quinta-feira, 26 de março de 2015

De volta a Serra


Ele corria pela mata. Depois de visitar aquele monstro devorador de almas, ele foi para casa, se armou ate os dentes, pegou o carro e subiu novamente a Serra do Cipó. era hora dele se encontrar com a besta, aquela figura horripilante que não sai da sua cabeça. Um 38. foi o que conseguiu. ele tinha um, guardado perto de sua caixa de ferramentas no quarto, na despensa.

Agora era sua vez de assustar aquele monstro. Um tiro na cabeça deveria bastar. ele não queria voltar lá, mas sentia a necessidade de fazer alguma coisa. Foi aterrorizante ver as almas saindo e ainda agradecendo ao devorador de almas o fato delas saírem através de seu arroto. e do outro lado, ele fritava as almas em um caldeirão quente e comia. Sua casa era uma prisão. Haviam almas a espera de ser devoradas, almas queimando no inferno, almas dentro do corpo do demônio e almas indo embora.

Uma delas apareceu para ele:

- Você deve seguir em frente e consumar o assassinato. Matar aquele animal. É isso que ele é.

Em uma hora e meia ele já estava no topo da Serra do Cipó, entrando na caverna que levava ao templo daquele demônio. Andou mais alguns passos e se deparou com a sala inteira iluminada com velas pretas. ele não sabia quem poderia ter feito aquilo. Ficou com medo de encontrar com alguém ali, talvez algum ser das trevas, pronto para adorar o demônio, que não parava de comer.

Mas não havia ninguém por lá. Ele entrou na casa de pedra e encontrou o monstro lá de novo. Ali, aquele ser nojento, cheio de gosma envolta, almas entrando e saindo de seu corpo. Pelo menos ninguém ficava ali para sempre, mas ouvi casos de mil anos. Ele mirou, atirou, acertou em cheio sua cabeça, deixando um buraco enorme no meio da testa. Ele pensou que o animal iria morrer, mas ele nem se mexeu, olhou para ele. Do buraco na testa saiu a bala, fechando após a bala cair no chão. Ele começou a dar vários tiros, deu quatro, deixando uma bala no calibre.

Pegou mais um punhado de balas em sua mochila. O demônio continuou na mesma posição, como se nada tivesse acontecido. Ele chegou à frente do bicho, pôs o revolver na cara dele e atirou tudo que tinha. Todas as balas caíram no chão. Ele estava intacto. Aquele demônio não sofrera um arranhão. Será que ele seria mais uma vítima? No entanto, o monstro não fez nada.

continua...

Ilusão



Onde será que é possível comprar uma dúzia de produtos ilegais para sair pelo Brasil a fora, consumindo, bebendo, fumando.

Eu viajei o mundo com um ácido na cabeça e uma ideia escrita em um papel.

Talvez eu possa te falar sobre o dia em que fiquei mais doido.

Uma ilusão num mundo de fantasia.

Só há uma coisa mais importante.

A quanto tempo espero pelo nosso amor.

Esse blog tem oito anos.

Metade dele é seu.

Metade é de outras.

E se mentisse mais um pouco.

Você cairia em meus braços.

Então sinceramente digo fica.

A quanto tempo viajo pelos pensamentos estranhos de uma decepção.

Um século, um segundo, tanto faz.

Um dia passa.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Cigarros



O cigarro é uma das dádivas de deus. Desde os primórdios o homem aprendeu a fazer fogo, e com isso, o cigarro. Depois do almoço e bom demais, sentar no sofá e acender aquele Carlton, depois daquela transa, acender um Holywood, e quando tiver sem dinheiro, um Derby.

Se você bebe então, já está preparado para consumir um maço de cigarro durante uma saída, bebendo pouco, claro. ele é o companheiro indispensável da cerveja, que também pode ser qualquer uma.

Me lembro de pedir a um matuto em um sítio no interior de Minas, que comprasse na vendinha da cidade dele um maço de cigarro. Não tínhamos como ir sem carro e tal, moleques, adolescentes,

Ele me apareceu com um cigarro chamado amigo. Era cheio de pedaços pequenos de madeira, serragem, e sei lá mais o que. O pior cigarro do mundo. Mas depois de um tempo você se acostuma com ele, tosse um pouco, um amigo quase vomitou com o cigarro. Eu não, dei meus tragos.

Depois do beque então, tem que ter de qualquer jeito. O prazer é indescritível. Uma tragada dos céus, dos deuses e deusas que mandam manjares na forma de fumaça e sem nexo, como o baseado.

Proibiram as propagandas de cigarro. Também pudera, eles mostravam um pessoal fazendo esporte e fumando, influenciando as pessoas de uma forma que não condizia com a realidade.

Mas e o problema dos aspectos negativos para a saúde, que o cigarro proporciona?

Eu vi numa entrevista um sujeito falar que fumava cigarro depois das refeições e que praticava esportes regularmente. Não faço nada disso mas boto fé. Esse é um meio saudável de se fumar.

Não comece, mas se já começou, aproveite as marcas de cigarro, veja os sabores, seja um consumidor como aqueles caras do vinho, entende?

É isso. eu fumo, e muito...

E você?

domingo, 22 de março de 2015

Quer Ir ?


O pensamento viaja na cabeça de um lado para o outro, pra cima e pra baixo, sem nexo, sem lógica, abstrato, politonal.

