quinta-feira, 29 de janeiro de 2015



Eu tinha bebido muito na noite. Estava sentado em meu sofá vendo um filme na televisão após ter saído para um show da banda cover de Creedence mais chata que já ouvi. Estava sem ar ali naquele cubículo, me levantei peguei uma cerveja na geladeira e sai do apertamento.

Fui numa praça a uns três quarteirões de minha casa para fumar um baseado. Estava lá sentado num banco enrolando meu baseado, quando um cachorro grande, preto com uma cara nada amistosa, chegou perto de mim. Ele começou a cheirar meu baseado e respirar mais forte, sinalizando que também queria a maconha. Eu ri e acendi o baseado, a primeira tragada foi dele.

Só que o cachorro endoidou comigo, eu soprei a fumaça na sua cara e ele foi pra cima de mim, se não pusesse o braço na frente eu ia ficar sem rosto. Eu saí correndo daquele animal esquisito e cheguei são e salvo em casa, fui pra sala de televisão, ou melhor de jantar, ou melhor, a cozinha do apartamento. Sentei no sofá e comecei a ver um filme de terror. Era o filme do Drácula, de Bram Stoker, gosto daquele filme e acendi outro baseado ali mesmo.

Depois da terceira tragada, comecei a sentir um arrepio no braço, uma dor no estômago. Minha cabeça latejava, parecia que meu cérebro ia explodir, fui beber uma aguá, na geladeira só tinha cerveja, e foi o que eu bebi mesmo. De repente me imaginei sem estômago. Parecia que ele tinha sumido do meu corpo. Minhas pernas estavam mais grossas que antes. Fui abrir a latinha e esmaguei ela derramando cerveja no tapete. Meus pés doíam, aqueles sapatos estavam mais apertados que o normal, sentei de novo no sofá e os tirei. Fiquei horrorizado, a minha pele estava derretendo, com bolhas vivas se mexendo e prontas para explodir. Não era mais meu pé, de repente ele se encheu de cabelo começando dos dedos ate o calcanhar. As unhas caíram dando lugar a umas crostas esquisitas, meu pé estava como patas de cachorro. Eu estava experimentando o  impossível, meu ombro se alargou e meu peitoral se encheu de pelos, sentia minha cara esticando, os pelos me cobrindo inteiro, eu cresci um metro da minha estatura, meus braços estavam com uma força sobrenatural, podia esmagar o mundo.

Até que me olhei no espelho...

braszil



Taí um país que tem tudo pra dar certo. Mulheres bonitas, praias bonitas, cachoeiras lindíssimas, muita fauna, muita flora e um povo acolhedor e sorridente.

É um povo multicultural com raízes africanas, índias e européias, tudo junto e misturado, transformando o povo brasileiro numa raça a parte. É o encontro dos impossíveis.

Temos também japoneses, judeus, libaneses, polacos, alemães, italianos, portugueses, holandeses, espanhóis, mas todos, sem exceção, com um pézinho na África.

O Braszil é inigualável, há um ditado não sei de quem, Ou o Brasil se Nazifica, ou o mundo se Brasilifica e o mundo a um tempo atrás estava aos pés dos brasileiros.

É o pensamento de democracia racial que o brasil irradia mundo a fora, somos um exemplo para o mundo.

Só que não é bem assim, só olhar para as favelas, o povo sofrido. Não somos perfeitos...

Queria ver um dia nosso país se orgulhar de suas raízes e transformar o mundo.

Quem sabe um dia?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Música 2015


Já notou como as bandas de hoje só tem muleque tocando?

É uma cambada de moleque à toa fazendo um som pra lá de questionável.

O rock rebelde morreu, foi pasteurizado, mesmo assim, coitado do Pasteur...

É difícil acompanhar a MTV, e olha que parei de ver tarde, músico como soueu fiquei ligado nos videoclips e vi a decadenjcia quando a emissora passou a apresentar em sua maioria da programação, programas de auditório.

Rock mesmo, a lá Led Zeppelin, ou ao nosso querido Raul Seixas, não tem, acabou...

