tem o movimento indie, mas as bandas ou são cópias de músicos consagrados do passado, neo-hippies ou copiam os barulhos de hoje de bandas internacionais.

E outra pergunta:

Cade os malditos solos de guitarra?

Será que no Brasil ninguém mais toca guitarra direito?
Tá é cheio de gente imitando o Djavan.

Onde estará o rock?

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Pantaleão e as visitadoras

O filme Pantaleão e as visitadoras (1999) é uma produção Peruana e Espanhola baseada no livro homônimo de Mario Vargas Llosa.

Conta a história do capitão das forças armadas peruana, Pantaleão Pantoja (Salvador Del Solar), marido fiel e exemplar, que recebe a incumbência de ir a selva amazônica levar prostituas aos necessitados soldados peruanos.

O capitão monta seu QG no meio da selva, onde seleciona as garotas e as treina para fazer o serviço de "visitadora".

Com um barco eles atravessam o rio Amazonas levando "felicidade" para todos os soldados carentes peruanos, que estavam com tamanha necessidade, que acabavam por estuprar as moçoilas das cidades vizinhas aos quartéis.

O exército, que tentava aplacar a sede dos soldados que ficavam meses sem mulher, transformou o capitão Pantaleão em gigolô, e mudaram a vida na selva.

Porém, Pantaleão, que antes era um marido sóbrio e fiel, se apaixona pela prostituta "Colombiana" (Angie Cepeda), atrapalhando seu casamento.

O povo começa a falar sobre o gigolô do exército e a confusão se instala.

O filme é uma divertida comédia com situações inusitadas que prende a atenção do início ao fim.

Também pudera, o livro que deu origem ao filme é um grande best seller e também recomendo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sonhos


Às vezes a vida nos prega peças.
Tudo muda.

De uma hora pra outra.
Pessoas novas entram na sua vida.

Velhas se vão.
Poderia dizer que é muito fácil abandonar tudo e mudar.
Sem pensar nos riscos e frustrações.

O novo sempre é difícil.
O costume gera essa complicação.

Todos os dias ao acordar penso em como vai ser daqui pra frente.

De vez em quando aquele velho amigo sumido se torna novo.
Aquele velho emprego se torna novo.
Suas velhas convicções se tornam novas.

Isso porque o que você pensava há dez anos foi mudado há cinco e hoje você volta as mesmas idéias.

Não é fácil mudar.

Ninguém disse que seria.

"Aceite as coisas como elas são. Como a realidade é. Não seja louco, viva como todos os outros".

FODA-SE A REALIDADE.

Nunca aceite algo como sendo imutável.

Nunca deixe alguém pensar por você. Dizer como você deve pensar e agir. Dizer quem você é.

Não acredite em ninguém. Apenas em você.

Seja você mesmo.

E lute por seus sonhos...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Clube da luta


O filme Clube da Luta (1999) do diretor David Fincher, é estrelado por Edward Norton, Brad Pitt e Helena B Carter.

A história trata de questões como o vazio existencial do início do século, a falta de perspectivas na vida, e a loucura.

Edward Norton faz o papel de Jack, um jovem investigador de acidentes automobilisticos que trabalha para uma seguradora.

Sua vida se resume a viajar por seu país, e ir a reuniões de pessoas com problemas de saúde, como grupo de cancer, de tuberculosos e outros. Normalmente pessoas a beira da morte.

Jack se vicia nisso e começa a frequentar essas reuniões diariamente. Até que conhece a estranha Marla Singer (Helena B Carter)qe também é viciada nessas reuniões.

Um dia, Jack conhece Tyler Durden (Brad Pitt). Nesse mesmo dia, se muda para a casa dele e começam o Clube da luta, um encontro semanal onde várias pessoas brigam por esporte e diversão.

A partir daí a coisa se desenrola e com um final surpreendente, o filme nos mostra o quanto é tênue a linha da sanidade e loucura, individual e coletiva.

Recomendo esse filme, ótimas atuações, história, além de abordar questões importantes sobre a nossa sociedade contemporânea.

Além é claro de querer sair e brigar com alguém depois de ver esse filme.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

BLUES - da lama à fama

Escrito por Roberto Muggiati, o livro conta a história de grandes mestres do blues como BB King, Willie Dixon, Muddy Waters, Lightinig´ Hopkins e divas bluseiras como Bessie Smith e Gertrude Pridgett Ma Rainey.

Além disso, traça um paralelo com o rock inglês, influênciado pelos bluesman americanos e com o blues brasileiro, citando como exemplo Celso Blues Boy.