Quanto vale um pensamento?

O do Bill Gates Bilhões.

Eu acredito que o ser humano não vive pra sempre por questões estéticas, imagine o tamanho da cabeça do cara que viveu milhares de anos...

A cabeça completamente lotada de conhecimento. O cérebro cresce também, os poderes sensoriais transformam sua cabeça numa antena gigante.

Kramer vs Kramer

Mas é feio.

Acho que é por isso que o ser humano morre. Nós somos como pendrives acessando o conhecimento aqui da terra, absorvendo tudo que vivenciamos desde o nascimento.

Daí tem que abastecer a outra base de acesso.

Imagine o conhecimento de vinte vidas...

quarta-feira, 18 de março de 2015

Logo depois...


Eu segui em frente caminhando a passos lentos numa noite tenebrosa de chuva, deixei o carro por lá mesmo, na estrada principal perto do acampamento indígena. Eu era um zumbi caminhando pela estrada. Os carros passavam e piscavam os faróis, a chuva caía de fininho me deixando com um frio danado e sem forças para andar o tanto que precisava. Devia haver um posto de gasolina, alguma cidade pequena, um restaurante. Encontrei uma estrada.

Desci ela e em pouco tempo estava na parada de ônibus para a cidade. Entrei e peguei um assento, a chuva era interminável. Enquanto o veículo rodava na estrada eu via as pessoas se molhando, na rua, pela janela. Até que vi a figura do monstro devorador de gente e de almas. Era nas nuvens, acima dos montes verdes que enfeitavam a estrada até a cidade grande.

Aquilo realmente existia. Então eu era o resultado de uma digestão demoníaca, saindo como alma das entranhas de um dos monstros mais assustadores que já presenciei. Eu pequei, e muito para ir a um lugar daqueles. Só que nesse dia eu vi que o lugar onde as almas penavam era perto de casa. Cem quilômetros. De carro, ou de ônibus. Mas as almas iam para longe, no céu. Lá em cima, impossível de ver. E voltavam até encontrar alguém escolhido de alguma forma, a qualquer hora.

E se todos nós fôssemos como eu mesmo, e aquelas almas saindo daquele demônio no meio de uma casa de pedra numa floresta quase intacta pelo homem, no meio de umas montanhas famosas na região, tendo inclusive acampamentos nas beiradas das montanhas e cachoeiras prontas para qualquer um entrar e curtir. Que bagunça se aquele monstro fosse atrás dos visitantes da Serra do Cipó. A sorte era que o danado do glutão ganhava as almas facilmente nos dias de hoje, mas era lerdo, não se movia, ficava ali naquela casa, caverna, eternamente.

Eu pensei que poderia levar uma expedição para ir até lá matar o monstro, até fiz isso, mas não convém falar agora, que escrevo estas palavras, escondido em minha casa, na esperança de que alguém leia e se salve de tamanha monstruosidade que libertei aqui, perto de meu bairro, minha casa, em minha cidade. O maior destruidor de todos os demônios, caminhando pelas montanhas da serra, descendo, indo até a cidade pequena e destruindo tudo, criando uma legião de almas e zumbis, que por segundos se sustentavam.

Mas por enquanto estou aqui, contando para vocês uma parte importante: o início.
Cheguei em minha casa ainda sob o efeito do chá. Tudo girava, rodopiava. Eu sentei no sofá esperando melhorar e vomitei no chão da sala de estar, no tapete. Deitei, passei a mão  em minha testa, estava suando frio, tremia. Minha pressão caíra e estava quase dormindo, quando uma pessoa tocou a campainha de minha porta, naquela hora, de madrugada.

- Olá, queria falar com o senhor.

- Ora, quem é você a essa hora.

- Lembra da sua estada na escola de artes marciais?

-Lembro, a dez anos atrás, nem lembro qual faixa eu era. Era bom, até...

Pois então, nós vamos fazer uma reunião, o professor Estevão, vai.


Continua...

Demônio


Eu passei por mal bocado a uns três meses atrás. Só agora eu tive a oportunidade de escrever aqui o que me ocorreu. Espero alertar a todos que possam se interessar pelo Pico do Dragão, na Serra do Cipó. Lá você encontra escondido um cemitério indígena, uma casa de pedra, ornamentada de figuras assustadoras. Parecia até uma construção Maia, em Minas Gerais. Eu estive lá a três meses atrás. Eu vi o fim do mundo. Alucinações terríveis tomaram conta de minha cabeça. Eu no meio de uma selva, dentro da Serra do Cipó, um lugar inimaginável, poucas pessoas conheciam. Eu fui ver e tomei um chá que me prepararam durante uma cerimônia. Eu vi coisas inacreditáveis. A aura de todas as pessoas. A minha aura. Vi o bom e depois o mal. O inferno na terra. Todo mundo como demônio.

Agnóstico. Antes dessa experiência eu não acreditava nas religiões. Então agora eu te afirmo convictamente a existência de Deus, um ser poderoso que muda a vida das pessoas, mas que era diferente dos que pregavam os pastores e padres. Era amedrontador. Não havia nada a fazer. A três meses atrás eu descobri que somos demônios. Eu vi Deus fabricando almas. Só que era um Deus maquiavélico. Parecia um dragão, tinha chifres, um olhar assustador. Ele soprava da boca as almas. Elas voavam para longe fora da casa, subiam aos céus. Elas falavam. Agradeciam sem olhar para trás, como fumaça saindo pela janela.