Tem as dúzias de covers de Los Hermanos, mas uma outra dúzia de moderninhos, com seus equipamentos, e pick ups, um rockabilly punk pra lá, mesmo assim se garimpar.

Na TV tem Restart e compania.

Tem gente que acha que faz o rock, mas é difícil de achar, só no underground mesmo.
Com minha banda eu conheci outras.

É importante participar da cena de rock independente de sua cidade...

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ao contrário


Te falar que às vezes o melhor mesmo, é relaxar, pegar o segundo lugar da fila, tomar uma cerveja e ver o raiar do novo dia.

Ela com aqueles olhos esbugalhados, sem vida, sem movimento.

No chão ali do lado de fora de um edificil de prestígio do centro da cidade, estava morta, Ludimila Cavalcante, sua bolsa ainda estava com ela, uma parte do seu cérebro estava na calçada.

No momento em que caía, Ludimila pensou em sua vida, e sorriu. "Que venha a próxima".

Lá em cima no terraço do prédio, a garota via seu namorado adentrar pela porta de incêndio, atrás dela. Ele estava desesperado, suando bicas, e correndo ao seu alcance. Era tarde, ela pulou.

Na sala de espera do prédio, o porteiro alugou Anderson por meia hora, até que soltou que vira sua namorada entrar no edifícil, uns quinze minutos atrás.

Ludimila estava inconformada com seu teste. Ela tinha Aids. Deve ter sido nas festas da faculdade, ela abusava na época do que aparecia na frente, drogas, sexo. Seu namorado poderia estar doente também, outros casos seus também, teria que avisar a todos. Escreveu um bilhete.

O prédio tinha quinze andares, e ficava na parte mais movimentada do centro da cidade. Era ali que conhecera seu namorado, na galeria de baixo, em frente as lojas.

O médico receitou vários remédios e olhou preocupado para ela, se Ludimila poderia tomar todos sem problema, se ela se lembraria e cumpriria os horários.

Ela recebeu o exame logo que chegou no laboratório, antes de ir pro médico ela já sabia do positivo, então ele não teve muito trabalho com Ludimila, ela se portou bem, apenas uma lágrima caiu de seu rosto. O médico a atendeu muito bem, com carinho e atenção.

O horário era as oito da manhã. Ludimila estava com sono.

As seis e meia Ludimila acordou com um sorriso no rosto...


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Wireless


São dez horas e vinte minutos de uma segunda feira, 19 de 2015. Vivemos hoje em um mundo direcionado para a comunicação, através de tablets, Pcs, celulares, entre outras parafernálias que nos colocam em contato uns com os outros em qualquer lugar do mundo. Graças à aqueles brinquedinhos quadrados e os satélites.

Blue Toth, 3G, 4G 20G...

Antenas de recepção espalhadas por todo o continente, por todo o mundo.

Redes sem fio, cabos ultramodernos, tecnologias além da compreensão do cidadão comum do século passado. eles vão fazer uma transmissão wireless de eletricidade. Imagina isso...

Agora, falando da wireless comum, dizem por aí que faz mal a saúde. Dizem também que em uma praça equipada com rede sem fio, as plantas, as folhas das árvores se queimaram com a radiação expelida pelos aparelhos wireless .

Vivemos em um oceano de informação no ar. Navegamos em ondas invisíveis.

Um dia faremos igual ao Neo, no filme Matrix, nos conectaremos na internet sem fio e pelo cérebro...

domingo, 18 de janeiro de 2015

Frascos e comprimidos


Vinha no sentido da estação do metro, rua movimentada, milhares de pessoas saindo no horário de pico. Carros, ônibus, caminhões e bicicletas estavam no caminho de uma multidão silenciosa que estava apenas indo para a casa. Por ventura estavam ali.

Andar 200 metros de carro demora mais que andar um quilometro a pé. E não pode levar uma cerveja pra passar o tempo ouvindo o rádio.

Se tivesse uma moto eu passaria por entre os carros com destreza e capacidade de fazer manobras radicais dentro deste transito caótico que inferniza a vida de tanta gente.