O livro foi muito bem escrito, é de fácil leitura e te transporta para o tempo em que a escravidão e o preconceito, produziram gênios da música.

O blues nada mais é do que o lamento, a vida difícil, a traição, e o amor. O livro BLUES - da lama à fama, conta as histórias desses personagens que influenciaram o mundo todo com suas músicas.

Para saber mais sobre o blues e sua conecção com o Brasil visite um antigo post meu:

terça-feira, 16 de junho de 2009

Tiros em Columbine


Filme-documentário de Michael Moore, traça um perfil dos red-necks americanos e sua paixão por armas.

Moore percorre os Estados Unidos para tentar entender o porque dos altos índices de violência naquele país.

O título do filme em inglês é Bowling for Columbine (Jogando boliche por Columbine). O uso de armas de fogo é visto como um hobby por vários americanos, assim como o boliche.

Em suas entrevistas, as pessoas com esse hobby falam que precisam proteger suas famílias, pois o governo não o faz. São pessoas militarizadas que se acham no direito de atirar primeiro e perguntar depois.

Michael Moore explora o passado violento e racista de seu país para entender o porque de tantas armas de fogo. A partir do massacre na escola Columbine, onde jovens mataram alunos e professores, e que virou notícia mundial, ele vai atrás das causas da violência, fazendo paralelo com o passado e com outros países.

Moore descobre que no Canadá as estatísicas mostram que apesar deles terem um grande número de armas, as mortes causadas por elas são ínfimas.

Passa então ao racismo e o medo que a sociedade branca tem dos negros.

O medo é a resposta. A mídia e o governo propaga o medo como forma de contenção social, controle e massificação populacional.

O lucro dessa venda desenfreada de armas é enorme, assim como a manutenção do establishment caucasiano é consolidada através dessa política.

No filme o cantor Marlyn Mason é entrevistado, pois é sabido que os assassinos de Columbine ouviam as músicas de sua banda. Atacado por ultradireitistas e acusado de perverter os jovens, Mason diz que a política do governo é a seguinte: "Deixem todos com medo e eles irão consumir mais, e mais".

Já outro entrevistado afirma que a sociedade americana é homicida por natureza.

Após ver o filme não há como discordar de tal afirmação.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

How the west was won

Antes desse disco ser lançado, o Led Zeppelin só tinha o The Song Remains the Same como álbum ao vivo da banda.

O que tinha na praça de diferente eram os piratas da época.

Eu, inclusive troquei um cd do 4 Non Blondes por dois vinis:

Um do Black Sabbath ao vivo, da época do disco Never Say Die e um do Led ao vivo também, piratão, muito loco.

Na música Whole Lotta Love, durante a viagem de bateria, teremim e vocal do Robert Plant, eles emendaram The Hunter, uma música de primeira também gravada pela banda FREE, que tinha Paul Rogers no vocal.

Era um bolachão daqueles que estragou de tanto tocar no aparelho.

O DVD que eu tenho também é pirata. Um de dez reais comprados na esquina. Hoje não trocaria por um cd de qualidade , só se fosse do 4 Non Blonds mesmo.

How the west was won(2003) tem, além dos shows, apresentações da banda em programas de televisão. Communicaton Breakdown, Dazed and Confused, entre outras, em versões bem diferentes da discografia oficial do Led.

O primeiro show, gravado de dia começa com Imigration Song quebrando tudo. O Led Zep depois faz um som mais blues.

É um show mais simples; depois vem a super produção, o estádio lotado, de noite, e a banda tocando todos os seus clássicos como Since i´ve been loving you, Starway to heaven, e a insuperável In my time of Dying, não acreditei quando eles mandaram essa música ao vivo!

Ah, se você quer saber da turnê do Led Zeppelin...

Zeppelin de Chumbo ao vivo e a cores

O Led Zeppelin, depois da apresentação em homenagem à Ahmet Ertegün e do lançamento do DVD Mothership, passou a ter um maior acervo de material ao vivo de qualidade. Na época do lançamento do disco How the west was won ninguém tinha nada deles, a não ser raridades mal gravadas e o disco The song Remains the Same que a banda não gostava.

Em 2003 o álbum ao vivo lançado ficou em primeiro lugar nas paradas do mundo, aliás como todo disco dessa banda que revolucionou o rock e inspira gerações pelo mundo afora.

Led Zepellin: http://en.wikipedia.org/wiki/Led_Zeppelin

Comprar:http://www.claromusicstore.com.py/album.aspx?id=51040