Eu olhava escondido atrás de uma pilastra de pedra e vi a criatura se levantar, mostrando a barriga. Era um festival de corpos presos sob a pele do peito e da barriga. Dava para ver milhares de almas se debatendo uma com as outras, esperando o momento de subirem. Eu na mesma hora em que vi o demônio criando as almas, eu me lembrei da minha e de como viera ao mundo. Eu era como eles, mas de outro demônio, de outro lugar. E me lembrei que as almas que iam parar dentro do corpo dele era a de pessoas fadadas ao inferno que tinham seu corpo assado e comido pelo demônio, assim que morriam. Ele era o próprio inferno para aquelas pobres almas.

Eu tinha que fugir e saí correndo da casa, passei pelo cemitério indígena e cheguei em meu carro. Desci a serra do cipó em alta velocidade e cheguei cedo em minha casa, trancando tudo ao redor, me certificando que só eu estava na casa. Estava assustado. Agora eu sabia de minha vida passada. Era um dono de prostíbulo que tinha matado duas pessoas na França de trezentos anos atrás. Fora morto por um rival que queria comprar a casa. Eu paguei meus pecados ali com aquele demônio por 250 anos. Uma eternidade no inferno. E fui achar aquele monstro perto de minha casa. Até hoje não voltei lá.


Devia voltar  e matar aquela fera com uma espingarda e salvar todas as almas ...

Continua...

segunda-feira, 16 de março de 2015

Na mata


Joana estava na selva. Sua família não tinha sobrevivido à queda do avião. Ela se sentia solitária. Como uma garota como aquela poderia sobreviver àquele lugar?

A única coisa que ela possuía era aquele moleton vermelho que sua mãe lhe emprestara. Já estava anoitecendo. Ela se perdera na floresta após a queda do pequeno avião de sua família. Por sorte seu pai não estava com eles, ele havia ficado em casa trabalhando.

Aliás, onde Joana estava mesmo? Ela sabia que era na floresta Amazônica. Joana morava com sua família na cidade de Manaus. Seu pai possuía uma fábrica de CDs e DVDs. Eles tinham conforto, mas com a crise na música causada pela pirataria e os downloads ilegais de música, eles quase faliram.

Não havia ninguém ali perto. Nenhuma alma viva. Joana procurou voltar ao avião, mas não o encontrou, e já estava escuro. O que ela deveria fazer?

Havia uma pedra enorme no alto de um morro. Joana subiu até lá e fez o moleton de travesseiro. Estava livre do mato, das cobras, mas passou a noite morrendo de frio.

Na manhã seguinte, a fome apertou. O que comer ali naquele lugar? O sol estava pegando fogo e ela se protegeu pondo o moleton na sua cabeça.

Até que Joana achou um riacho. Devia haver peixes por lá. mas ela não possuía nem uma varinha, nem isca. Foi quando se lembrou de um filme em que viu um índio pescando com um arpão os peixes de uma lagoa. Ela andou um pouco e pegou um galho para fazer de arpão. Ficou um tempão mas no final conseguiu pescar um peixe.

Agora era fazer uma fogueira para assar seu peixe. Ela esfregava pauzinhos e nada de fazer fogo naquelas folhas secas. Até que Joana desistiu e comeu o peixe ali mesmo, cru.

Com mais energia, Joana se pôs a andar. Deveria haver indícios de alguma civilização por ali. Ela também olhou para cima pra ver se algum helicóptero ou avião fazendo buscas por ali. Seu pai deveria estar preocupado, já era hora de eles terem chegado em casa.

Em um momento, quando estava andando pela floresta, ela viu uma onça pintada se aproximando. Joana gelou de medo, não conseguia sair do chão e a onça só se aproximando, chegando perto.

Ela estava cansada, mas teve energia suficiente para subir correndo em uma árvore, até o topo. E de lá, pôde ver seu moleton vermelho ser mordido e destroçado por aquele animal perigoso.

A onça se cansou de esperar por aquela garotinha. Ela foi embora mas virou a cabeça, ao caminhar, olhando para Joana como uma fera, selvagem e perigosa que era.

Joana esperou um pouco e desceu. Andou por vários quilômetros até que encontrou uma aldeia de índios. ela estava a salvo, mas os índios não pensaram assim. Eles odiavam os homens brancos e a fizeram de prisioneira.

Ela ficou em uma cabana enquanto um índio alto, forte, pintado de vermelho da cabeça aos pés, a vigiava. A garota chorou, o que fazia ali, estava com fome, pensou. Joana se levantou e puxou a perna do índio, o chamando. ela não conhecia a sua língua, mas fez sinais e o índio entendeu que ela estava com fome.

Ele saiu para buscar uns bijús para Joana. Havia uma grande dança na aldeia. A garota aproveitou a saída do índio para pegar sua comida e correu, indo parar no meio da roda de dança. Ela entrou junto na dança. Os índios no início riam muito dela e Joana se acalmou, mas mal sabia ela que havia um caldeirão sendo preparado para tê-la para a janta.