Um carro desses, normal, serve muito bem a empreitada. Põe um cd de rock numa altura ouviveu sem estourar os tímpanos e saia por aí, a procura do verde.

Siga as árvores. Onde tiver mais árvore é onde você vai.

No final você vai encontrar a parte mais verde da cidade, com árvores, jardins, praças, lagos, bem ecológico. Talvez chegue em algum lugar.

De noite siga a putaria...

sábado, 17 de janeiro de 2015

Devaneios


Sábado é um bom dia para ir a um show no meio do mato. Tipo Woodstock, ou Camping Rock. Fui num show do Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra no Inhotim, que foi um bom momento de curtir a música e a natureza. Depois ainda tirei foto com Edgar Scandurra, foi bacana...

É preciso aproveitar o dia de descanso e sair com a família. Mas algo como o Parque das Mangabeiras, Parque Municipal e outros...

Encontrar o verde das matas, o ar puro e repousante, o silêncio e o canto dos pássaros. Macacos pedindo comida. Parques para crianças.

 Levar um lanchwe na merendeira, uma toalha e fazer um piquenique de preferência a beira de um lago cristalino e com algumas nuvens no céu para barrare o sol, mas um azul bem bonito, dia brilhante, sem chuva.

As plantas ficam mais vistosas com a luz do sol batendo direto nelas. Ar puro, oxigênio, as cidades todas deveriam ser como a cidade jardim.

Morar em prédio tem seus problemas, a vista é prejudicada por outros arranha-céus. O melhor é pegar o carro e sair um pouco, ir a algum boteco em uma cidaxde pequena perto.

Também é um bom dia para pegar a guitarra e dedilhar um rock maneiro. Com banda ainda é melhor.

Beber em qualquer boteco serve pra distrair...

Cair de bêbado tem suas vantagens, você pelo menos se sente vivo no dia seguinte curtindo a ressaca. Vodka eu não bebo mais.

O legal mesmo pegar a namorada e ir pra um clube destes campestres, piscina, cerveja e ela ...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Feliz ano novo


É engraçado ver que no final do ano, as empresas fazem propaganda nos jornais e na TV comemorando as datas importantes.

Aí eu lembrei da copa do mundo, das eleições presidenciais, do dia dos namorados, me lembrei também do dia dos pais, mães, páscoa. tudo comemorado na TV.

Mas principalmente, nas propagandas, os comerciais, os anúncios.

Agora é hora de férias, verão. Acabou o natal e o fim do ano.

Às vezes penso que neste mundo cada vez mais estranho, esse seja talvez o único meio que estas datas, tão importantes na cultura, seja propagado, comemorado.

O que seria de papai noel sem a televisão?

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Amor

A pessoa que eu mais amo nessa vida

A outra eu não mostro.

Um beijo na bunda das minhas belas perdidas.

Do fundo do meu coração. E pra minha melhor companheira, vc sabe quem é...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Machismo

Puta que pariu, sempre fui feminista, tratando as mulheres bem, mas só tomei porrada com falsidade e outras coisas mais.
.
TEM QUE SER É MACHISTA MESMO VIU, PUTA MERDA BANDO DE DOIDAS (MAS GOSTOSAS)
Vem ni mim putinhas...


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Vai com Deus amigo

A vida passa rápido, imagina eu, com 35 anos? Hoje mesmo me lembro das brincadeiras com meus primos, andando pela cidade pequena, para nós, enorme, cheia de aventuras, terrenos baldios para caçar tesouros, construções abandonadas com fantasmas, nossa Caverna de Greyskull.

Brincáva-mos de médico diferente, destruindo as ruinas de um hospital abandonado no meio de uma construção. Apesar de que alguns garotos se aventuraram com as meninas no mesmo local.

E o video-game? Jogos de computador. Impressões de 500 páginas de números!!! Mas não eram realmente números, eram músicas! Melodias eternas em pedaços de papel.

As brincadeiras mudando com o tempo. Os amores com as vizinhas... E aquela carioca heim, meu chapa?

É, eu acredito que você vai conseguir ler...