No final da dança os índios a pegaram e tentaram pô-la no caldeirão, mas a garota se contorceu toda, virou de um lado, para o outro, se protegeu com as pernas, até que ela caiu no chão, se levantou, deu um chute no pajé e saiu correndo pela mata.

Sem querer, Joana encontrou o avião. Seu pai estava lá, junto ao exército, um grupo de salvamento. Ele correu até a sua filha, a abraçou e a ouviu falando:

- Eu venci os índios canibais...


quarta-feira, 11 de março de 2015

Amizade


Quando estávamos só nós dois no Bar do João, éramos como o Beavis and Butthead. Ficáva-mos ouvindo ACDC e Metallica, no talo, bebendo cerveja Antártica durante horas.

Só nós ali no bar, meio cheio do João. Era uma época boa, conversávamos sobre vários assuntos, ás vezes nenhum, só ali, bêbado, doido, ouvindo música.

Às vezes aparecia o enciclopédia do rock, Falabela. eu quase briguei com ele algumas vezes. Mas ficávamos ali, cerveja, beck, rock..

Teve um dia em que eu e o Pedro nos levantamos e fomos na mesa da frente perguntar se po´diamos sentar ali. As duas mulheres responderam em uníssono que gostavam da mesma coisa que nós dois, mulheres. E não rolou de eu sentar ali, nem o Pedro.

Aquele primo, brother, que se foi, era do rock...

O bar do Pedro e suas andanças também, que Deus lhe tenha....

Cadê o Egípcio?


segunda-feira, 9 de março de 2015

O acorde perfeito



Depois de um mês remoendo a ideia por dentro. Sim, por que aquele assunto me deixara perplexo. Um acorde perfeito, feito por um guitarrista perfeito, um som hipnótico. Eu descobrira em uma capa de revista. Era quase impossível, muitos tentaram, mas não era um assunto muito divulgado. Poucos sabiam realmente que o acorde existia. Inúmeros pesquisadores da época estudaram a sonoridade das músicas e relacionaram com as fotos que eles tinham. Mas aquela foto era diferente. era uma mulher sentada em uma cadeira. Um espelho refletia um braço de guitarra sendo tocado. Ninguém sabia que ele havia participado daquele disco. 

Ele aumentara a visão com uma lupa e anotou as notas musicais feitas por aquele dedo. Foi simples, um amigo seu gostava muito daquela banda, Conhecia tudo sobre ela, inclusive do solo de guitarra feito no disco sem autoria relacionada na capa. Era fácil notar a particularidade, o som era diferente de todo o disco. E ele gostava desse guitarrista. Sacou na hora que era ele quem estava tocando. Pegaria o solo quando chegasse em casa, no violão ou na guitarra. Era tarde, mas precisava ouvir o som que sairia do instrumento.

Entrei no meu quarto, peguei o violão, liguei o som. O acorde estava ali, escondido na música, baixinho, em uma seção de cordas. Dava pra ouvir se prestasse muita atenção. Igual ao que estava tocando no violão. Era bonito mesmo, fácil de tocar, e eu não conseguia parar de fazer som, dedilhava, dava pancada, tocava lento, rápido, e aquele acorde não enjoava, eu podia fazer um somo de quarenta minutos com ele que seria um show perfeito. Uma jam session com um acorde. Programei isso e escrevi na minha agenda. Precisaria rever algumas anotações no dia seguinte, e preparei uma música usando o acorde, mais um blues, e um pouco de regaee.

A música durava seis minutos. Eu fiz uma letra, cantei, gravei com um violão e uma guitarra, um pandeiro e uma flauta. Um acorde. O solo parecia uma viagem espacial até a lua. A flauta casou perfeitamente com o acorde, sendo facílimo de se tocar. o pandeiro só acompanhava o ritmo.

Publiquei um vídeo de fotos que baixei, de domínio público. Um clip de música, bem humorado, acompanhando a música e seus devaneios. O acorde em forma de vídeo. Fiz o mais simples que podia. uma bola andando pelo quarto, de meia. A solidadão daquela bola e sua felicidade quando encontra com a outra bola até que os ldois juntos ficam felizes para sempre, sem perder tempo nem hora.

O vídeo foi acessado por muita gente que ficava hipnotizado pelo som e pelas imagens e passava para outras pessoas, em um bagte boca até o fim do mundo, viralizando a internet em poucos dias. At[e que todo mundo ouve aquele acorde pefeito que revoluciona a música, todo mundo começa a colocar o acorde perfeito em suas composições, revolucionando uma geração de músicos. Aquele acorde era ouvido em todos os lançamentos, mascarados, na cara, dedilhados, com distorção de guitarra, naquela música de elevador, no som do videogame, nas rádios.

Passam dois anos e o acorde perfeito está nos top cem das revistas especializadas.era o topo que o acorde perfeito chegava. 

Até que um dia, um homem apareceu com o acorde imperfeito...


domingo, 8 de março de 2015

Verdades ou mentiras?


Como viver sem saber que o que acontece com você acontece com outros, talvez nesse mesmo dia, na mesma hora. Duas vidas completamente opostas, uma estuda de dia, o outro trabalha à noite, durmam a tarde e tem o mesmo sonho. Voando em cima do mar, como pássaros voam naquele céu azul sem nuvens.

Eu que o diga de um dia perceber que as nossas ilusões são importantes, mesmo que sejam somente ilusões, fazem parte da sua realidade. Então você se entrega para essas ilusões e vive uma vida desregrada, às vezes até sem sentido, embora lute para transformar o quotidiano em uma realidade imortal. Viver sem se lembrar da finitude, indo direto ao abismo sorrindo, sendo educado com seu vizinho, sem prestar atenção àquela dona de casa que deixou cair a sacola no chão. Ou então o serviço porco do guardador de carro, ao lavar um veículo imundo. Uma lambança só, com lama e sujeira.

Quanto vale um dizer? Quem sabe você não tivesse mudado o mundo se escolhesse o sorvete de chocolate ao invés do de baunilha. Ou começado a terceira guerra mundial. E o que é melhor, dizer sinceramente que não ama nem odeia, que gostaria de sair do mundo de ilusão matrimonial e fazer a vida valer mais um pouco do que ver televisão o dia todo.

Qual a verdadeira razão da gente estar aqui nesse minuto criando frases, mudando a eterna dimensão mortal de carne e osso, ou nos envolvendo em um manto de castidade e pureza indisciplinadamente estúpido sem ser cruel, ignorando as pessoas negativas de toda parte, até se ver completamente só. O ordinário satisfaz, façamos o correto de todo dia. Viajamos pelas ondas wi-fi e no tempo. A toda hora participamos da rede mundial de computadores.

O tempo voa e você não percebe até o anoitecer. Aquela hora é especial. O nascer do dia também. Cada um traz um apelo diferente. A qualquer momento trarei uma resposta à dúvida que eu tinha e ao buscar um maior conhecimento de um todo equivocado, eu percebo que a qualquer dia me esqueço do meu fim. E do meio de conseguir demarcar meu território.

Pra que tentar entender o inevitável, se a todos os minutos ele passa numa velocidade infernal, é importante perceber que não se trata de outra ilusão, mas de um pensamento construtivo, de algo que deixará um legado de energias positivas. Sem qualquer porém, à todos. Não perca a calma e se deixe guiar pelo coração. Faça isso sempre, se mostre complacente, independente, alguém a quem se orgulhar.

A quem devo dizer se tratar de uma honra mostrar um trabalho consistente e sofisticado, trazendo um apelo universal ao elemento construtivista, entoando o lema da igualdade e fraternidade, aperfeiçoando os passos dados outrora. Ao manifesto independente de um grupo de grandes pensadores. Mostrando a que veio, uma voz nas ruas da cidade grande.

Deixo-lhes agora uma mensagem positiva que traga a você e a sua família muita saúde, bem estar, e dinheiro... 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Pó e sangue II


Pedro sonhou com Letícia. Ela estava linda, com aqueles cabelos encaracolados, com um vestido branco, sorrindo e pedindo para ele a abraçar e esquecer de tudo que acontecera. Mas Pedro lhe deu um beijo e depois virou as costas. O demônio o esperara à espreita, o chamando para cumprir com seu trato. Letícia chorava em seus sonhos.

O garoto acordou com uma terrível dor de cabeça, seu nariz, de tanto cheirar pó, sangrava. Ele se levantou da cama e foi direto ao banheiro tomar banho. A água quente embaçou o espelho do banheiro formando um pentagrama invertido, uma cabeça de bode. Pedro sorriu, era hora de se vingar dos assassinos.

Pedro botou seu revolver escondido na calça e pegou uma faca de cozinha. Era só isso que precisava, além do mais com seu corpo fechado, não precisava de nenhuma proteção extra. Ao sair, ele encontrou com sua mãe na sala de estar, ela sorriu para Pedro que sorriu de volta, mas com uma expressão demoníaca, maquiavélica. Sua mãe se assustou, mas como ela sabia do que ocorrera com sua namorada, ela achou que logo mais ele voltaria a ser aquele garoto cândido de outrora.

Ao subir a rua, Pedro encontrou a mãe de Letícia cuidando do jardim de sua casa:

- Olá Elvira, como está?

- Mais ou menos Pedro, a ficha ainda não caiu, mas sinto falta da garota.

- Ontem eu sonhei com ela. Me parece que está muito bem no céu. e a senhora pode ficar despreocupada que os assassinos vão pagar pelo que fizeram.

- Como assim, Pedro. Você vai fazer alguma coisa? Deixe que a polícia tome conta do caso.

- Pode deixar, vou fazer isso mesmo, disse Pedro com um olhar agressivo.

Ele se despediu e partiu em direção a favela. Era hora de ele conversar com os traficantes. Era hora deles pagarem pelo aque fizeram com a sua namorada.

Continua...


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Pó e sangue



O nome dele era Pedro. Tinha 26 anos quando conheceu Letícia. Os dois namoraram por dois anos. Uma garota jovem de 22 anos, alta, magra com os cabelos loiros e encaracolados.

Pedro pensava que a relação dos dois era saudável. Garoto evangélico e simplório, não sabia que sua namorada saía às escondidas à noite, enquanto seu namorado dormia. Ela combinava com suas amigas e enganava Pedro indo à boates de techno, se drogando e bebendo a noite inteira.