Nossas brincadeiras foram ficando mais perigosas sim, é aquela busca incessante pelo proibido, pelo que ninguém tem coragem de fazer. Mas fomos nos perdendo no meio do caminho, em um mundo que não era tão legal assim.

Mesmo assim procuramos nos reinventar, do meu lado a busca por um lugar, do seu lado, até hoje não sei.

Como diz uma moça que conheço, as memórias boas são as melhores, são as que ficam.

E são as que tenho.

Hoje tenho saudades das loucuras, das irresponsabilidades, de ser sem noção. Era bom, achar que somos imortais. Mas não somos.

E você partiu cara, espero que pra melhor, com Deus do seu lado. Eu tenho certeza disso meu caro amigo.

Que merda, que horror, que absurdo...

Não era hora...

Mas quando é hora?

Um dia ainda nos vemos.

Que tal uns cem anos ouvindo Metallica e fumando um beque, trocando ideia sobre o nada?

Adoraria...




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cansado

Apartamento 301
cale-se

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Não é o fim

A vida é curta. Aproveite os momentos felizes e trabalhe para tê-los cada vez mais.

Triste.

Indo ao enterro de um grande amigo e primo com meus familiares.

Amo vocês...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Mundo louco

Mundo estranho em que se elogia alguém e por intermédio de outras pessoas ela pensa que você a xingou. Que é inimigo mortal.

Mundo estranho.
Mundo louco...


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Sonhos

Eu sonho o sono dos justos.
Dos desajustados, incompreendidos.

Eu sonho o sono dos poetas.
Dos endividados, dos falidos.

Eu sonho o sono dos ricos.
Escondidos atrás do dinheiro.

Eu sonho o sono dos sonhos.
Onde Deus vê tudo e sorri.

Eu sonho o sono dos pobres.
Podres proféticos e esquecidos.

Eu sonho o sono dos que não tem paz.
Pois a guerra os trouxe pra casa.

Eu sonho a utopia de um mundo que nunca existiu.
À espera de um milagre...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

sei não sei

A luz do sol cega meus dias envolto à mais profunda potencialidade de efêmeros desastres abdicados de qualquer lógica, sendo subversiva, ou não, ao modus operandi de espetáculos circenses, bestas medonhas, palhaços encapuzados de despeito, perante o status quo das palavras de outras línguas frente a um modelo de off off, liquidando de vez com a matemática das percentagens do fado.

Pois sois vós então, os filhos da língua em um país em off sale?

Guevons, endiabrados, encabulados, insubordinados, estratificados, paralisados; estátuas então; zumbis do espaço prontos para comer um cérebro.

A quer saber? Aperte de hardest button to button, put youre butt on me, pois laiká nóis laikemos, mas money que é good nóis num have. Ou have?

Cadê, onde que tá...

bye adios sayonara mercy óúauê




quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Vou escrever algo sobre o estilo de Bukóviski...

ô pernas, que pernas, meu deus mas que pernas são aquelas ali do meu lado na cama naquele maldito motel. Promoção, cartelinha com uma noite, uma trepada no frio desgraçado que não estava no flyer daquele maldito motel. E ela ali, aí me bem, são cem reais a noite viu?

Barato, muito barato, mas estava acostumado àquelas putas da Guaicurús...

Boas putas, baratas, de quinze minutos, dez minutos, não... mais, vai vai, vai...

Cinco minutos depois, se funcionar...

Hoje não, uma noite. A mais bela das prostitutas na minha cama por um preço promocional.

Ela faria tudo que eu quisesse.

Será mesmo?

bom, estava um frio de lascar, ou melhor nós dois.

Ou melhor, ela.

Frígida

Boa promoção...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Talvez um dia quem sabe a gente se reencontra...

Existe um livro que conta a história de um cara que na cadeia foi acusado por um outro presidiário de saber a localização de uma dinamite na prisão que seria utilizada numa fuga.

Só que não existia a dinamite e todos acreditaram no presidiário fofoqueiro e o cara passou o resto da vida na solitária com guardas perguntando a ele onde estavam as bombas.

Que na verdade não existiam.

Cuidado ao julgar os outros...



quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Apartamento 301