Às vezes Letícia sumia no meio da tarde, ela ia no morro buscar papelotes de cocaína e chegava desorientada na casa de Pedro. Mas este, coitado, pensava que a garota estava em seu período pré-menstrual. ele nem imaginava que ela subia aqueles morros perto de sua casa. Para ele, Letícia era uma santa.

O amor de Pedro só crescia, ele queria casar com ela, constituir família. Eles não transavam, Pedro queria se resguardar para depois do casamento. Ainda era virgem, imagina, aos 26 anos. Mal sabia Pedro que Letícia saía com outros homens durante as suas saídas de madrugada. Sua mãe até tentou avisar, mas para ele, era implicância da velha.

Até que um dia, Letícia subiu no morro no meio da madrugada. Ela comprara dois papelotes de cocaína e já ia encontrar com suas amigas, quando a polícia apareceu e começou a trocar tiros com os traficantes. Uma bala perdida, do alto do morro a atingiu na cabeça. Letícia morreu na hora. A polícia se desorientou, pegou o corpo da garota e saiu em direção ao hospital, mas já era tarde.

Pedro ficou sabendo no dia seguinte. Ele viu a foto de sua namorada estampada na primeira capa do jornal. A manchete era: "Garota do asfalto morre em troca de tiros da polícia com traficantes".

O jovem chorou a tarde inteira, desorientado, quebrou todo o seu quarto, pegou a bíblia e a queimou, gritando, xingando Deus, que levara sua namorada embora. Ela era viciada em pó, ele jurou que um dia iria se vingar dos assassinos.

Pedro foi então a um centro de macumba, pediu para fecharem seu corpo. Ele entrou em um transe profundou e viu o que tinha que fazer. Agora ele não era mais evangélico, Pedro havia feito um pacto com o demônio. Nada mais poderia feri-lo.

No dia seguinte, Pedro foi até os traficantes do morro. Perguntou a eles se além de drogas eles vendiam armas. Comprou uma 38 e um punhado de balas, um papelote de cocaína e foi pra casa. Pedro passou na padaria e pegou uma pinga 51. Passou a noite inteira bebendo e bolando um plano para a sua vingança.

Continua...


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tem um emprego aí



Aos 36 anos me vejo em uma situação constrangedora. Este que vos fala, o eterno adolescente, envelheceu. Acontece que no chão de lama em que me encontro, fica difícil arrumar um emprego (a garantia da responsabilidade).

As saídas em busca de sexo fácil no meio da noite não são mais as mesmas. No dia seguinte tem que acordar cedo.

É, a vida passa a ser diurna, sair ao centro da cidade levando um currículo debaixo dos braços e mendigando por um emprego, ficando queimadinho pelos raios solares que insistem em suar a sua camisa de linho.

Envelhecer te mostra coisas importantes como ajudar a si mesmo primeiramente, e depois, os outros. Nesse coração enorme de bondade em que me encontro muitas vezes me auto saboto para mostrar meu sorriso para desconhecidos.

Eu canto, danço e o emprego não vem.

Vejo espíritos responsáveis, senhores do dinheiro com suas vidas confortáveis, mas sem aquela bondade espiritual.

Nesse sentido, as energias cósmicas poderiam me ajudar.

Topo tudo, por qualquer dinheiro.

Só não rodo a bolsinha na Afonso Pena.

Estrelas no céu


Ando pelas estradas de terra com meu pé descalço. Parece que foi ontem quando eu e meus primos brincávamos de castelo de Greyskull no meio da mata de Teixeiras.

Depois íamos na cachoeira dar um pulo na água. Tinha medo de me afogar, mas era muito bom, escorregávamos pelas pedras até cair num lago.

Aquele solzão brilhante no céu azul queimava nossas peles e trazia alegria para as nossas brincadeiras.

Éramos livres, como pássaros voando sem medo de cair, mas às vezes brigávamos.

Depois fomos crescendo, virando gente grande, as brincadeiras mudaram, cantávamos ao som do violão, e regrados a muita cerveja, namoradas e alguns baseados.

Éramos jovens iluminados, sem constrangimento de ser feliz, brincando de viver.

Até que vimos como a vida é frágil, somos seres cósmicos, prontos para liberar nossas energias no universo.

Perdemos várias pessoas que amamos.

Mas elas ainda estão por aí, nos observando.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Psicodelia da perdição



Ando pelas ruas psicodélicas de Londres na Avenida Afonso pena em plena madrugada.

Ouço vozes estranhas de prostitutas se oferecendo para uma senhora de meia idade.

Acendo meu cigarro Gudan Garan, o único que faz a cabeça.

De repente um homem gordo, todo sujo me aparece fumando um baseado.

Fumo junto com ele. O senhor me conta suas peripécias da juventude, ele não sabe , mas eu tomei um ácido. Com o baseado, a parada fez efeito quase que instantâneo e comecei a ver uma explosão de cores nos prédios, nos carros e a cara do gordo derretendo.

Agradeci ao gordo e fui até um bar pedir uma cerveja. Tomei ela em dois goles, fui descendo até a rua Guaicurus e entrei no puteiro. Pedi duas moças bem bonitas, branquinhas, de cabelo preto, do jeito que eu gosto.

Cheguei lá o troço não subiu, mas apliquei elas no ácido e ficamos a madrugada bebendo até que de repente, terminei o serviço.

Era o nascer do sol e vi o céu explodir na minha frente.

Era uma chuva de meteoros, até que uma ambulância me pegou e me levou pro manicômio.

Eu estava pelado na rua...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Carnaval



Semana de festa, de fantasia, onde todas as estripulias sexuais são bem-vindas. A festada carne, e que carne vemos na televisão, no carnaval do rio de Janeiro.

Festival de bundas e peitos, a televisão vira  um espetáculo hipnótico que transforma qualquer ser cândido em um endiabrado infernal.

A festa é católica, tem suas origens na Grécia, e é patrimônio cultural brasileiro. Assim como o futebol que foi inventado pelos ingleses, mas que encontrou sua redenção no Brasil.

Minha cidade é o antro dos blocos carnavalescos, eu mesmo gravei umas músicas de um bloco uma vez e misturei com guitarras distorcidas fazendo um som bem estranho.

É uma mistura de cores, de corpos, o retrato do Brasil multicultural. Quem não gosta da farra?

Bom, eu to meio velho, Hoje curto mesmo é um bom silencio.

Cadê ele?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Boa história



Esse é um trecho de um livro que li, as esqueci o nome, muito legal

"Um cavalo, tendo como inimigo um ferocíssimo lobo, vivia em temor permanente pela sua vida. Tendo chegado ao desespero, ocorreu-lhe a idéia de procurar um aliado forte.

Assim aproximou-se de um homem e ofereceu-lhe aliança, frisando que o lobo também era inimigo do homem. O homem aceitou a aliança e prometeu matar o lobo imediatamente, se o seu novo aliado permitisse a utilização da sua maior rapidez. O cavalo aceitou e permitiu ao homem que lhe colocasse um freio e uma sela. O homem então montou-o, caçou o lobo e matou-o.

O cavalo contente, agradeceu ao homem e disse: Agora que o nosso inimigo está morto, tire-me este freio e sela, e devolva-me a liberdade.


O homem riu e respondeu: - Não me diga isso. Vá andando. E aplicou-lhe as esporas".

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Kama Sutra do Diabo - parte IV



João Luiz caiu no inferno. No momento em que ele chegou seu corpo pegou fogo. Um fogo que ardia suas entranhas, uma dor insuportável, ele gritava, pedia clemência, rezava para deus, mas nada adiantava. Ele fora recebido pelo Satan em pessoa. Um demônio enorme, com chifres enormes e olhos de fogo. Após seu corpo ser totalmente queimado, milagrosamente foi restituído, era hora de um outro tipo de tortura. Ele foi levado para uma câmara inferior de um castelo no meio do inferno. Pequenos demônios o botaram em uma maca e o carregaram até lá.

Pareciza que ele estava em um hospício, ele viu pessoas que pensavam ser Napoleão Bonaparte, Hitler, Stalin, e alguns membros da Klu Klux Kan.

- Mocinho, eles não estão loucos são eles mesmos, eles adoram nossas torturas, logo você também irá gostar. Olha que privilégio, você aqui, perto de pessoas tão famosas.

Colocaram João em cima de uma mesa e amarraram seus pés e mãos, ele estava todo esticado. Um pequeno diabo girava uma roda que esticava ainda mais os ossos de João, logo, todos seus membros foram deslocados. Eles pegaram pequenos besouros e colocaram em cima de sua barriga. Eles comeram sua pele e entraram dentro de seu corpo, comendo seus órgãos internos.

Depois, pegaram João e cimentaram seu corpo de cima para baixo e o obrigaram a comer deliciosos alimentos, doces, frangos,carnes vermelhas, refrigerante e cerveja. João se lambuzou na comida, ele não conseguia se controlar. Só que tudo que entra tem que sair e ele estava cimentado. Seu corpo inteiro se encheu de merda e ele morreu no inferno, retornando de novo após cinco minutos ao corpo saudável no inferno, pronto para mais um tipo de tortura.

João foi enganado, ele começou a reclamar com Satan que mandou cortar sua língua. O demônio mandou os diabinhos o levaram para o poço sem fundo, onde ele iria cair eternamente, enquanto corvos comiam seus olhos e nariz.

Até que João começou a rezar, ele entendeu que fora hipnotizado pelo livro Kama Sutra do Diabo e que ainda amava sua namorada. ele rezou o pai nosso a ave maria, pediu clemência para deus. Mas ele não conseguiu nada, até que ele chorou, uma lágrima do verdadeiro arrependimento. ele estava caindo para sempre.

Até que uma luz apareceu, era Letícia, ela abraçou seu namorado e disse que ainda o amava. João viu seu corpo se integrando ao corpo dela como se os dois fossem um. Todas as energias negativas dele foram limpas por Letícia e os dois subiram juntos aos céus.

O demônio do casarão gritava, esperneava, com a vampira morta a seus pés. Ele perdera novamente a batalha para Deus, e foi mandado novamente ao inferno...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Kama Sutra do Diabo - parte III


João Luiz foi para casa, o diabo o avisou para tentar uma abordagem diferente, buscar alguém que se encaixasse perfeitamente no inferno, ele deveria tentar uma mulher roqueira, de preferência satânica e João decidiu ir à noite em uma casa de show.

A casa era toda vermelha, uma cor escura como se fosse sangue. João já tinha decorado a terceira posição do Kama Sutra do diabo. Ele entrou, a casa estava lotada, uma banda cover de Iron Maiden estava mandando um som, e ele adorava a banda inglesa, seria unir o útil ao agradável. Lindas mulheres com suas calças de couro valorizando aquelas bundas enormes e saudáveis. Por ele João faria um bacanal, o diabo até que iria gostar, mas nessa noite apenas uma seria sua presa.

Havia uma loira alta, um pouco gordinha, tomando whisky no balcão. Ela usava um pentagrama invertido, igual ao do livro que o diabo lhe emprestara. Ele nem precisou chegar nela, a mulher, chamada Kelly, deu uma piscadela para ele na mesma hora. A banda estava tocando Wasting Love, uma balada boa para dançar e os dois seguiram juntos até a frente do palco. Ela passava a mão em sua bunda enquanto dançavam.

Eles se beijaram e se esfregaram. João queria transar com ela ali mesmo, mas se controlou, os dois saíram da casa de show sem dizer uma palavra um para o outro e entraram no carro de João. Estava fácil demais conseguir esse diamante.

Como eles moravam longe do centro, a loira decidiu pagar um boquete para João enquanto ele dirigia, Ele quase bateu o carro, estava desistindo de matar aquela mulher, João ficara apaixonado.

Ao entrar na casa, João viu o diabo escondido do lado de fora, nos arbustos, ele lhe deu uma piscadela, neste dia ele estava diferente, igual ao diabo da capa do disco Sargent Peppers, que fica atrás da Marlyn Monroe, vermelho sangue.

Os dois subiram até o quarto principal, tiraram as roupas, João ficou em pé e se encaixou na loira assim mesmo, segurando suas pernas enquanto fazia um movimento de vai e vem. João não queria matar aquela garota, não pôs a mão em seu pescoço, a beijou docemente, até que ele sentiu uma mordida em seu pescoço, todo seu sangue fora sugado e ele caiu no chão, morrendo ali mesmo, indo direto para o inferno.

O diabo estava na porta do quarto, rindo e tirando a roupa, era a vez dele transar com a loira...


 Continua...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Kama Sutra do Diabo - parte II



João Luiz voltou para casa com um sorriso no rosto, ele tinha agora dois diamantes do demônio. Eram pedras enormes, em pouco tempo ficaria rico e poderia se mudar daquela cidade. O sonho dele era morar nos Estados Unidos lá ele poderia morar como um marajá.

Em casa, João sonhou que estava em Fortlander dale, onde encontrou com seu ídolo Jimmy Page. Ele curtiu a praia tomando cerveja no seu veleiro, tocava violão para lindas mulheres, em seu quarto, o lençol do colchão era feito de notas de cem dólares, nele ele transava com as garotas, no seu sonho, seus olhos eram cor de sangue como se tivesse fumado a mais forte das maconhas.

No outro dia, João acordo com uma tremenda dor de cabeça, parecia que tinha bebido muito na noite anterior, estava de ressaca, mas algo dizia que seu sonho era realidade, ele tinha bebido e tranzado com as garotas no Iate. Ele bebeu uma garrafa de refrigerante em um gole. Saciado, saiu de casa, já era de tarde, ele dormira muito. Foi na padaria comprar cigarro. Ele estava de olho em uma caixa, linda, branquinha com os cabelos negros, do jeito que ele gostava.

- Olá, me vê um Holywood?

- Sim, gostaria de mais alguma coisa?

- Sim, queria te convidar para sair hoje, vamos? Conheço um bar muito bom, com cervejas artezanais que tenho certeza que você vai gostar.

Seus olhos brilharam, a garota do caixa apaixonou na mesma hora, ele deu uma piscadela para ela que a deixou com muito tesão. Ela mecheu nos cabelos e se contorceu toda, os bicos de seus peitos estavam saliente.

- Meu nome é Cíntia, pode me buscar as dez horas, depois do serviço.

- Está bem,  eu passo aqui de carro.

João apareceu às dez em ponto. Cíntia tinha se arrumado ali mesmo na padaria, estava perfumada e de banho tomado. Ela usava um vestido curtíssimo que valorizava suas pernas, João ficou excitado. Ele saiu do carro e abriu a porta para ela. No entanto, antes de entrar, Cíntia deu um beijo nele. Ela era uma presa fácil.

Chegando no bar eles pediram uma cerveja alemã, conversaram sobre seus trabalhos e sobre a vida. João não via a hora de levá-la para o casarão. O bar era muit bonito, com quadros de imagens de cinema com atrizes como Marlyn Monroe e Maria Tomei.

- Vamos sair daqui? Tenho uma surpresa para você na minha casa.

- João, eu adoro surpresas.

- Então vamos, eu moro aqui perto.

Os dois chegaram atpe o cazarão, Cíntia estava encantada com João, ela faria o que ele quisesse. E fez mesmom, os dois foram direto para o quarto principal, ele sse despiram e começaram a fazer um meia nove, João apertava a barriga da garota equanto a xupava. Cíntia sentiu uma energia estranha vinda de seu estômago e subindo até seu coração. A energia era tão forte que explodiu seu coração na mesma hora em que ela teve um gozo. João saiu de baixo da garota e chutou seu corpo para fora da cama. Ele olhou para a porta, lá estava o demônio sorrindo, com mais uma pedra de diamante em suas mãos.

Continua...